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nem sempre é verdade.
18/06/26

BOM DIA
nem sempre é verdade.
você não morreu quando engoliu um chiclete sem querer; o monstro não puxou seu pé para fora da coberta; aquele erro ou aquela vergonha não foram o fim da linha. nem sempre é verdade o que seus pensamentos te dizem. não deixe que eles te limitem.
….

Quem concorda que esse é um dos melhores doces do mundo, especialmente se for nessa versão tradicional? O fim de semana está chegando, pode testar. 😋
Você vai me agradecer por eu te lembrar que essa música existe. 🎶
Quando foi a última vez que você parou para pensar na sua própria vida? Não no trabalho, na lista de tarefas ou nos planos para o futuro. Literalmente na sua vida. 💭
Uma das xícaras mais legais que você vai ver na vida! ☕️
Os 250 filmes mais bem avaliados. Tem que respeitar, rs. 🎬
A melhor perspectiva para encarar problemas. 🤔


tradução: “seja legal consigo mesmo. é difícil ser feliz quando tem alguém sendo cruel com você o tempo todo.”
Muitas vezes, a gente tende a ser cruel conosco, como não seríamos com mais ninguém. Isso pode fazer com que você cobre do outro na mesma medida que cobra de si, mesmo quando isso não faz algum sentido — e nem é um direito seu.
Assim, pode se tornar uma companhia difícil e deixar relacionamentos machucados, inclusive a sua relação consigo mesmo — e isso pode acabar comprometendo tudo o que faz.
Na década de 1950, o Dr. Aaron Beck era um psicoterapeuta que exercia a psicanálise com seus pacientes, muitos deles depressivos, como diríamos hoje. Na década seguinte, decidiu testar o conceito psicanalítico de que a depressão é resultante de uma hostilidade voltada contra si mesmo.
Ao longo de suas observações sobre os sonhos e os pensamentos dos seus pacientes, Dr. Beck começava a concluir que, para além da hostilidade, esses sonhos e pensamentos tinham como tema o fracasso, as privações, a culpa e as perdas.
Ou seja, ele começava a concluir que a depressão estava muito relacionada a pensamentos automáticos de fracasso, privação, culpa e perdas voltados para o próprio indivíduo e tudo aquilo que ele fazia.
Assim foi o início de uma das grandes abordagens da psicologia que o Dr. Beck posteriormente estabeleceria: a Terapia Cognitivo-Comportamental, e a ideia de que pessoas com sintomas depressivos têm uma grande inclinação para aqueles pensamentos automáticos permanece até hoje.
Mas esse tipo de inclinação, muitas vezes, não se restringe a pessoas depressivas. Em menor grau, mesmo o indivíduo mais positivo e autoconfiante tende a fazer atribuições automáticas e distorcidas diante de situações negativas, como:
“Eu não consigo fazer nada.”;
“Há algo errado comigo.”;
“Foi totalmente culpa minha.”;
“Se algo deu errado, é porque sou incapaz.”
Generalizações cruéis voltadas para si mesmo, que podem travar o andamento da vida cotidiana, minar a autoestima e o humor e, pouco a pouco, transformar alguém em uma pessoa reativa, frustrada e ressentida com a vida.
E existe um pensamento muito interessante que pode ajudar a quebrar alguns desses pensamentos e devolver um pouco mais de leveza à mente:
Se fosse um amigo, ou alguém que você ama, vivendo exatamente essa situação ruim que lhe aconteceu, você dirigiria a ele os mesmos comentários e conclusões que dirige a si mesmo?
A resposta provavelmente é não. Mas a grande questão aqui, que realmente precisa ser analisada, talvez não seja apenas perceber essa resposta, mas refletir:
Por que será que tanta gente acredita que precisa ser dura consigo mesma e cultivar aqueles pensamentos de fracasso, privação, culpa e perda para continuar “funcionando”?
Será que uma autocobrança tão rígida é a única forma de se manter no caminho dos seus objetivos — ou em um caminho de crescimento?
Por que será que você acredita que precisa ser tão duro consigo mesmo?
Você está só acostumado com esse padrão ou tem medo de testar um padrão diferente?
Essas perguntas são muito profundas e importantes, pois muitos confundem autocobrança — que chega a beirar a crueldade — com responsabilidade.
Como se a única forma de amadurecer, crescer e não fracassar fosse através da culpa, da tensão e da humilhação interna; como se a rigidez fosse o preço inevitável da evolução.
Acontece que uma mente constantemente atacada e pressionada muitas vezes não tem liberdade para pensar e criar. Por isso, acaba não conseguindo mover-se de forma autêntica.
Talvez seja esse o motivo de você estar vivendo no modo automático e, apesar de fazer muitas coisas, chegar no fim do dia com a sensação de nunca ter sido suficiente e estar sempre vazio, ou ficando para trás. Talvez você tenha vivido dominado pelo medo.
De se permitir olhar para si mesmo com um pouco mais de atenção;
De ter que recalcular; ou
De perceber que, como qualquer um, você é falho e vulnerável.
E, assim, cedo ou tarde, tudo aquilo que tem feito para se tornar melhor pode começar a te destruir.
Acolher-se a si mesmo não significa fingir que os erros não existem ou abandonar responsabilidades, mas apenas parar de transformar cada falha em um entrave para o movimento.
Uma pessoa que se sente constantemente ameaçada pelos próprios erros não olha para si com clareza, mas com medo. Logo, em vez de ser uma oportunidade de aprendizado, quase toda falha pode ser vivida como o fim da rota.
Por isso, um pouco mais de autocompaixão pode fazer sentido para não tornar alguém acomodado e, em vez disso, mais apto a perceber a si mesmo e suas atitudes de forma estratégica, funcional e honesta.
Porque pode ser simplesmente mais fácil reconhecer limites, rever atitudes e tentar novamente quando você não sente que precisa sobreviver ao próprio julgamento o tempo inteiro.
Isso não é sinônimo de se acomodar ou diminuir a sua vontade de evoluir.
— @Sarinha


