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você não é o centro do mundo
28/07/26

BOM DIA
você não é o centro do mundo
você pode escolher o que valorizar e buscar no mundo. mas não precisa viver tentando colocar isso na cabeça de todo mundo. não vale cobrar do outro aquilo que ele nem está preparado para perceber. viver com alegria as suas escolhas e valores, isso é o que tem mais poder para inspirar.
….

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Mais um livro. Esse está na minha wishlist. 🎨
Caso você tenha perdido essa edição, vale se lembrar dessa “simples” mensagem. Além disso, neste link você consegue ler todas as nossas edições na íntegra. Pode salvá-lo para quando quiser voltar a alguma delas. 📝
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Cobrar que as pessoas concluam, valorizem e escolham as mesmas coisas que você não é o melhor caminho.
Pensamos muito sobre como nos comparamos com a jornada dos outros. No entanto, não pensamos com a mesma frequência sobre o quanto comparamos a jornada do outro com a nossa e sobre o quanto exigimos que os outros abracem as mesmas perspectivas e valores que escolhemos para a nossa jornada.
Muitas vezes, sem perceber, cobramos das pessoas que tenham os mesmos esclarecimentos, as mesmas opiniões e os mesmos objetivos que nós, quando isso não é um direito nosso.
Não podemos esperar e exigir que o outro viva o mesmo caminho que nós escolhemos viver em nossa vida. Cobrar das pessoas com base nos conceitos, preferências, interesses e direção que nós escolhemos para a nossa própria vida.
Isso é o que desgasta a maioria das relações.
Até mesmo as pessoas que cresceram com os mesmos valores que nós — ou até aquelas que nos ensinaram sobre eles, como nossos pais — fizeram escolhas diferentes daquelas que iremos fazer para a nossa própria vida.
Elas têm uma personalidade e uma visão de mundo que nunca serão iguais às nossas — e essas características são extremamente particulares de cada um.
Entenda que você aprende algo novo e, a partir dali, passa a enxergar um novo mundo com essas novas ferramentas e, muitas vezes, quer que as pessoas ao seu redor façam o mesmo.
Mas talvez elas não estejam preparadas ou simplesmente não queiram isso, por mais que compartilhem das mesmas ferramentas e de parte da mesma visão que você.
Você pode até tentar ensiná-las alguma coisa, especialmente se foi algo bom na sua vida, pois é natural querer que os mesmos benefícios se espalhem.
Mas, muitas vezes, isso vai além e se torna uma cobrança. Uma cobrança que chega até a ser uma forma de egoísmo para que você não tenha que lidar com uma perspectiva diferente e com os desafios que isso traz.
Perceba que você pode estar cobrando do outro o que não tem o direito de cobrar: que ele viva com a mesma perspectiva e com os mesmos objetivos que você;
Perceba como não aceitar que o outro é alguém independente — não apenas uma projeção de você — pode ser justamente o que está corroendo, pouco a pouco, a convivência, as conexões e as alegrias de partilhar uma vida.
Os aprendizados que você coletou, os valores que você tem, alguns princípios que você entendeu, as escolhas que você faz… Você não precisa — e, muitas vezes, nem tem o direito — de transferir isso para o outro.
Viva o seu caminho da sua forma e deixe que o outro escolha como quer viver.
Isso não impede que você caminhe junto e em harmonia com as pessoas que ama. É uma questão de amá-las e desejar tê-las por perto simplesmente como elas são.
— @Sarinha

67,03% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram listar 3 valores e 3 princípios que são muito importantes, além de 3 coisas que mais querem conquistar e viver na vida. A seguir, alguns comentários:
☀️ “Valores: bondade, sinceridade e humildade. Princípios: autorrespeito, responsabilidade e calma. Coisas que mais quero conquistar: conhecimento, força e amor.”
📚 “1. Quero passar no concurso que almejo, pois isso me daria a segurança financeira de que preciso, trabalhando na área que amo; 2. Quero voltar a ter meus hobbies artísticos que deixei de lado durante a faculdade (e que, ao mesmo tempo, foram despertados por ela); 3. Quero ser uma pessoa mais bem resolvida, que não se deixa levar pela onda da vida e que se contenta com o que aparece.”
👏 “Sempre tive dificuldade em listar meus valores. Foi um ótimo exercício para me fazer pensar. Lealdade sempre foi um dos meus pilares, mas listar os demais foi difícil. Tenho, inclusive, a frase "fiel a mim, leal a quem amo" tatuada. Enxerguei que perseverança e coragem são meus outros valores indispensáveis. Tudo o que conquistei na vida e que ainda almejo alcançar giram em torno desses valores.”

