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tem que ter esforço

16/07/26

BOM DIA

tem que ter esforço

o seu cérebro sente uma sensação de satisfação mais profunda e duradoura depois de cumprir tarefas que exigem algum esforço. lembre-se disso na próxima vez que pensar em desistir.

….

  1. Esse livro já virou um clássico, mas talvez você ainda não o tenha lido. A regra de ouro que ele traz pode ser válida para tudo o que você for fazer na vida. 📚

  2. Um mecanismo do seu cérebro que vale a pena entender e guardar. ✨

  3. Difícil achar quem não goste disso. 🎶

  4. Vocês curtem dicas de receitas? 😋

  5. O mito de Sísifo simboliza perfeitamente a reflexão do POV de hoje. 🇬🇷

  6. Você não controla o que acontece com você… mas controla uma coisa que ninguém tira. ✍️

O esforço é algo bom

tradução: “encontre contentamento em empurrar a sua pedra ao longo da colina.”

Para o seu cérebro, o esforço é algo um tanto quanto desconfortável, pois lhe exige mais energia. Mas, paradoxalmente, também é algo bom.

  • Isso porque a ciência comprova que a sensação de satisfação está diretamente ligada à realização de tarefas que exigem esforço em alguma medida.

Isso foi comprovado por estudos grandes e importantes, mas também pode ser comprovado pela sua própria experiência.

Por um instante, pense em alguma situação ou tarefa que você sabia que precisava encarar, mas procrastinou porque sabia que ela seria, de alguma forma, difícil e isso lhe causou preguiça.

Ao não cumprir essa tarefa, tente se lembrar do que sentiu. Foi algo bom? Provavelmente, não.

De forma simplificada, a satisfação não está ligada apenas à recompensa. Ela está ligada à recompensa conquistada.

O cérebro humano evoluiu em um ambiente onde quase tudo o que era valioso exigia esforço: encontrar comida, aprender habilidades, conquistar parceiros ou proteger a sua comunidade.

Por isso, nossos sistemas de motivação não foram projetados para premiar apenas o resultado final, mas também para valorizar o caminho percorrido.

  • Ganhar R$ 1.000 na loteria gera prazer;

  • Ganhar R$ 1.000 após semanas trabalhando em um projeto gera um prazer diferente, geralmente mais profundo e duradouro.

No segundo caso, o que muda é que o cérebro associa a recompensa à própria capacidade de agir, superar dificuldades e produzir resultados.

Durante muito tempo, a dopamina foi chamada de "molécula do prazer" — e hoje sabemos que isso é uma simplificação.

A dopamina está muito mais relacionada à motivação, expectativa, aprendizado e percepção de progresso.

Pense mais uma vez na sua própria experiência: em como essas coisas são prazerosas no seu dia a dia.

Quando você se esforça em direção a uma meta, o cérebro libera dopamina não apenas ao chegar lá, mas ao perceber que está avançando. É por isso que você sente prazer ao:

  • Terminar uma corrida;

  • Aprender uma música difícil no instrumento que você toca;

  • Concluir um projeto que lhe exigiu todo o tempo e energia.

O prazer não vem apenas do resultado, mas da percepção de que você se tornou capaz de algo que antes não era. Porque isso gera ainda mais expectativas, o que pode criar um ciclo de motivação.

Em síntese: o seu cérebro se satisfaz de forma mais profunda e duradoura quando aquilo que foi feito exigiu, em alguma medida, esforço.

Porque, para isso, você ativou processos que estão diretamente relacionados aos efeitos da dopamina. Uma dopamina que vem de processos analógicos (ganhar R$ 1.000 depois de concluir um projeto no qual passou tempo trabalhando) e não de rolar o feed (ganhar R$ 1.000 na loteria).

Isso é poderoso. Os efeitos, no primeiro caso, são comprovadamente mais profundos e duradouros. Como diria o antigo ditado: “Vem fácil, vai fácil.”

  • Portanto, você pode se lembrar de que o esforço é algo bom. Se está lhe exigindo algo, provavelmente poderá lhe recompensar de alguma forma.

Contudo, mais do que essa recompensa, o essencial para treinar seu cérebro a ser mais persistente e resiliente diante de qualquer tarefa que quiser executar é, de fato, entender que: o esforço não é algo ruim.

O esforço é parte do processo de construção de todas as coisas que geram resultados e satisfação sólidos e duradouros. E, justamente por isso, é possível aprender a apreciá-lo.

Entender isso e lembrar o seu cérebro disso é uma ótima maneira de ajudá-lo e negociar com ele ao, mais uma vez, recordar que as coisas que lhe exigem esforço provavelmente estão lhe fazendo percorrer um caminho bom.

O caminho da habilidade, da competência e da satisfação verdadeiras.

— @Sarinha

tradução: “se você sonha com algo impossível, deveria fazer um esforço impossível.”

