• rising
  • Posts
  • o que você quer?

o que você quer?

14/07/26

BOM DIA

o que você quer?

o que realmente te chama atenção e te encanta? o que você ousaria querer se não tivesse medo do julgamento? é importante saber isso, porque não há combinação mais poderosa do que interesse + dedicação.

….

  1. Um ótimo programa para passar tempo com amigos, date ou família, sem lembrar que as telas existem. Cuidado: é viciante. 😃

  2. Esse DJ faz sets muito legais de vários artistas. 🎶

  3. Você sente que nada te satisfaz? 💡

  4. Este livro é uma dica para quem gosta de filosofia. 📚

  5. Um filme lindo — assim como tudo o que essa diretora cria. 🎞️

  6. Uma conversa sobre ego, projeções e a liberdade que surge quando você percebe que, na maioria das vezes, não é sobre você. 🤔

tradução: “volte a fazer pelo amor por fazer.”

Talvez você precise substituir o "tenho que" pelo "eu quero".

Há algum tempo, peguei-me refletindo sobre isso quando me vi estagnada na minha rotina. Não conseguia criar nem ser espontânea. Estava sempre muito preocupada com o que “tinha que” fazer e entregar.

Cheguei a levar isso para minha psicóloga, e ela me trouxe uma reflexão que mudou a forma como eu vinha enxergando a maioria das coisas nos meus dias:

E se você tentasse substituir o “tenho que” pelo “eu quero”?

Veja bem: até aquilo que precisamos fazer, o fazemos porque estamos mirando em alguma coisa que queremos. Trabalhar, estudar, acordar cedo, assumir algum compromisso... tudo isso existe a serviço de um objetivo maior.

  • Ou seja: mesmo as obrigações nascem de um querer. Se você pensar com atenção sobre cada uma das suas obrigações, pode perceber que elas existem por conta de objetivos que você tem e valoriza.

Elas têm um sentido e também são, nada mais, nada menos, do que parte dos seus sonhos.

E perceber os afazeres, as obrigações e também as suas responsabilidades como parte dos seus sonhos pode te ajudar a assumir e abraçar essas coisas de forma mais leve, mas também mais compromissada.

Você não está fazendo algo simplesmente porque é obrigado, mas porque tem um projeto claro, maior, e quer cumpri-lo.

E aquilo que nos desperta interesse — onde está a nossa atenção, as coisas que amamos e desejamos genuinamente — costuma ser justamente o que de fato nos move em determinada direção. Por isso, a troca do “tenho que” pelo “eu quero fazer isso, porque sei que é importante para onde quero chegar” tem força.

Mas talvez você não esteja acostumado a se perguntar, de verdade, o que quer.

No mundo em que vivemos, tudo precisa servir para algo, gerar resultado, produzir um valor exorbitante e justificar o tempo investido. Pessoas passam anos tentando se interessar pelas coisas de que acreditam que deveriam gostar e querer.

Nos convencemos de que precisamos entender sobre um padrão de coisas, acompanhar determinados assuntos, ler certos livros e consumir apenas o conteúdo que escutamos ser relevante.

E muitas dessas coisas realmente são importantes. Mas aquela provocação que minha psicóloga trouxe me parece igualmente importante:

O que acontece quando passamos tanto tempo ouvindo o "tenho que" que deixamos de escutar o "eu quero"?

Sim, essa é a essência da vida adulta, como muitos dizem. Mas não seria também a essência do piloto automático e da perda de sentido de uma biografia?

Talvez valha a pena prestar atenção naquilo que desperta espontaneamente o seu interesse, porque, muitas vezes, tentando gostar do que acreditamos que deveríamos gostar, deixamos de cultivar aquilo que guarda nosso maior potencial.

Imagine, por exemplo, alguém que tenta, há anos, se interessar por economia: lê um capítulo aqui, assiste a um vídeo ali, compra livros e faz anotações de diferentes aulas na internet. Mas a sua atenção nunca se sustenta por muito tempo.

Ao mesmo tempo, essa mesma pessoa é capaz de passar horas aprendendo sobre geografia, história da arte, arquitetura medieval ou qualquer outro assunto que muitos considerariam apenas uma curiosidade, sem muita utilidade prática.

