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recordar é viver.
25/06/26

BOM DIA
recordar é viver
ter memórias, boas ou ruins, é sinônimo de ter vivido com presença. aquilo que você guarda vai tecendo a trama da sua personalidade. portanto, o que lembra e a forma como lembra são pontos-chave daquilo que se tornou e daquilo que ainda quer ser.
….

Quem vê esse vídeo não imagina a complexidade dessas músicas. Lindo demais! 🎶
E uma reflexão importante sobre algo que muita gente tenta fazer hoje em dia. ⏰
Os clássicos sempre têm seu lugar. Hoje, a recomendação é dessa autora de suspenses deliciosos da literatura. 📚
Uma das obras mais famosas da mesma autora que foi para as telinhas. 🎬
Você também vai ficar com vontade de testar essa receita de empada saudável. 🥧


tradução: “quase poderíamos dizer que um ser vivo é uma memória que age.”
Você percebe que a sua memória piorou? Você também sente que algumas memórias de anos atrás parecem muito mais vivas do que as dos últimos tempos? Como se hoje fosse mais difícil lembrar de frases, números, conversas ou até acontecimentos importantes que aconteceram há pouco tempo.
Muita gente tem relatado essa sensação, e já não são novidade as discussões sobre o papel do excesso de estímulos com os quais convivemos atualmente nesse processo.
O fato é que existe uma mudança real acontecendo na forma como o nosso cérebro lida com atenção, informação e memória. Entender isso pode ajudar você a fazer algumas mudanças simples para não correr o risco de deixar lembranças importantes e especiais se perderem no tempo.
Afinal, são as memórias que armazenamos que vão tecendo a trama de quem nos tornamos ao longo de toda a nossa existência.
Começaremos por entender uma coisa simples: a memória depende da atenção — e a nossa atenção nunca esteve tão fragmentada.
A linha geral da maioria das evidências científicas de hoje aponta para algo assim:
Excesso de estímulos + multitarefa + interrupções constantes + piora do sono + atenção fragmentada = pior desempenho de memória e aprendizagem.
O cérebro não grava bem aquilo que ele mal conseguiu processar. E, hoje, quase tudo compete pela nossa atenção ao mesmo tempo.
Enquanto você lê uma mensagem, chegam outras notificações;
Vai assistir a um vídeo, mas se lembra da lista de compras no bloco de notas;
Conversa com alguém, mas pega o celular “só para conferir uma coisa”.
Até olhar para o relógio deixou de ser apenas para conferir as horas, especialmente no celular. Você pega o seu aparelho e, quando percebe, já abriu outras coisas no caminho — e, às vezes, até acaba esquecendo o motivo inicial de ter desbloqueado a tela.
Ou seja: seu cérebro raramente permanece tempo suficiente em uma experiência para aprofundá-la e registrá-la de forma efetiva.
Inclusive, existe um detalhe muito interessante nisso tudo: vivência é diferente de experiência.
Experiência é quando algo vivido gera reflexão, aprendizado e memória de longo prazo — e isso exige atenção.
Justamente por isso, vivemos um fenômeno de queda não apenas da memória, mas também da profundidade das experiências. No contexto da clínica e da psicoterapia, por exemplo, é muito comum encontrar crianças, adolescentes e adultos que não conseguem recordar, colocar e, muito menos, elaborar suas vivências.
Nos acostumamos a viver em estado de “escaneamento”: consumimos muito, mas absorvemos pouco. E aqui vale a provocação:
Você conseguirá contar para os seus filhos sobre traços importantes da infância deles?
Você se lembrará dos conselhos valiosos dos seus pais quando eles não estiverem mais aqui para repeti-los?
Você terá recordações de momentos bons com o(a) seu(sua) parceiro(a) para recorrer a elas em momentos em que possam enfrentar crises?
Você conseguirá guardar confissões e desabafos importantes que amigos lhe confiaram e que poderiam ajudá-lo a ser um amigo melhor quando eles mais precisarem?
E, no trabalho, você terá repertório suficiente para agir bem em momentos decisivos e evitar erros evitáveis?
