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humildade
30/07/26

BOM DIA
humildade
quem acha que já sabe não pode mais aprender. a humildade é, portanto, uma porta de entrada para toda evolução.
….

Um TED maravilhoso. 💡
Um livro que tenho vontade de ler. 📚
Um filme que só fui assistir recentemente — e que tem 5 Oscars. 🎞️
E, ainda sobre reflexão: será que você realmente “é do jeito que é” ou só repetiu certos padrões por tempo demais? ✍️
Quero muito testar essa receita de pão sem farinha! 🥖


tradução: “que você seja poderoso o bastante para ser humilde.”
A humildade talvez seja a mãe das virtudes. Não porque seja a mais admirável delas, mas porque parece ser uma condição necessária para todas as outras.
Quem acredita que já sabe tudo sobre o outro, sobre o mundo ou sobre si mesmo deixa de aprender. Afinal, quem já conhece tudo, na teoria, não pode — nem precisaria — aprender mais nada.
Aprender exige reconhecer que existem aspectos da realidade que ainda não compreendemos, pontos que não enxergamos e limites que ainda não fomos capazes de ultrapassar.
O problema é que permanecer aberto ao aprendizado exige esforço. Exige questionar certezas, rever opiniões e admitir que podemos estar errados — e o nosso cérebro não gosta muito disso.
Enquanto a dúvida e a reflexão exigem trabalho e investimento de energia, a certeza é neuroquimicamente mais confortável para o cérebro. Talvez por isso seja tão fácil cair na armadilha da soberba.
Muitas vezes, ela não aparece apenas como um sentimento de superioridade, mas como uma forma de proteção.
Ela surge como uma maneira de evitar o desconforto de rever a própria vida, reconhecer falhas ou admitir vulnerabilidades. Afinal, mais uma vez, quem já sabe tudo não precisa aprender ou mudar.
Mas existe um preço alto nessa postura: a soberba fecha a porta para o crescimento porque fecha a porta para a verdade — e a verdade é que nenhum de nós enxerga a realidade por completo.
Cada pessoa percebe aspectos da existência que outros não percebem, vive experiências que outros não vivem e carrega conhecimentos que outros não possuem, simplesmente por ter vivido a realidade sob uma perspectiva única.
Por isso, qualquer encontro humano tem o potencial de nos ensinar algo.
E existe algo profundamente libertador em reconhecer isso. Reconhecer que alguém pode te mostrar um aspecto da realidade que você ainda não havia considerado. Não porque te falte inteligência, mas porque a realidade sempre será maior do que a perspectiva de qualquer indivíduo.
Mas talvez a humildade seja ainda mais importante por outro motivo: ela não abre apenas espaço para o aprendizado, mas também para a autenticidade, que, por sua vez, abre espaço para conexões verdadeiras e sólidas.
Quem não precisa sustentar a imagem de alguém que sabe tudo pode admitir ter dúvidas, reconhecer erros e expor fragilidades. Ou seja, pode aparecer diante do outro como realmente é.
Isso importa porque conexões verdadeiras não são construídas a partir de imagens, mas a partir daquilo que é verdadeiro.
Toda relação profunda exige honestidade e disposição para mostrar não apenas aquilo que temos de admirável, mas também nossas limitações, medos e imperfeições. Em outras palavras, exige colocar a própria vulnerabilidade em xeque.
E, sem humildade, isso se torna muito difícil, pois a soberba transforma a vulnerabilidade em ameaça.
Ela exige a manutenção constante de uma imagem de força, conhecimento e controle. E assim surge uma preocupação muito maior com a manutenção da imagem do que com a verdade.
Sem autenticidade, portanto, não existe espaço para a conexão verdadeira nem para o aprendizado verdadeiro. Sem isso, perdemos justamente aquilo que dá sentido à experiência humana.
Somos seres feitos para o encontro, para a troca, para a amizade, para o amor e para a evolução.
É por isso que a humildade é a mãe das virtudes. Ela nos mantém com os pés fincados na realidade, abertos ao aprendizado, às pessoas e, em última instância, ao amor.
— @Sarinha


Sobre o desafio desta semana, em algum momento do dia compartilhado com alguém, você conseguiu observar e controlar o seu desejo de cobrar do outro que veja o mundo pela sua perspectiva? |
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Quando aceitamos o outro da forma como ele é, parece surgir nele uma vontade de se transformar em uma versão ainda melhor.
Uma pessoa acolhida, que se sente escutada e vista, desenvolve uma abertura muito maior para a evolução.


