riso fácil

01/10/26

BOM DIA

riso fácil

Se você se desse conta de que o humor é uma capacidade unicamente humana e, por isso, preciosa e sofisticada, talvez não sentisse tanta vergonha de tomar tempo pra contar uma piada, nem ousaria segurar o riso — mesmo que a piada não seja tão boa assim. Talvez, sorrir para a vida se tornasse mais fácil.

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  1. 30 segundos que podem mudar a sua perspectiva sobre sorrir. 😃 

  2. Nem toda mudança chega quando a gente está pronto — e nem tudo sair diferente do planejado significa que deu errado. ✍️ 

  3. Eu adoro o canal. Esse teste aqui também é muito legal e rápido de fazer. 🧐

  4. Está precisando de uma ideia legal de presente pra alguém? Esse aqui é o tipo de coisa que todo mundo adora ganhar. 🎁 

  5. Para curtir no fim de semana. 🎞️ 

  6. Também pensando em curtir no fim de semana, se tudo que você tiver for 20 minutos, considere esse treino, mas não considere ficar parado. 💥

Existe em nós uma característica muito interessante que nos diferencia dos outros animais: a capacidade de autodistanciamento.

Essa é a possibilidade de imergir nas situações à nossa frente e assim conseguir enxergar para além das circunstâncias que nos são dadas.

É assim que conseguimos fazer planos, ter sonhos, coragem e ambições e, ao mesmo tempo, também resistir a alguns instintos naturais e a inimagináveis formas de sofrimento.

Isso é exatamente aquilo que nos diferencia dos outros animais: não somos completamente condicionados e determinados pelas circunstâncias presentes.

Existem duas formas em especial em que esse autodistanciamento se destaca no nosso dia a dia. E, só para deixar claro, não sou eu quem está postulando; na verdade, é parte da robusta teoria psicológica do psiquiatra austríaco Viktor Frankl:

  1. Atos de heroísmo: atos escolhidos em vista de um bem maior, em favor de uma consciência moral. Por exemplo, animais simplesmente não conseguem pensar em deixar um pouco de alimento para compartilhar com o outro da sua espécie ou se sacrificar no lugar de outro;

  2. Humor: capacidade unicamente humana e da qual não devemos sentir vergonha ou subestimá-la. “Em virtude deste, o homem é capaz de distanciar-se não apenas da situação, mas também de si mesmo.”

Isso é de extrema importância para cada um de nós percebermos, pois, no nosso dia a dia, isso pode nos ajudar de forma muito útil a perceber que não são os nossos condicionamentos psicológicos (crenças, padrões de pensamentos e emoções) ou os nossos instintos naturais, como no caso dos outros animais, que nos conduzem e mais importam diante da nossa existência.

É a atitude que tomamos diante delas ao tomarmos consciência dessa possibilidade de tomar alguns passos de distância de cada situação e enxergar além das formas que se manifestam no aqui e agora. Isso faz parte do sentido que Viktor Frankl acreditava ser o grande motor da nossa natureza humana.

Percebe como é através desse autodistanciamento que temos a possibilidade de atribuir um significado, uma razão maior a cada pequena situação?

É a nossa capacidade de emergir das menores às maiores e mais desafiadoras situações — de julgar, de observar e ver além, até o ponto de conseguir dar risada da nossa pequenez e insensatez — que faz de nós seres humanos.

E, em um contexto como o nosso, esses são traços cada vez mais latentes. Não é difícil perceber como as pessoas estão apáticas em relação a tudo, desinteressadas e isoladas.

Nos rendemos no nosso mundo a uma visão determinista, condicionante e mecanicista, e é justamente por isso de especial importância nos recordarmos dessa “humanidade”, desses atributos que nos diferenciam de máquinas e de ratos de experimento.

Isso pode se dar no trato com as pessoas ao seu redor, dedicando-lhes algum ato de generosidade e de amor — o que é heroico — ou fazendo-as sorrir e dar risada. Ou ainda, no nosso trato com nós mesmos e nossa vida:

  • Com o que você pode se alegrar e fazer rir hoje?

  • Como você pode ser menos rabugento, carrancudo e estraga-prazeres ao andar pela vida hoje?

  • O que você pode fazer pensando além de si mesmo hoje, pensando num bem supremo e comum?

Essas coisas, que podem parecer muito idealistas, moralistas ou apenas firulas, na verdade são exercícios muito práticos pra preencher aquele vazio existencial que a maioria de nós enfrenta em nossos tempos.

— @Sarinha

Sobre o desafio desta semana, você conseguiu sorrir mais e fazer ao menos uma pessoa rir em vez de reclamar e fazer cara feia?

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Lembre-se da força e de todas as virtudes que a alegria envolve. Tentar desenvolver um pouco disso pode melhorar significativamente a sua rotina.

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Todos os problemas da humanidade decorrem da incapacidade do homem de permanecer sozinho em um quarto.

