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o trabalho
12/05/26

BOM DIA
o trabalho
quando você entender que o seu trabalho — qualquer que seja ele — é uma forma de ser útil no mundo e ajudar a aliviar alguma dor de alguém todos os dias, vai conseguir gostar mais dele.
….

Como nunca tinha pensado em fazer essa receita antes? 😋
Adoro entender essas curiosidades, rs. 🧐
Crescemos ouvindo que desistir é fraqueza… Mas, às vezes, desistir é a escolha mais corajosa que alguém pode fazer. ✍️
Nunca li, mas confio no autor. Talvez seja útil para alguém por aqui. 📚
Essa estratégia é importante para manter o cérebro motivado. 🧠


Você precisa entender algo importante sobre o seu trabalho para conseguir encontrar sentido nele.
Temos cada vez mais pessoas procurando transições de carreira. Os dados mostram que a geração Z tem menos tolerância à frustração e que teremos mais tempo de vida.
Por isso, seria natural transitar por mais de uma profissão ao longo da vida, especialmente em um contexto no qual novas tecnologias fazem surgir novas modalidades de trabalho.
Mas existe algo que parece um ponto de partida comum em todos esses cenários: movimentos em busca de mais propósito.
Devido à rapidez com que tudo se dá no nosso contexto, não dá tempo para raízes se firmarem dentro de nós e fica um grande espaço vazio no peito — inclusive, na esfera profissional, que é parte da nossa vida.
Sendo assim, fica a dúvida: será que a carência de sentido está no trabalho que fazemos ou na perspectiva com a qual ele é encarado?
Muitos tentam encontrar sentido de vida dentro do âmbito profissional — e isso tem fundamento. O trabalho é uma ótima forma de se encontrar sentido para a existência.
Mas o paradoxo é conseguir enxergar algo para além do trabalho. Ou melhor, ter a certeza de que ele é apenas um meio para um fim maior — evolução e desenvolvimento pessoal — que fará de qualquer trabalho carregado de propósito.
Essa perspectiva pode transformar não só o trabalho profissional, mas tudo aquilo que se faz em uma oportunidade de ir ao encontro daquilo que preenche a nossa jornada.
Quando o grande objetivo da vida passa a ser evoluir, se formar e ser alguém melhor para si, para o outro e para o mundo, a grande obsessão se torna gerar valor de alguma forma e ser útil.
Isso é ótimo, pois é muito mais estável do que o dinheiro que se pode ganhar, o status que se pode atingir ou os prazeres momentâneos que se podem vivenciar, mas que certamente também vão passar.
Quando o objetivo é se tornar melhor de verdade, aquele trabalho luxuoso e idealizado não passa de um capricho.
Nessa perspectiva, qualquer que seja o trabalho que você exerce hoje pode servir para esse grande fim que é evoluir. Afinal, tudo aquilo que você faz — todo trabalho, toda demanda — existe para solucionar uma dor e resolver o sofrimento de alguém. Por exemplo:
O trabalho de um motorista de aplicativo que leva alguém que iria caminhar 30 minutos no calor para onde precisa ir em 10 minutos — e no ar-condicionado — é repleto de sentido.
Ele está diminuindo a dor latente de várias pessoas ao longo do dia, ao mesmo tempo em que ganha seu sustento.
Se esse profissional prestar atenção, pode encontrar uma motivação profunda para sua existência como um todo ali. Percebe?
Ou seja, se encarados por uma ótica que não é puramente material — apesar de vivermos em um mundo material —, todo trabalho, movimento humano, ofício, profissão ou serviço prestado é necessariamente carregado de sentido.
Amy Wrzesniewski, psicóloga da renomada Universidade de Yale que estuda como as concepções mentais que temos do nosso trabalho impactam o nosso desempenho, descobriu, após anos de pesquisa, que colaboradores apresentam uma de “três orientações ao trabalho”:
Orientação do trabalho como emprego: enxergam o trabalho como um fardo e o salário como recompensa. Trabalham porque precisam e estão sempre na expectativa do tempo que poderão passar fora do trabalho;
Orientação do trabalho como carreira: trabalham não apenas pela necessidade, mas pela expectativa de progredir e alcançar sucesso, ou seja, se envolvem mais com o trabalho, pois querem ser bem-sucedidos;
Orientação do trabalho como missão: veem o trabalho como um fim em si mesmo, e ele se torna gratificante não por recompensas externas, mas porque sentem que contribuem para um bem maior e exercem seu potencial em algo que faz sentido para seus propósitos de vida.
Mas talvez não seja necessário sair de um trabalho que já lhe garante estabilidade, sustento e responsabilidades — afinal, elas também são importantes para dar estrutura à vida — para poder se orientar por uma missão.
Você pode, hoje mesmo, mudar a sua perspectiva para perceber como o seu ofício atual já resolve diferentes dores e como isso pode ser carregado de sentido, pois você pode se fazer extremamente útil no mundo todos os dias por meio desse serviço.
Se tornou uma neurose coletiva essa busca por sentido onde já existe sentido. É importante, sim, ir em busca de coisas que exaltem seu potencial e sejam coerentes com aquilo que você admira. Isso é essencial para o nosso bem-estar.
Mas me parece pouco saudável uma tolerância tão baixa à realidade de qualquer tipo de trabalho: exigente, seletiva, por vezes estressante ou entediante, mas também capaz de ser aprimorada ao longo do tempo.
Talvez não seja preciso jogar tudo para o ar, uma vez que dificilmente o sentido da sua vida será encontrado se você não der tempo para que ele apareça e viver pulando de galho em galho.
Talvez seja apenas uma questão de mudar a sua perspectiva para perceber que aquilo que você busca — o propósito, a missão — já pode estar presente no seu caminhar atual.
O seu trabalho, hoje, já pode ser uma fonte de sentido para sua vida, pois é uma oportunidade de ser útil.
Se encarado pela perspectiva correta, com amor, esmero, capricho e muita vontade de melhorar e se tornar bom no que faz, ele pode tornar a vida, o dia e o trabalho um pouco melhores, menos sofridos e dolorosos. E isso faz tudo valer a pena.
— @Sarinha