Se você nunca provasse uma maça ruim, nunca apreciaria uma maçã boa.
Você precisa experimentar a vida para entender as coisas dela. Há quem queira ser especialista e dar opinião sobre tudo sem ter vivido quase nada. Na verdade, o que mais temos hoje são pessoas proclamando regras e conceitos genéricos para tantas coisas, tão subjetivas, que elas mesmas não chegaram nem perto de viver.
Parece que todos querem entender e falar sobre relacionamentos sem se envolver;
Parece que todos querem amadurecer sem sofrer — e sempre fugindo de qualquer esforço real;
Parece que todos querem criar maturidade sem errar e se expor ao risco;
Parece que todos querem aprender sem testar a realidade e se frustrar.
Não é assim que funciona. A maioria das coisas só deixa de ser abstrata quando atravessa a sua experiência concreta. O contraste realmente ensina — e muito.
Quem nunca viveu uma amizade falsa talvez não reconheça o valor de uma amizade leal;
Quem nunca se sentiu vazio em certos ambientes talvez não perceba o peso de estar em lugares que realmente fazem sentido;
Quem nunca teve um coração partido e um relacionamento ruim pode simplesmente não conseguir valorizar um amor generoso e tranquilo.
A experiência cria discernimento.
Mas hoje existe essa tentativa quase infantil de viver sem desconforto ou, então, de chegar ao fim da rota da noite para o dia. As pessoas querem evitar a frustração, a rejeição, a decepção e qualquer sofrimento.
Uma vida totalmente protegida também produz pessoas imaturas, pois parte da maturidade nasce justamente do confronto com a realidade.
Você começa a entender melhor as pessoas, a si mesmo e o mundo quando percebe, na prática, aquilo que te faz bem, aquilo de que você gosta ou não e aquilo que consegue ou não fazer.
Claro que isso não significa sair buscando sofrimento ou romantizar o erro, mas parar de achar que é possível desenvolver profundidade e competência verdadeira vivendo apenas no conforto, na teoria ou na idealização. Há coisas que só se aprendem vivendo e, portanto, correndo o risco de se frustrar.
Se você refletir, poderá perceber que a maioria das certezas mais importantes que já sentiu não veio de alguém te explicando, mas de você percebendo algo por meio da experiência — e, ainda, provavelmente, com experiências desafiadoras e, em certa medida, até dolorosas.
"O que você quer ser quando crescer?"
Toda mulher já ouviu essa pergunta. O tempo passou, as profissões se transformaram, mas ela não desapareceu, só mudou de forma: o que você precisa fazer para chegar ao próximo passo da sua carreira?
Essa é a proposta do Summit Mulheres nas Profissões. Nos dias 4 e 5 de agosto, no Expo Center Norte, o evento reúne lideranças de diferentes áreas para discutir os desafios e as oportunidades que estão moldando o futuro do trabalho feminino.


Como conviver no trabalho com uma pessoa que não produz nada, fica fazendo coisas particulares, compras online, mas é reconhecida com uma posição de prestígio e recebe o segundo maior salário do escritório? Queria simplesmente poder ignorar todas essas coisas que vejo acontecer diariamente e simplesmente fazer o meu trabalho. Mas, praticamente todos os dias, acabo me estressando com a situação, além de me sentir frustrado e sem perspectivas de crescimento.
Da mesma forma que essa pessoa está focada em coisas que não têm nada a ver com o trabalho dela, você também está. Está focado demais nela e na postura dela. Isso não irá te render absolutamente nenhum fruto. Criar todo um ambiente de complô contra essa pessoa tem mais a te prejudicar do que a contribuir.
Talvez você esteja mais focado nisso do que no seu próprio trabalho e nas possibilidades e oportunidades que ele desenrola. Por isso, está frustrado e sem perspectivas de crescimento.
Você está apontando um dedo para ela, mas tem outros direcionados a você. Está fazendo, em certa medida, o mesmo que a sua colega.
E, veja bem: não quero dizer que você seja um profissional ruim e que não esteja fazendo o seu trabalho. Só quero te chamar atenção para o fato de que essa sua obsessão pela colega possa estar te sabotando.
O motivo: a gente não ganha necessariamente porque o outro perde. A gente ganha quando consegue gerar valor.
Na verdade, crescemos quando ajudamos outros a crescerem. Por isso, dá para todo mundo ganhar e crescer.
Se essa pessoa chegou a essa posição que ocupa hoje, alguma coisa de valor ela provavelmente já entregou. Consegue pensar sobre isso e respeitar que pode ser um fato? Perceber que, talvez, ela tenha mais a te agregar do que você imagina? Isso pode te ajudar.
Mais ainda, tente refletir: por que será que ela te incomoda tanto? Por que a postura de alguém deveria ter mais atenção sua do que a sua própria postura?
O que ela faz do trabalho dela é uma questão dela e que irá gerar consequências para a vida dela, e não para a sua.
O que afeta a sua vida é onde você investe a sua energia, onde coloca a sua atenção e o seu tempo. Por isso, coloque essas coisas nos lugares que podem lhe render bons frutos.
Provavelmente será mais proveitoso para a sua vida — e irá gerar resultados muito palpáveis no seu dia a dia — colocar a sua energia, atenção e tempo nas suas tarefas e responsabilidades, em vez de deslocar tanto foco para a vida e para as responsabilidades de outra pessoa.
Mudar ela não está ao seu alcance, percebe? Digo tudo isso com carinho e por respeito a você.
O melhor que você pode fazer para acabar com essa frustração e para começar a enxergar alguma perspectiva de crescimento é colocar a sua atenção no seu potencial, nas suas tarefas e nos gargalos que elas apresentam, para que possa gerar valor onde está e se sentir útil.
Eu me sinto perdida. Não sei quem sou. Por onde devo começar?
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cc: @sarah.ferrreira
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