Sobre o desafio desta semana, você conseguiu escolher um assunto que verdadeiramente adora e alguma forma de aprender mais sobre ele fora das redes sociais, seja com um vídeo, um filme, um documentário, um livro, um texto ou uma aula?

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Lembre-se: o assunto precisa ser algo que realmente desperte muita curiosidade e interesse. Algo com o qual vocês costumam não se importar em gastar tempo descobrindo, conhecendo e observando.

tradução: “há tanta coisa pela frente”

No meio do inverno, aprendi finalmente que havia em mim um verão invencível.

Albert Camus

Há algo no ser humano em estado de sanidade que, mesmo nas piores situações, insiste em não se render ao inverno cruel.

É como se, intrínseca a nós, houvesse uma esperança que sempre brilha no fundo da alma.

As situações difíceis da vida colocam isso à prova — algumas condições físicas e emocionais podem abafar gravemente essa luz da esperança — mas certas experiências humanas parecem impedir que a vida se reduza completamente ao desespero de não saber tudo, de não conseguir vencer tudo e, inevitavelmente, ter que lidar com alguma dor ou desafio por conta disso.

O amor, a amizade, mas também a arte, a natureza, a contemplação da beleza e os pequenos instantes de presença são alguns exemplos dessas experiências.

Essas coisas podem nos levar a descobrir o melhor de nós, as nossas forças e algumas preciosas possibilidades em meio ao caos.

Por isso, não importa o quanto uma fase fria — um inverno da alma — tente te afastar delas, é preciso fazer questão e esforço para mantê-las presentes. Aqui, quando digo preciso, quero dizer inegociável, mesmo.

Porque é perceber as possibilidades e a força dentro de você e ao seu redor aquilo que aquece a alma e traz de volta o verão.

Estou vendo meus amigos se afastarem porque estamos em momentos diferentes da vida — e eu não sei fazer a manutenção das amizades. Estou feliz por vê-los bem e realizando seus sonhos, mas sinto saudade de quando estávamos quase sempre juntos, e esse é um sentimento que eu odeio sentir.

Deve ser mesmo um sentimento ruim — que pode ficar ainda pior se você se apegar demais à nostalgia dos “tempos dourados”.

Guarde essas fases que passaram com muito carinho no seu coração. Ninguém pode te tirar essas boas lembranças. Elas se tornaram parte de quem você é atualmente.

Hoje, onde você e seus amigos estão, simplesmente não é possível voltar ao formato antigo. Mas que tal criar um novo formato? Você diz não saber fazer manutenção das amizades, mas nunca disse que não consegue aprender.

Talvez seus amigos estejam se casando, tendo filhos ou acabaram de aceitar um emprego em outra cidade, estado ou país. É normal que se afastem um pouco. Mas uma boa forma de criar uma abertura e ainda ter um espaço nessa nova vida deles pode ser se interessando. Alguns exemplos:

  • Oi, Maria! Como está sendo a nova rotina? Vi que a empresa na qual você trabalha fez aquela grande negociação. Fiquei super curioso para saber sobre isso. O que o pessoal aí está dizendo? E você, como está com tudo isso? Vamos marcar um almoço para jogar um pouco de conversa fora?

  • Como está a vida com crianças, João? Estou querendo coletar algumas dicas para quando chegar a minha vez. Adoraria ir ao parquinho com vocês qualquer dia. Quem sabe eu possa passar um tempo com eles e ajudar os pais a descansarem os braços e as pernas?

  • Amigos, agora que são casados, que tal um encontro tranquilo aqui em casa? Pode ser na quinta-feira, pois sei que viajam muito nos finais de semana. Nada formal, venham direto do trabalho, só para jogarmos um pouco de conversa fora ou uma partida de pôquer.

Os lugares, as conversas e os programas podem não ser os mesmos, mas a cumplicidade, a admiração e o carinho podem continuar. Só que isso exige mesmo presença e manutenção.

Amizades na vida adulta são assim, pois não há mais a sala de aula ou a amizade dos pais para fazer vocês se encontrarem. Não é melhor nem pior, só é diferente.

Sem muita cerimônia e formalidades, afinal, vocês são amigos, e talvez seja só uma questão de quebrar o gelo.

Entenda o que cabe nas novas rotinas da vida de cada um e faça algum esforço para se interessar por algo na vida deles, para poder estar presente em momentos que façam sentido.

  • Principalmente, deixe de lado o orgulho, a vaidade ou algum ressentimento porque seus amigos não estão mais na mesma fase que você ou porque as coisas não são exatamente como eram antes.

Mesmo que seja só para escutar e receber alguns conselhos sobre as novas etapas de cada um, e mesmo que não seja com a mesma frequência, faça questão de tentar juntá-los de alguma forma.

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O dia do plantio não é o mesmo da colheita.

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