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você não é um robô

23/06/26

BOM DIA

você não é um robô

você não é como uma máquina capaz de produzir de forma linear. haverá dias, momentos e circunstâncias diversas, e o seu melhor se manifestará em cada um deles de forma diferente. não espere nem cobre de si o que esperaria e como cobraria de um robô.

….

  1. Você tem motivos para gostar do seu trabalho, mas talvez ainda não tenha conseguido perceber. Esse vídeo pode te ajudar. ✨

  2. Eu adoro compartilhar esse tipo de conteúdo — porque eu adoro consumir, rs. 🌝

  3. Okay, talvez essa seja uma das melhores playlists que já colocamos aqui até hoje. 🎶

  4. Você sabia que esse filme é recheado de psicologia? 🎞

  5. Acho os cadernos dessa marca uma opção incrível de presente para alguém especial, ou para si mesmo, rs. 📝

  6. Quem é você quando não está sendo avaliado? 👀

Se você perdesse a sua capacidade de produzir na mesma intensidade que produz hoje, ainda teria valor? 

Nossa cultura valoriza muito a produtividade, o quanto se consegue produzir no menor espaço de tempo. Aqui, corremos o risco de acreditar que nosso valor humano está aí.

  • Ou melhor: que o que mais importa na vida é isso e que todo o sentido da existência está aí.

Quantas vezes, por exemplo, você já se sentiu mal e teve um dia péssimo porque não realizou tantas tarefas quanto tinha planejado, ou quanto alguém disse que é o ideal realizar?

É muito importante refletir sobre isso:

Em diferentes momentos — e por diferentes circunstâncias — a sua capacidade de produzir pode ser arrancada de você. Seja por um incidente, imprevisto ou até mesmo pelo que irá acontecer com todos nós: vamos envelhecer e, mesmo que exista muita vontade, o corpo não responderá da mesma forma que antes.

E o que restaria quando isso acontecer? Onde está o seu valor para além da sua produtividade?

Sejamos racionais e ponderados: é importante produzir, pois esse é o mundo em que vivemos. É maravilhoso conseguir conquistar as coisas com o seu trabalho e proporcionar uma vida digna para si e para quem ama.

  • O ponto não é uma revolta contra isso ou contra as circunstâncias e o sistema, mas, sim, aprender a viver bem e preservar a paz de espírito nesse contexto.

Percebe como atrelar todo o valor da sua existência à sua produtividade pode ser um tanto quanto arriscado para sua autoestima e disfuncional para sua estabilidade emocional?

Porque é praticamente pedir para fracassar na tarefa de ter um sentido sólido para seguir na vida. Afinal, até mesmo um dia ruim, uma discussão em casa ou um leve resfriado podem colocar em xeque a sua capacidade de cumprir as tantas tarefas que precisava realizar na mesma intensidade.

Não somos robôs ou máquinas que conseguem seguir um mesmo padrão de excelência todos os dias. O nosso melhor se manifesta de formas diferentes, até em um mesmo dia, a depender do momento.

Pautar seu valor na sua capacidade de produzir é, portanto, pautá-lo em um solo frágil e que, por isso, causa muita ansiedade.

E acredito que você também, pela ânsia de produzir e ser produtivo, já:

  • Deixou de dar atenção para si e para alguém importante;

  • Deixou a desejar com sua presença;

  • Rendeu-se à rotina, ao piloto automático, por simplesmente acreditar que não poderia parar, refletir, criar e contemplar, já que precisava ser, antes de tudo, produtivo.

Ser produtivo nem sempre é ser eficiente. Eficiente em prestar atenção e fazer o que realmente importa.

Mas o que importa no fim? Não seria o quanto você conseguiu melhorar e crescer como ser humano, para você, para as pessoas e para o mundo ao seu redor?

Por isso, vale pensar: se hoje a sua capacidade de produzir fosse completamente arrancada — algo que todos nós estamos sujeitos a vivenciar —, o que lhe sobraria? Onde estaria o seu grande valor?

  • Numa palavra acolhedora que é capaz de dar?

  • Na presença que é capaz de ser?

  • Na escuta que consegue prestar?

  • Na ajuda e na generosidade que não se comede em ter?

Onde está o seu valor para além da sua produtividade e das metas que consegue cumprir?

Nos dias mais difíceis, se agarrar a isso é o que pode te ajudar a seguir de cabeça erguida.

— @Sarinha

63,64% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram fazer uma pausa estratégica de pelo menos 5 minutos para contemplar algum elemento da natureza ao seu redor. A seguir, alguns comentários:

🌅 “Eu moro perto de um lugar cheio de árvores, e o pôr do sol, o amanhecer e o dia a dia são sempre lindos por aqui. É bom parar só para olhar ❤️.”