Essa imagem reflete bem a ideia que gostaria que você mantivesse em mente.
Muitas vezes, a melhor forma de inspirar, ensinar ou dar exemplos de alguma coisa não é por meio da cobrança.
A cobrança sempre vem de alguém imperfeito e que erra em direção a alguém que julga ser ainda mais imperfeito e que erra ainda mais.
Percebe como é cruel? Percebe como apontar o dedo pode criar um ambiente hostil, injusto e cheio de ressentimento?
É curioso como, quando aceitamos o outro da forma como ele é, parece surgir nele uma vontade de se transformar em uma versão ainda melhor.
Uma pessoa acolhida, que se sente escutada e vista, desenvolve uma abertura muito maior para a evolução.
Então, o desafio de hoje é, em algum momento do dia compartilhado com alguém, observar e controlar o seu desejo de cobrar do outro que veja o mundo pela sua perspectiva.
Tente substituir isso por um desejo genuíno de conhecer e abraçar com carinho a ótica do outro, que algum valor tem.


tradução: “deixe de ter medo de não agradar perdedores.”
Há apenas uma maneira de não receber críticas: não faça nada, não diga nada, não seja nada.
“Tenho medo do que vão pensar.” Quem nunca se deparou com esse questionamento?
Essa busca por aprovação pode ter diferentes raízes para cada um, mas é realmente um tanto quanto natural para nós, humanos. Afinal, ser aceito em um bando sempre foi sinônimo de sobrevivência.
O problema não é sentir medo de ser criticado, mas precisar constantemente da confirmação externa para sustentar as próprias escolhas.
Aqui surge um ponto interessante que diferencia o receio natural de ser criticado da necessidade de agradar que afeta todo tipo de escolha do indivíduo:
Quem sabe minimamente por que age tolera melhor o desconforto da desaprovação. Não necessariamente porque a desaprovação se torne indiferente, mas porque possui um eixo interno organizado a ponto de deixar clara uma hierarquia de valores e prioridades.
Com essa clareza sobre onde se quer chegar e o que é preciso fazer, fica mais fácil também conseguir considerar críticas construtivas sem que elas se tornem uma submissão ao julgamento.
Enquanto reconhecer erros e vulnerabilidades amadurece e ajuda no processo de desenvolvimento, a dependência do julgamento, que sempre leva a uma angústia diante das falhas, pode até fazer de alguém uma pessoa agradável, mas também paralisada perante o próprio desejo e os próprios objetivos.
Por isso, até pode não receber críticas: não faz nem diz nada sem aprovação alheia, mas também não escreve uma biografia autêntica, que implica o risco de desagradar.
Percebe o ponto-chave?
Quem vive excessivamente governado pela opinião alheia provavelmente ainda não consolidou interiormente um eixo que ordene a própria história e rotina.
O medo do que vão pensar, muitas vezes, não é apenas vaidade, mas uma insegurança e uma confusão sobre a própria direção de vida. Com essa consciência confusa, qualquer julgamento externo ganha poder para controlar quase tudo.


Como lidar com a crise dos 20? E aquela sensação de que todos já conquistaram tudo e só você que não?
Certa vez, escutei: “os 20 anos são o momento para coletar experiências ao máximo.” Porque a verdade é que, aos 20 anos, você ainda não sabe nada sobre a maioria das coisas. Ninguém com 20 anos viveu experiências suficientes para isso.
Pode ter certeza de que a maioria das pessoas na faixa dos 20 aos 29 anos que você vê e com quem se compara não conquistou tudo, nem sabe tudo como você imagina. Simplesmente porque ainda não deu tempo.
Até os que pensam o contrário, que acham e agem como se já fossem muito bons e resolvidos, ainda estão aprendendo.
Olhe para esse momento da vida com essa esperança e certeza em mente: você ainda está aprendendo sobre as coisas mais sólidas e que mais importam na vida. Você, na verdade, acabou de começar, porque há pouco tempo ainda era uma criança.
Isso, entretanto, não é motivo para que você fique em uma zona de conforto, como se fosse muito jovem e não tivesse que se preocupar.
Muito pelo contrário: nessa fase, você toma decisões muito importantes e que irão impactar o resto da sua vida.
Mas é para acalmar a sua ânsia de ter que saber tudo e ter tudo resolvido agora. Não é para ter, não tem como ter, porque você simplesmente ainda não tem bagagem de vida para ter essa maturidade e estabilidade.
Foque nessa realidade bonita e promissora que tem diante de você, com possibilidades e oportunidades de viver experiências que não poderá voltar a viver em outros momentos da sua vida e que serão muito valiosas para te ensinar e te dar repertório para, ao longo dos anos, construir os seus sonhos e grandes objetivos.
Me irrita profundamente essa mentalidade de resultados instantâneos. O normal da vida não é ter tudo resolvido aos 20 anos, mas ir construindo e aprendendo ao longo dos anos, com muitas das coisas que errou, testou, viveu e aprendeu aos 20.
Até quem conquistou coisas maravilhosas nessa fase pode ter aprendido muita coisa mais cedo, mas, com certeza, ainda tem muito para resolver, aprender, amadurecer e percorrer. Não tem como ser diferente.
Não deixe que a ânsia por resolver tudo e a comparação te impeçam de aproveitar essa fase linda da sua vida que está na sua frente e que nunca mais vai voltar.
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“Você não pode mudar as pessoas ao seu redor; mas pode mudar as pessoas ao seu redor.”

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cc: @sarah.ferrreira
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