Se todo o tempo e energia investidos tentando gostar de algo fossem direcionados para aquilo que realmente desperta seu interesse, essa pessoa provavelmente já teria desenvolvido uma habilidade muito maior em uma área muito mais coerente com as suas inclinações.

E isso, provavelmente, poderia ser útil em algum momento.

De fato, nem todo interesse é uma vocação e nem toda curiosidade esconde um grande talento. Mas também é verdade que dificilmente nos tornamos excelentes em algo sem que exista algum grau de encantamento.

Interesse e dedicação formam uma combinação muito poderosa. Ouso dizer que o maior potencial de qualquer pessoa está justamente onde essas duas coisas podem se encontrar.

  • Por isso, assim como tentar transformar até aquilo que vemos como apenas necessário em um interesse genuíno é importante, olhar com mais atenção para as coisas de que você gosta — mesmo quando elas não produzem dinheiro nem status — também é.

Isso pode inspirar seu cérebro e treiná-lo a perceber, com mais clareza, aquilo que você quer de verdade nas outras áreas da vida. Além disso, dominar alguma coisa — qualquer coisa — transforma a maneira como o sujeito se vê.

Dominar alguma coisa amplia o seu repertório e fortalece a sua autoconfiança, pois você se tornou muito bom em algo.

Assim, o mundo pode ganhar mais sentido, muitos pontos podem se conectar e a sua habilidade de agir pode se tornar mais latente e criativa. Então, isso não é inútil nem irá atrapalhar, desde que o tempo devido seja dedicado a isso.

Talvez você — e a maioria das pessoas — esteja procurando propósito em lugares distantes demais.

Uma mudança de perspectiva já pode te ajudar a perceber o sentido das coisas que já faz e como isso pode estar alinhado com o que você quer.

Talvez, a pergunta mais importante seja a que você sempre deixa por último: "o que eu realmente quero?"

Substituir o "tenho que" pelo "eu quero" não é uma forma irresponsável de viver, como pode parecer. Na verdade, seria uma maneira de reconhecer aquilo que dá sentido às suas responsabilidades e aquilo que pode revelar o seu maior potencial.

E é muito importante que o que você faz no seu dia a dia esteja alinhado com isso.

— @Sarinha

77,27% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram perceber e nomear alguns interesses genuínos que têm em suas vidas e coisas que entendem como as mais valiosas em sua existência. A seguir, alguns comentários:

✍️ “Interesse genuíno: aprender. O conhecimento sempre vai estar comigo, onde eu estiver. Mais valiosa: empatia. Fazer o bem, sem olhar a quem. Que desafio gostoso e reconfortante!! 😃”

😌 “Refletindo sobre esse desafio, percebi que tenho dedicado muito tempo às minhas responsabilidades e pouco espaço para simplesmente aproveitar a vida. Entendi que me divertir, conviver com as pessoas que amo, rir e descansar não é perda de tempo, mas uma forma de cuidar de mim mesmo e fortalecer minha espiritualidade. Quero me permitir viver esses momentos com mais frequência e sem culpa. Grande abraço.

💭 “O direito de ir e vir, de pensar, de escolher, de sonhar acordado, de me encantar com a natureza, de conversar com Deus... Coisas simples que me fazem viver e, às vezes, "suportar" as dificuldades que a vida nos apresenta!!

Acredito que vocês irão adorar o desafio desta semana. Primeiramente, escolham um assunto que vocês adoram — somente um, viu? rs. 👀

Precisa ser algo que desperte verdadeiramente muita curiosidade e interesse. Algo com que vocês costumam não se importar em gastar tempo descobrindo, conhecendo e observando.

Depois disso, escolham alguma forma de aprender mais sobre esse assunto. Pode ser com um vídeo, um filme, um documentário, um livro, um texto ou uma aula. Qualquer coisa que estiver ao alcance de vocês.

Mas tem uma — e apenas uma — regra, que pode ser a parte mais difícil, mas também a mais importante nessa história:

Precisa ser fora das redes sociais. Você pode usar internet, YouTube, Netflix… mas não vale usar nenhuma rede social.

Eu garanto que vai valer a pena e que isso pode fazer vocês olharem para esse “pequeno” interesse por uma ótica diferente e talvez até útil.

Entre o estímulo e a resposta existe um espaço. Aí mora a nossa liberdade.