83,08% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram criar alguma oportunidade para apenas estar presente, de preferência tentando interagir com alguém ou contemplar a natureza. A seguir, alguns comentários:
🏞️ “Algumas vezes, deixei de tirar uma foto e fiquei contemplando a paisagem. É um exercício que tenho feito, estar vivendo o agora.”
🪴 “Temos tanta pressa que acabamos nos esquecendo do processo das coisas. A frase da edição anterior ficou ecoando na minha mente enquanto eu molhava as plantas do jardim. Foi incrível contemplar e lembrar do quanto a natureza é incrível e nos ensina todos os dias. Vale lembrar também do ditado: ‘Quem tem pressa, tropeça.’”
📵 “Eu venho testando ficar longe em todo e qualquer momento que esteja com a minha família, pra focar em estar presente ali. Normalmente, nos horários das refeições. Está sendo uma experiência incrível!”
☕️ “Após meu treino pela manhã, eu tomava meu café olhando para a tela do celular. Dessa vez, fiz diferente: sentei na varandinha aqui de casa e fiquei olhando o céu, o jardinzinho, os passarinhos, os carros... Tomei meu café e liguei meu computador para começar minha rotina de trabalho.”
Vamos ao desafio desta semana…

Em uma frase, escreva uma dor que seu trabalho resolve. Ou melhor: a dor que você mais tem orgulho de aliviar para alguém no seu trabalho (esse alguém pode até ser você mesmo ou sua família, por exemplo).
✍️ Anote mesmo. Não deixe passar despercebida a sua utilidade no dia a dia de quem cruza o seu caminho.
E, por fim, após fazer isso, anote 3 coisas pelas quais você é grato no seu trabalho. Podem ser:
Seus colegas;
O café que é feito lá;
O quanto você se tornou mais habilidoso e competente ao longo do tempo por conta do seu serviço.


