pense antes

11/08/26

BOM DIA

pense antes

nem sempre é necessário reagir; não é necessário ter opinião sobre tudo e, muitas vezes, o silêncio pode ser o melhor argumento.

….

  1. Achei essa reflexão simplesmente maravilhosa. 💡

  2. Deletar as redes sociais está na moda — e por bons motivos —, mas esse TED já falava sobre isso há 9 anos. Vale cada segundo. 📱

  3. Um item que está na minha lista de desejos recente. 📋

  4. Difícil não se apaixonar por esse filme, especialmente por uma das cenas finais, que se tornou um clássico. 🎞

  5. Isso aqui é uma preciosidade! 🎶

  6. Qual foi o melhor conselho que você recebeu?Esse post tem alguns muito bons. ✍️

O silêncio

Ultimamente, em diferentes situações, me pego pensando que muito mais desafiador do que elaborar um argumento sofisticado pode ser ficar em silêncio. Mas também, muito mais inteligente.

  • Se você não sabe — ou se vai transgredir algum princípio seu, ferir alguém ou comprometer a dignidade de alguma coisa —, talvez seja simplesmente prudente não dizer nada.

Já parou para pensar nisso? Já tentou fazer essa experiência? Ela é um tanto quanto desafiadora.

Quantas vezes caímos no equívoco de achar que é preciso reagir a tudo ou ter uma opinião sobre tudo e ainda expressá-la, mesmo quando não somos requisitados?

Muitas vezes, esse erro nos causa danos irreparáveis pelo simples fato de termos aberto a boca quando poderíamos ter nos resguardado no direito de não dizer nada. Como já dizia o ditado popular: A palavra dita e a flecha lançada não voltam atrás.

  • Uma simples conversa em que alguém comentou sobre uma terceira pessoa e você comentou também;

  • Alguém fez uma crítica e você acrescentou uma observação;

  • Contaram uma história e você deu a sua interpretação.

Quantas vezes isso não trouxe, depois, a sensação de que o silêncio teria sido uma opção ou um argumento melhor?

Pode ser importante aprender que você não precisa reagir a tudo. Nem toda conversa pede a sua contribuição, nem toda provocação merece uma resposta e nem toda impressão precisa ser verbalizada.

Até porque isso é coisa para quem entende sobre o que está sendo falado, e a verdade é que nós sabemos muito pouco sobre a maioria das coisas. Dominamos algumas, sim, mas nunca todas. Então, percebe a tolice que pode ser querer que seus argumentos e opiniões tenham lugar em toda roda de conversa?

Pense você mesmo em como poucas coisas incomodam tanto quanto escutar um leigo falando como autoridade sobre qualquer coisa. Em vários desses casos, ficar em silêncio pode ser simplesmente mais prudente.

A prudência é a capacidade de agir de acordo com a realidade e, portanto, deve vir antes de toda ação. Falar também é um ato, que se torna melhor quando está bem situado na realidade

Perceber se uma coisa é verdadeira — ou seja, coerente com a realidade — exige um domínio muito grande sobre aquilo que está sendo falado. Exige atenção e conhecimento que, muitas vezes, não teremos.

Por isso, antes de falar qualquer coisa, é preciso prudência para que aquilo que a gente diz não machuque mais do que acolha nem atrapalhe mais do que contribua.

Essa prudência, que interrompe o impulso imediato de responder, cria um pequeno espaço entre o que acontece e aquilo que faremos diante disso.

  • É nesse espaço que nasce a nossa liberdade. Porque é depois dele, com mais clareza e controle sobre as próprias decisões, que temos a oportunidade de usar o raciocínio de forma mais plena e moldar o rastro que queremos deixar no mundo. E, curiosamente, é também aí que uma opinião ganha peso.

Quando você reage a tudo, suas palavras se tornam barulho de fundo. Mas, quando aprende que nem tudo pede uma resposta, aquilo que escolhe dizer passa a carregar muito mais intenção.

Portanto, mais uma vez: mais inteligente do que ter o que dizer pode ser reconhecer tudo aquilo que simplesmente não precisa ser dito.

Nem sempre é necessário reagir. Não é necessário ter opinião sobre tudo. Dá para fazer as pazes com o silêncio. Ele pode ser um grande aliado.

— @Sarinha

76,15% de vocês votaram "Sim" na enquete da última semana, dizendo que conseguiram pular, fechar, deletar, não gastar um minuto sequer e desconsiderar qualquer conteúdo com instruções e dicas que poderiam chegar como imperativos em suas vidas. A seguir, alguns comentários:

📵 “Apaguei o Instagram (o app, não a conta) já faz mais de 1 mês. Não faz falta. Antes, tudo era stories, stories. Via uma formiga, postava. Agora, nem me importo mais. O Instagram perdeu o core, ficou tóxico demais.

🐶 “Eu me sinto uma péssima tutora do meu cachorro porque não consigo passear três vezes ao dia com ele. Mas observei que, todos os dias, sem exceção, ele passeia de 35 a 40 minutos logo cedo. Entendi que, segundo especialistas, isso é pouco, mas, para a nossa rotina... Está tudo bem! Preciso respeitar a minha rotina, a dele e a do gato. Então, invariavelmente, nem sempre será perfeito.

📚 “Estou estudando para concurso e sempre aparecem vários vídeos com métodos "revolucionários" vendendo cursos. Ontem, simplesmente fechei o aplicativo e ignorei. Fiquei menos ansiosa fazendo isso. ❤️”

tradução: “a arte de não explicar.”