Esse é o ponto. As memórias mais marcantes da nossa vida são construídas em momentos de presença. São elas que moldam a nossa visão de mundo, as nossas relações, a nossa maturidade e a forma como lidamos com a vida. As memórias que guardamos vão, aos poucos, esculpindo quem somos.
Antes, existiam mais espaços de silêncio, espera, tédio e contemplação. Você olhava mais pela janela, fazia uma caminhada sem precisar de outros estímulos além do ar puro ou sentava para conversar sem dividir a atenção com uma tela. Tudo isso ia virando uma bagagem de vida, um repertório.
Hoje, até os intervalos foram preenchidos por distrações. E, sem esses espaços, personalidades, habilidades e repertórios podem acabar ficando rasos demais.
Porque o cérebro precisa justamente desses intervalos para organizar experiências, consolidar memórias e transformar vivências em repertório sólido.
O sono profundo, por exemplo, é um desses intervalos. Por isso, é uma parte fundamental desse processo em que, fisicamente, o cérebro assimila, resgata e armazena informações. Em contrapartida, nunca dormimos tão mal, tão estimulados e tão acelerados mentalmente como hoje em dia.
Por fim, existe outro ponto interessante que também pode ser observado, refletido e, talvez, adaptado: estamos terceirizando nossa memória o tempo todo. O celular lembra números, datas, caminhos, compromissos, aniversários, informações e até o que queríamos dizer.
E o cérebro entende rapidamente quando não precisa mais armazenar certas coisas, pois ele funciona tentando economizar energia sempre que possível.
A boa notícia em meio a todas essas observações é que isso não é totalmente irreversível. Porque memória não é apenas uma capacidade fixa do cérebro, mas uma função dele que responde à forma como se vive.
Ler textos mais longos, por exemplo, força o cérebro a sustentar a atenção por mais tempo. Diferentemente do consumo rápido de vídeos curtos e estímulos fragmentados, a leitura profunda exige continuidade, interpretação e elaboração mental. Pode ser praticamente um treino de resistência para a atenção.
Dormir melhor, como já ressaltado, pode ser ainda mais importante. Grande parte da consolidação das memórias acontece durante o sono profundo. Dormir pouco, tarde ou estimulado por telas faz com que o cérebro simplesmente registre menos daquilo que viveu. A higiene do sono, portanto, é realmente muito válida.
Além disso, existem outras atitudes simples que parecem pequenas, mas mudam completamente a qualidade da sua presença, atenção e, consequentemente, memória:
Sair para encontrar amigos sem o celular;
Deixar o celular em um cômodo diferente daquele em que trabalha, quando for possível;
Caminhar sem escutar música e observar bastante os movimentos e as pessoas ao redor;
Assistir a um filme sem mexer em outra tela ao mesmo tempo;
Conversar olhando nos olhos;
Não anotar alguma informação, número ou data no bloco de notas e deixar seu cérebro fazer algum esforço para se lembrar.
Tudo isso parece banal, mas, na prática, é um treinamento de atenção — e essa atenção será a porta de entrada da memória.
Porque o problema não é necessariamente uma memória ruim. Em alguns casos, isso é até mais natural. A grande questão é que talvez estejamos vivendo memórias importantes sem realmente deixar que elas nos atravessem e sem absorvê-las.
Isso acaba criando personalidades rasas e sem repertório para lidar desde com as coisas mais simples até com as mais complexas da vida.
— @Sarinha


tradução: “memórias são tudo o que tenho.”
Sobre o desafio desta semana, você conseguiu elencar 3 pontos fortes seus que não sejam atrelados à sua capacidade de ser produtivo? |
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Onde está o seu valor para além daquilo que você produz? E quanto ao ser? O que há de valoroso no seu jeito de ser e estar no mundo?
Como você tem tratado as pessoas?
Como anda a sua generosidade e a sua paciência?
O que você tem aprendido de novo?
Quais são as suas melhores habilidades e inclinações mais interessantes?