Quem não pode resolver meu problema, não precisa saber dele.
É muito importante ter na vida pessoas a quem recorrer quando tudo parece estar desmoronando. É importante ter pessoas que te amam a ponto de querer te ajudar a solucionar seus maiores desafios e carregar seus fardos mais pesados.
Isso é essencial para a felicidade e a plenitude humana; não devemos pensar o contrário.
Muito do sofrimento do ser humano contemporâneo vem justamente de uma cultura que prega o egoísmo e o individualismo e tenta nos fazer acreditar que somos suficientes sozinhos. A realidade é que não somos. Nossa natureza profundamente social nos inclina para o outro.
Mas, apesar de precisar contar com algumas pessoas, não se deve acreditar que é possível contar com todas elas. De fato, pouquíssimas irão segurar a sua mão nos momentos críticos — e esse acesso é limitado, pois é impossível criar intimidade com um número gigantesco de indivíduos.
Sendo assim, compartilhar em excesso com quem não demonstra verdadeiro interesse em permanecer ao seu lado — e ainda minimiza suas dores — pode ser simplesmente uma questão de dar munição para opinarem, confundirem ainda mais os seus pensamentos e criarem em você uma prisão baseada nas expectativas delas.
Você não merece viver de acordo com as expectativas que os outros criam sobre você. Você merece uma biografia autêntica.
Então, saiba filtrar quem tem acesso a isso que você tem de tão precioso: a sua intimidade.
Quantas coisas tem na sua cabeça agora?
Faz um teste rápido: liste mentalmente tudo que você "precisa lembrar" de fazer essa semana.
Tomar suplementos, beber água, fazer exercício, ligar pra aquela amiga que você não fala há algum tempo, o livro que você começou, o boleto, o skincare. Cansa só de pensar.
A verdade é que a gente não esquece dessas coisas por desleixo, mas sim porque tá tentando guardar tudo num lugar só (a cabeça) que já tá ocupado com mil outras coisas.
A gente usa essa ferramenta pra terceirizar essa parte. Você define o que quer manter como hábito, e ela cuida de lembrar por você.


Estou me sentindo muito carente — e isso me faz querer me relacionar com todas as pessoas possíveis. Mas, no final do dia, parece que ninguém realmente me cativa. Não sei como lidar ou gerenciar com essa carência.
Ninguém te cativa porque talvez você ainda não saiba o que realmente te cativa. Talvez você simplesmente não saiba o que quer — e por isso está carente.
Talvez exista uma carência de um “alvo”, de um objetivo, de algo que você saiba que realmente deseja para a sua vida e para a pessoa ao seu lado. E, por isso, acaba se distraindo com tudo. Nesse caminho, nunca vai se sentir satisfeita.
É preciso ter certa clareza sobre o que quer, pois ninguém além de você pode fazer isso. Se você não perceber o que realmente busca, vai aceitar que um outro qualquer chegue, dite um rumo que faça sentido para ele e você, por carência e por estar perdida em relação ao próprio caminho, apenas siga o fluxo.
Mas isso não vai te preencher nem satisfazer, porque não era coerente com aquilo que você busca — mesmo que ainda não tenha clareza disso.
Perceba: a gente vai querer muitas coisas, e não vai existir alguém capaz de oferecer tudo isso. Até porque não é responsabilidade do outro, mas sua a responsabilidade de buscar aquilo que quer. Algumas coisas são inegociáveis — e essas você pode encontrar em alguém.
Antes de querer alguém para caminhar ao seu lado, organize essa confusão de objetivos que talvez seja justamente o que mais te atormenta e te deixa perdida. Além disso, essa falta de clareza pode acabar confundindo qualquer pessoa que se aproxime de você — e isso pode dificultar que as pessoas permaneçam ao seu lado.
Você é a responsável por colocar essas coisas no lugar e preencher essa carência que talvez não venha da falta de algo externo, mas da ausência de direção, propósito e organização interna.
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cc: @sarah.ferrreira
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