Viktor Frankl

É muito inteligente respeitar esse espaço entre o estímulo e a resposta, pois é ele que permite que as nossas emoções se acalmem e que a mente pense com mais clareza e plenitude.

É assim mesmo que se exerce a verdadeira liberdade: livre do medo, sem ser refém de impulsos e traumas e como senhor da própria vida.

O calor do momento não é o melhor lugar para tomar as decisões mais importantes, e não é preciso dizer muito, porque você, com certeza, já vivenciou isso na prática.

É possível perceber também que pessoas emocionalmente livres não são aquelas que não sentem intensamente, mas aquelas que conseguem sustentar por alguns instantes o desconforto das emoções. Porque isso significa que não são escravas delas.

Reflita com atenção sobre essa virada de chave. Ela pode ser um tanto quanto difícil de absorver.

  • Mas permitir que esse pequeno espaço invisível entre o sentir e o agir exista é o que pode solucionar muitos dos dilemas que você enfrenta ciclicamente.

Você não precisa reagir e responder imediatamente a tudo. Dá para tomar tempo, pensar e, assim, exercer da melhor forma a sua liberdade de escolha e a sua autenticidade.

Quem avisa, amiga é

Passar um dia ouvindo algumas das mulheres mais incríveis do mercado brasileiro parece um bom plano.

No seis&seis, você vai encontrar empreendedoras, executivas e creators que estão construindo algumas das marcas, empresas e comunidades mais relevantes do país — além de dezenas de outros nomes que estão transformando o mercado.

Se você já estava pensando em ir, esse é o momento de garantir seu ingresso pelo valor atual. Garanta o seu aqui.

Vou me casar este ano e, por diversas vezes, peguei-me fazendo uma pergunta: “é isso mesmo que eu quero?” O que pode me ajudar a chegar a uma resposta?

Eu sinto muito que esteja passando por isso.

Mais importante do que te responder qualquer coisa rápida e genérica, talvez seja tentar entender de onde vem essa dúvida.

Vamos olhar juntas para isso? Tome seu tempo para pensar em cada resposta:

  • O que exatamente te faz duvidar quando a pergunta aparece?

  • Essas dúvidas são novas ou já estiveram presentes em outros momentos da relação? E em quais momentos específicos da rotina com o seu parceiro elas aparecem de forma mais latente?

  • O que você quer? Qual é a primeira resposta que vem à sua mente, considerando que não tivesse que contá-la para ninguém além de si mesma?

  • Quando você imagina o “casamento”, quais sensações surgem no seu corpo?

  • O que significa se casar para você? O que seria um casamento?

  • Você sente que está escolhendo ou apenas seguindo um caminho que já era esperado?

  • Se não houvesse pressão externa — família, tempo, expectativas — você ainda escolheria isso e essa pessoa?

  • Você tem medo de perder algo ao se casar? O que exatamente?

  • E, se não se casar com essa pessoa, o que tem medo de perder? O quanto isso é valioso na sua hierarquia de valores?

Percebe que as perguntas podem te descolar de um “sim ou não” simplista para um contato mais honesto com o desejo, o medo e as pressões ao seu redor?

Você precisa entender melhor o que está por trás dessa dúvida. Isso é o que vai te ajudar a chegar a uma resposta.

Mas também vale lembrar que talvez simplesmente não exista uma resposta “certa” ou “errada”. Vai existir uma escolha sua que, depois de feita, você poderá tornar a melhor possível.

Nesta edição aqui, tratamos sobre o tema “escolhas” nesse sentido. E, nesta edição aqui, falamos mais especificamente sobre a escolha no amor. Espero que ambas possam te ajudar.

🦋 Para enviar um desabafo, clique aqui. Queremos te ajudar em uma próxima edição :)

É preciso aprender a seguir em frente, mesmo sem certezas.

Obrigado por ler até aqui! Quão satisfeito você ficou com essa edição? Deixe seu comentário após o voto.

O que você achou da edição de hoje?

Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas.

🆘 Precisa de ajuda com algum problema? Clique para falar com o nosso suporte.

❌ Se não quiser mais receber nossas edições, é só clicar aqui.

🎟️ Quer anunciar conosco? É só clicar aqui.

cc: @sarah.ferrreira

Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? Toda terça e quinta, na hora que o sol nasce, direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito.

Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia :)

até quinta!