tradução: “você não precisa ser extremo, apenas consistente.”
A excelência nunca é um acidente. É sempre o resultado de muita intenção, esforço sincero e execução inteligente.
A excelência está em escolhas sábias e consistentes entre muitas alternativas.
Não é uma decisão pontual que define um caminho, mas a repetição de escolhas coerentes com aquilo que se quer, mesmo nas situações mais simples.
Ou seja, a excelência se constrói não só nos grandes momentos, mas também na coerência e na constância de propósito, mesmo nas pequenas coisas. Aí se revelam a intenção, o esforço sincero e a execução inteligente dos quais Aristóteles falava.
Ele defendia que a virtude é construída pelo hábito e que, quanto mais esforço se faz para agir com virtude ao longo do tempo, mais naturalmente inclinado a escolher bem o indivíduo se torna.
Se você prestar muita atenção nisso, pode perceber como não há muito a se acrescentar. Não há muito para se inventar sobre como viver bem para além disso.
A filosofia clássica de Aristóteles resume de forma muito assertiva a formação da excelência e, consequentemente, do bem-estar humano, que está justamente no devido compromisso com o exercício das suas potencialidades.
A excelência é mesmo uma escolha sábia e consistente pelo que é bom entre muitas alternativas. Uma escolha por exercer seu potencial para se tornar melhor, e não um acaso que determina o destino.


tradução: “a vida se der certo; a vida se não der certo.”
Sinto que estou constantemente buscando a perfeição em todas as tarefas que executo, sejam elas acadêmicas ou profissionais. Quando não atinjo o que considero ser bom o suficiente ou desagrado alguém, mesmo que minimamente, me culpo e fico remoendo isso por dias. Sinto-me uma pessoa incapaz, de verdade.
Existem muitas coisas interessantes para se trabalhar aqui. Vamos lá.
O problema não é querer fazer as coisas bem-feitas — isso é bom. O problema é a reação desproporcional quando você não atinge o resultado desejado, que vem daquilo que você atrelou ao cumprimento dessa tarefa.
Ficar dias se culpando, ruminando e se sentindo incapaz pode não ser um sinal de amor à excelência, mas talvez um sinal de que você colocou o seu valor pessoal no resultado da tarefa.
Talvez também indique que você tem dificuldade de aceitar limites reais (seus e dos outros) ou que há um certo orgulho de querer corresponder a uma imagem ideal de si mesma escondido nisso tudo.
E a saída para você pode estar no meio-termo: nem a negligência do “tanto faz”, nem a obsessão do “tem que ser perfeito”.
Ou seja, você pode se propor a fazer o melhor possível dentro das circunstâncias reais, considerando aquilo de que é capaz hoje. E aqui não se trata de parar de se cobrar para ser melhor e fazer algo bom, mas, sim, de ajustar essa cobrança. Entenda, por exemplo:
Seu erro não é uma prova de incapacidade, mas um propulsor da formação da sua excelência. Você pode estar atrelando demais o seu valor pessoal às tarefas que executa — e eles não são sinônimos;
Nem tudo exige excelência máxima. Há tarefas que pedem apenas o que é “suficientemente bom”, e há uma sabedoria muito prática em saber diferenciar isso;
Você pode estar obedecendo mais às expectativas dos outros do que àquilo que de fato deveria orientar suas ações: as coisas que você sabe que fazem sentido para a sua vida. E isso pode torná-la muito instável.
No fim, o caminho da verdadeira evolução exige uma certa tolerância às imperfeições, pois a excelência vem da repetição, da constância e do tempo. Nesse caminho, o seu desempenho não será sempre impecável, mas o que irá ajudá-la a desenvolvê-lo é justamente a sua capacidade de se reerguer.
E se o seu sofrimento não for por amar a perfeição, mas por não suportar a própria imperfeição?
Isso pode ser justamente o que te impede de se aperfeiçoar — e essa pode ser a virada de chave.
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Não espere até estar confiante para começar a fazer; comece a fazer para se tornar confiante.

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cc: @sarah.ferrreira
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