Sobre o desafio desta semana, você conseguiu fazer uma pausa estratégica de pelo menos 5 minutos para contemplar algum elemento da natureza ao seu redor? |
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Lembrando que você também pode separar esses minutos para simplesmente refletir sobre todos os processos que estão acontecendo dentro do seu corpo neste momento.
Pode parecer bobo, mas ouso dizer que a maioria das pessoas nunca se deu ao trabalho de fazer algo assim.


Não explique a sua filosofia. Incorpore-a.
A sua conduta comunica mais do que as suas palavras. As palavras só são efetivas quando delimitam para você uma narrativa que tenha impacto real nas suas atitudes.
Se a sua filosofia não mobiliza a prática — o seu modo de viver — ela é vã, e não serão palavras que farão com que outros a incorporem.
E perceba como é bem mais difícil encontrar quem realiza isso. É raro cruzar com quem, pelo exemplo e pela vivência de sua filosofia, consegue mudar para melhor a vida daqueles que o acompanham.
Mas, se você pensar bem, o que existe de mais sólido sempre vem daí.
Aquilo que é bom de verdade suporta ser testado pela realidade. Esse é o exemplo, a filosofia que naturalmente inspira e causa movimento. Porque o seu impacto pode ser verdadeiramente experimentado e sentido — afinal, dá frutos.
E é justamente por ser algo tão real e concreto diante do observador que o exemplo bom de verdade, vivo e claro, não exige muita explicação.


Tenho 22 anos, sou alegre e reservada. Já me chamaram de infantil por tentar deixar o clima leve, e de antipática quando fico quieta. Isso me faz sentir mal e me deixa sem saber como agir.
Aos 22, você já tem certa bagagem para não depender dos outros para dizerem quem você é.
Você já é capaz de ter consciência sobre alguns limites da sua personalidade: o que gosta ou não, o que quer ou não, o que é bom em você, o que pode melhorar e qual postura cada ambiente lhe exige — afinal, esse tipo de adaptação é parte da vida.
No trabalho, talvez realmente não faça tanto sentido ser super brincalhona ou despejar uma positividade forçada em todos. E faz muito sentido observar e buscar entender o que é aceitável, desejável ou não nesse ambiente, e como se moldar para não perder o lugar, se assim desejar, sem perder de vista quem você é e o que busca.
Já com as pessoas que compartilham a sua intimidade, você não deveria sentir tanto receio de agir com naturalidade e espontaneidade.
Se quem você é, longe de máscaras, não for suficiente para essas pessoas, se elas não gostarem disso, percebe que, na verdade, não gostam de você de verdade?
E aí, será que não seria melhor ir em busca de outras companhias que façam mais sentido? Elas com certeza existem.
O que acho interessante que você entenda é que adaptar-se socialmente faz parte da vida — e isso não quer dizer perder a sua essência. Mas o grande ponto aqui, onde você parece tropeçar, é na ânsia insaciável por agradar a todo mundo.
Você depende de determinadas pessoas ao seu redor dizerem se gostam ou não de alguém alegre ou reservado para manter esses traços — ou não. Muito cuidado:
Pessoas que vivem em busca dessa aprovação sem limites podem acabar se tornando camaleões sociais: pouco genuínas, espontâneas e confiáveis.
E isso é o que mais afasta alguns vínculos verdadeiros e duradouros, que são o que realmente precisamos para viver bem.
Voltei a me aproximar de alguém que foi muito importante para mim, mas ainda tenho dúvidas sobre querer um relacionamento agora, porque sinto vontade de viver outras experiências e manter minha liberdade. Ao mesmo tempo, tenho medo de perder alguém com quem talvez pudesse dar certo no futuro.
Toda escolha implica em aceitar uma falta.
Você prefere lidar com a falta da vida mais “livre” que escolheu para si agora ou com a falta dessa pessoa no seu futuro?
Além disso, quando estamos no meio de uma decisão assim, costumamos ver as coisas de forma muito definitiva e literal, mas isso nem sempre é verdade.
Você pode ser livre e estar com alguém, e pode ser que vocês dois nem funcionem juntos no futuro. Uma decisão não implica a realização do que você imaginou.
Então, escolha uma falta, a que te doer menos, e viva com a escolha.
Poucas coisas nesta vida são definitivas para a gente ficar quebrando tanto a cabeça em encruzilhadas mentais.
- Resposta da nossa leitora, Melissa Queiroz.
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