Pode parecer simples, mas é um pouco mais desafiador do que parece:

Em algumas conversas ao longo desta semana, tente ouvir de verdade.

Ou seja, não é só escutar para logo responder, mas realmente se esforçar para prestar verdadeira e plena atenção ao que está sendo falado.

Talvez isso até te faça perceber como, muitas vezes, há muito mais ruído do que coisas a serem discutidas.

Se sentir vontade de não acrescentar nada, ou se hesitar sobre ser prudente ou não falar, permita-se ficar em silêncio. O exercício é difícil, mas pode te fazer muito bem.

O primeiro princípio é que você não deve enganar a si mesmo – e você é a pessoa mais fácil de enganar.

Richard Feynman

Se enganar não é algo que acontece só porque alguém não é inteligente, mas, muitas vezes, porque a verdade ameaça alguma coisa que aquela pessoa não quer perder:

  • Uma imagem de si mesma;

  • Um relacionamento;

  • Uma narrativa que criou;

  • Uma posição;

  • Uma mentalidade que já é confortável.

Por isso, muitas vezes, é tão difícil enxergar certas coisas sobre a nossa própria vida. A verdade pode ser difícil de ser digerida, pois costuma convocar ao movimento, à transformação e a algum tipo de desconforto.

  • Então, desenvolvemos uma capacidade impressionante de distorcer a realidade para proteger o próprio ego.

Você até pode perceber os sinais, sentir incômodo, notar as incoerências e perceber como algumas coisas simplesmente não têm fluído, mas cria justificativas convenientes para continuar exatamente igual.

Existe algo muito perigoso e também muito humano nisso: depois de um tempo, a mentira deixa de parecer que é mentira.

A pessoa começa a desempenhar tanto uma versão de si mesma que já não consegue mais distinguir o que é convicção real e o que é apenas apego à própria imagem. É aí que surge um sofrimento que, muitas vezes, parece sem saída e é confuso demais para ser suportado e elaborado.

Enxergar com clareza pode significar admitir que você estava errado, escolheu mal, insistiu em algo que era vazio, projetou qualidades que não existiam ou que a vida que você dizia querer talvez nem fosse sua.

Por isso, a honestidade consigo mesmo é uma das coisas mais difíceis de desenvolver: ninguém é capaz de enganar você melhor do que você mesmo.

Minha irmã faleceu no dia 20/07 devido a complicações pós-parto. O bebê está bem, mas eu sinto uma dor muito grande e acho que nunca mais vou conseguir ser feliz.

Sinto muito mesmo pela sua perda. Nesse momento, consigo apenas imaginar como deve ser difícil sentir alguma esperança de se ver feliz novamente. Não há palavras que eu — ou qualquer pessoa — possa oferecer a você que amenizem ou mudem isso neste momento.

Irmãos, com certeza, estão entre as melhores coisas dessa vida. Que bom que você teve o privilégio de saber disso. Seu desabafo me tocou profundamente só por imaginar viver o mesmo com algum dos meus irmãos.

Tive um luto recente que enfrentei e, por mais que ainda não se compare ao seu, foi um dos momentos mais intensos que vivi até hoje. No entanto, ele me mostrou uma coisa que já tinha escutado muitos falarem:

Quando amamos, nem a morte é capaz de levar quem foi embora. A pessoa ainda fica por meio de uma presença muito viva na nossa memória. É estranho e causa uma saudade tremenda, pois é nada mais, nada menos, do que a coisa amada ainda viva através de nós.

Enquanto você viver, as memórias que só você colecionou com a sua irmã ainda viverão. Uma parte dela ainda está aqui e agora.

E sabe o que me chama muita atenção no seu relato? Esse bebê que ficou e está bem vai precisar muito dessa presença que está viva em você. Ele vai querer e lhe fará muito bem conhecer, de alguma forma, a mãe, e você pode ser uma das pessoas mais importantes para ajudá-lo nessa missão.

  • Mas, nesse momento, pensar nisso ou em qualquer outra coisa provavelmente ainda vai ser muito difícil — e talvez seja muito importante respeitar esses limites.

Como você mesma disse, agora é completamente normal que pareça que nunca mais vai dar para ser feliz. E, como eu também já lhe disse, não há nada que alguém possa dizer para mudar isso.

Só o tempo — e, acredito eu, só ele mesmo — pode te mostrar outros caminhos e abrir novas perspectivas.

De repente, alguns sorrisos vão querer voltar a aparecer. Nesse momento, não se culpe, não se cobre nem resista. Isso será apenas a vida te convocando de volta para a vida.

Isso não irá tirar a falta da sua irmã, o vazio que ela deixou, nem a importância dela para você. Como todos sempre dizem nesse momento — pois é verdade: ela te amava e provavelmente adoraria te ver sorrindo.

Provavelmente, a dor ficará mais branda em alguns momentos e, de repente, voltará com tudo. O luto é assim, muito estranho e muito particular. Tente entender e respeitar o seu, mas também tente encontrar formas de não deixar que ele tome conta de absolutamente tudo na sua vida.

Porque a morte fará parte da trajetória de todos nós em algum ponto, mas ela não pode se tornar aquilo a que se resume a vida. Percebe?

O que define a trajetória é a vida que você abraça, e não a morte. Lembre-se disso: não vivemos apenas uma vez, só morremos uma vez e vivemos todos os dias.

Em algum momento, a vida te chamará para desempenhar novamente o papel que lhe cabe viver. E essa vida que você ainda tem para abraçar e honrar sempre terá sua irmã como parte do que ela é por essência.

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