Blaise Pascal

Uma angústia recente que me chama atenção é a das pessoas que se sentem culpadas quando não estão produzindo.

Talvez uma das formas mais sofisticadas que encontramos para fugir de nós mesmos seja viver constantemente ocupados — e, justamente por ser “sofisticada”, ela costuma passar despercebida.

Nossa cultura nos ensinou a admirar agendas cheias, rotinas intensas e a sensação de que cada minuto precisa ser produtivo.

Produzir, resolver, responder, aprender, treinar, evoluir… tudo isso pode ser muito bom. Realmente, sempre existe trabalho a ser feito.

  • Mas e quando, por algum motivo, tudo isso cessa, o que nos resta encarar?

  • O que resta de nós para além do que fazemos e que nos distrai? Isso também é importante.

Recebo com frequência relatos de pessoas que se sentem culpadas por descansar, inquietas diante de qualquer tempo livre ou desconfortáveis quando não têm uma tarefa imediata para cumprir.

A dificuldade de permanecer diante de si quando as ocupações saem do centro pode estar justamente apontando para alguma coisa.

Talvez o problema não seja o excesso de coisas a fazer, pois todos temos coisas a fazer, mas o lugar que isso ocupa.

Blaise Pascal pode ter percebido algo que continua profundamente atual: nem toda fuga parece uma fuga. Algumas chegam até nós com o nome de disciplina, de produtividade ou de legado.

Permanecer sozinho em um quarto, apenas com o tédio e sua consciência, é mesmo uma experiência exigente. É só tentar fazer isso para perceber.

Porque nos priva da possibilidade de preencher o silêncio com aquilo que fazemos e nos devolve uma pergunta muito mais difícil: quem somos? O que nos resta quando já não podemos nos distrair nem mesmo com coisas boas?

Isso nunca é fácil, mas é, em qualquer altura da vida, essencial.

Estou há um mês num estado de paralisia quase total, sem conseguir fazer nada que antes gostava (treinar, estudar e hobbies). Além da luta constante com o vício nas telas, está cada vez mais difícil de ganhar essa guerra...

Em algo que você traz pode estar justamente um dos maiores motivos da sua “paralisia”.

Veja bem: como você diz que faz apenas um mês que vem sentindo isso, vou tomar a liberdade para não focar em algo como uma patologia. Até porque isso que você traz me parece um sintoma muito comum e rotineiro no nosso contexto viciado em telas.

  • Mas o interessante é que você — e também a maioria de nós — trata a questão do vício como apenas um detalhe, que pode ficar de escanteio e que sempre é deixado por último, quando a verdade é que pode ser justamente essa a raiz da questão.

Estamos lidando com um vício real, sério e que altera por completo a química do cérebro.

O seu cérebro não foi desenvolvido para receber descargas altas de dopamina com a frequência com que tem recebido graças aos seus hábitos.

Depois de ativar mais dopamina do que qualquer processo natural humano seria capaz de ativar com o conteúdo das telas, o seu cérebro entende mais ou menos o seguinte: “por hoje deu, já foi muito”.

Assim, diminui a frequência de ativação desse mesmo neurotransmissor — importantíssimo quando se trata de interesses, motivação e prazer — ao longo de outras tarefas em que ele seria essencial.

Não sobra vontade, motivação e interesse para fazer mais nada, pois essas coisas dependem da ativação da dopamina que já teve seu “estoque” de um dia completamente gasto com o que era só uma distração.

  • Por isso que você acaba ficando entediado até mesmo quando ainda está rolando o feed ou completamente apático se tratando de qualquer outra interação, programa, demanda ou tarefa.

Esse vício, que você traz como algo secundário e apenas um detalhe, provavelmente é o que está te paralisando. Ele está te distraindo e te sugando, literalmente.

Cuidado. Não é porque todo mundo está fazendo que algo deixa de ser ruim.

Se há um lugar por onde começar a mudar o seu cenário é justamente por esse vício. Por uma semana, tente se comprometer a pegar no celular ou a abrir as redes sociais apenas 2 horas depois de ter acordado e começado a sua rotina.

  • Depois, pode tentar se comprometer a deixar o celular longe enquanto executa uma tarefa importante ou quando for fazer algo que lhe interesse, como um hobby, um esporte, uma aula ou um encontro com amigos.

Isso pode mudar muita coisa no seu cérebro, na sua motivação e na sua energia. Não subestime o que é muito sério.

Por que sentimos ciúmes? Às vezes não tem motivo aparente e parece até algo irracional. Mas, mesmo assim, sentimos o bendito ciúme!

Como muitos seguem se empenhando em responder aos desabafos das últimas vezes que fizemos esse exercício, chegou novamente a vez de vocês.

Comente a sua resposta neste post sobre o desabafo acima. A melhor resposta vai figurar em uma das nossas edições.

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As pessoas nunca estão prestando tanta atenção em você quanto estão prestando nelas mesmas e na atenção que também imaginam que os outros estão prestando nelas.

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cc: @sarah.ferrreira

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