🌳 “Faço isso todos os dias, andando pelas ruas ou dentro do carro, olhando o céu ou as árvores que vejo passar.

☀️ “Diariamente, quando venho e volto do trabalho de aplicativo, vou na garupa observando e contemplando tudo, principalmente de manhã, no solzão. Olho para cima e agradeço a Deus por tudo — inclusive quando estou mal. Olhar o céu azul de manhã e respirar fundo é acolhedor.

🧘 “Deitei no tapete da sala e fiquei apenas existindo por um tempo — e foi maravilhoso! Isso é algo que consigo fazer com certa frequência, porque faço meditação guiada (21 dias de abundância, do Deepak Chopra), o que me ajuda ainda mais a conseguir simplesmente contemplar a vida.

tradução: “o que acontece se você escolher curiosidade ao invés de perfeição?”

Onde está o seu valor para além daquilo que você produz?

Mais uma vez, essa pergunta é para te ajudar a perceber se a sua autoestima e o sentido da sua vida estão apenas naquilo que você é capaz de fazer e ter.

E quanto ao ser? O que há de valoroso no seu jeito de ser e estar no mundo?

  • Como você tem tratado as pessoas?

  • Como anda sua generosidade e sua paciência?

  • O que você tem aprendido de novo?

  • Quais são suas melhores habilidades e inclinações mais interessantes?

Onde mora o seu valor, aquilo que você é para além do que faz e possui?

Tente elencar ao longo do dia 3 pontos fortes seus, que não sejam atrelados à sua capacidade de ser produtivo.

A simplicidade é o último grau de sofisticação.

Leonardo da Vinci

A simplicidade é uma síntese perfeita do essencial — e, por isso, é o último grau da sofisticação.

Não é uma tarefa nada fácil captar o essencial por trás de cada coisa. Na verdade, é nisso que consiste a sabedoria. Por isso, é fantástica essa reflexão atribuída a Da Vinci.

A simplicidade exige disciplina, experiência, tempo de reflexão e um olhar extremamente atento.

Assim, quando algumas coisas são removidas, o que fica é ampliado e ganha mais força. O que fica, com certa consistência e repetição, cria uma identidade muito forte para o que quer que seja.

Perceba como, nesse sentido, a repetição incansável do básico no seu dia a dia, por exemplo, já pode ser algo extraordinário e muito poderoso.

Vão fazer 5 anos que trabalho nessa empresa — estou aqui desde os meus 16! Foi o meu primeiro trabalho... e tenho procurado outros empregos, mas não consigo. Vêm pensamentos de que não sou capaz de sair daqui, mas, ao mesmo tempo, vem o medo de ficar aqui para sempre.

Há um exercício que gosto muito de fazer e que pode servir para você também. É simples, mas muito mais profundo do que parece:

Imagine, pensando em um cenário ideal, como gostaria que a sua vida estivesse daqui a 10 anos.

Agora, pense comigo: as coisas boas, verdadeiras, sólidas e também mais difíceis da vida precisam de muito tempo para serem construídas.

Então, algumas perguntas lógicas seriam:

  • O que estou fazendo hoje é coerente com esse lugar que quero estar?

  • Qual é o sentido das coisas que faço hoje, se elas não fazem sentido para esse lugar a que quero chegar?

Refletir nisso pode te ajudar a perceber se o lugar onde você está hoje é coerente com o que você mais quer. E, talvez, se refletir com sinceridade, tudo possa acontecer. Você pode até se surpreender e perceber que pode fazer sentido ficar onde está agora.

Mas você talvez perceba que, realmente — ou logicamente — não faz sentido algum. E aí, se isso acontecer, acredito que o seu medo de ficar se tornará maior do que o frio na barriga que, é claro, existirá na hipótese de sair.

É só quando o medo de ficar onde está se tornar maior que o medo de mudar que você irá mudar.

É assim que funcionamos. Somos guiados pela nossa vontade e somos capazes de ordená-la. A maioria dos nossos impasses vem de uma desordem nisso.

Tente deixar mais claro para o seu cérebro o que você verdadeiramente quer para a sua vida em 10, 20, 30 anos. Isso facilitará a sua clareza sobre o que fazer ainda na próxima semana, no próximo mês ou no próximo ano e, com um pouco mais de insistência, sobre o que precisa fazer agora.

Tudo o que eu posso te afirmar é que já não faz sentido fazer hoje o que não é coerente com o lugar a que quer chegar amanhã.

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cc: @sarah.ferrreira

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