garra

07/07/26

BOM DIA

garra

quem não faz, leva. e quem leva, volta pra casa.” talento não se sustenta sozinho. é preciso desenvolver um solo firme em virtudes para mantê-lo de pé e levá-lo à potência máxima.

….

  1. Para colocar na sua lista de coisas que você tem que ler uma vez na vida. 📚

  2. Um filme que também vale assistir uma vez na vida. 🎞

  3. Tem se sentido engolido pela rotina? Talvez você precise pensar sobre isso. ✍️

  4. Essa é de arrepiar. 🎶

  5. Para quem gosta de baralho, do pôquer ao buraco, vale a pena arrumar um desses aqui. 🃏

  6. Para refletir: buscar mais é sempre coragem? E se contentar, é sempre fraqueza? 🤔

Difícil não falar de Copa

(Imagem: Globe Esporte)

Não seria louca de falar de futebol, pois obviamente não é minha praia. Mas queria trazer uma grande reflexão que a derrota do Brasil me trouxe sobre o homem e a mulher contemporâneos.

Tudo começa com o texto do Romário, um dos nossos grandes craques, após mais uma despedida em 2026:

Em Copa, todo jogo é final, e hoje o Brasil não entrou com essa mentalidade. Foi um futebol lamentável, digno de quem mereceu ser eliminado.

(…) Agora é fácil apontar culpados. Melhor digerir essa porrada, aprender a lição e entender o que está acontecendo.

(…) Copa é isso: quem não faz, leva. E quem leva, volta pra casa.

Dessa vez, fiz mesmo questão de acompanhar a comoção em torno do futebol, e o que vemos ali realmente vai além do esporte. Acredito que a derrota da nossa seleção possa refletir crises do nosso tempo.

O futebol representa algo muito particular para o Brasil. Não é apenas uma paixão ou um “pão e circo”. É algo que somos muito bons em fazer. Esse esporte foi — e continua sendo — um grande orgulho para a nossa nação, pois temos mesmo grandes talentos e entendemos do assunto.

O Brasil desenvolveu excelência em poucas coisas como desenvolveu no futebol. Julgue isso como preferir. Há quem diga ser inútil, mas é impossível negar que é um mercado que gera empregos, realiza sonhos, une pessoas e leva o nome da nossa nação para o mundo inteiro.

  • Os brasileiros sempre foram respeitados com a bola no pé  e isso é muito legal. Não é por acaso que somos pentacampeões do mundo.

E, em meio a enxurrada de conteúdos sobre a derrota do Brasil, um dos vídeos que me marcou foi um em que o astro norueguês, Erling Haaland, dizia que nunca sonhou em defender a seleção de seu país da mesma forma que via acontecer com os jogadores brasileiros — e ainda fazia um apelo para que as próximas gerações do seu país sonhassem mais com isso.

E aí doeu: perdemos para quem nem levava tanto a sério uma das coisas que fazemos de melhor.

Existe uma tradição construída por gerações de homens que fizeram desse esporte uma das maiores expressões daquilo que somos capazes de realizar quando talento e entrega caminham juntos.

E talento não faltou. Nossos jogadores estão entre os melhores do mundo, jogam nos maiores clubes e certamente cresceram sonhando em usar a camisa verde e amarela.

Talvez os últimos anos tenham revelado que aquilo que era admirado nas grandes seleções — assim como nos grandes heróis da história da humanidade — nunca foi apenas a habilidade, os sonhos e as conquistas em si, mas também a sua obsessão pelo que estavam fazendo.

Um interesse que chega a beirar a obsessão unido à dedicação é algo muito poderoso.

Pensando na atual seleção brasileira, me pergunto se a maioria teria um coração verdadeiramente voltado para o título. Mas além disso, se os homens das nossas gerações campeãs conviveram mais de perto com alguns princípios que foram perdendo cor ao longo dos últimos anos: honra, legado e doação.

Ao longo de toda história, entre os grandes homens e mulheres, parecia haver uma disposição mais latente de dar tudo de si por um ideal. Parecia haver homens e mulheres mais comprometidos com algo maior do que a própria carreira e imagem. E foi exatamente esse o questionamento que me perturbou.

A verdadeira pergunta não era o que aconteceu com o futebol brasileiro — porque isso pouco me importa, rs — mas “o que aconteceu conosco?

  • Temos deixado de levar a sério o nosso potencial?Porque parece existir uma certa apatia em relação a todo grande ideal.

Nunca tivemos tanto acesso ao conhecimento, nunca tivemos tantas oportunidades, nunca tivemos tantos recursos, mas, paradoxalmente, talvez nunca tenhamos tido tanta dificuldade para dedicar uma vida inteira a algo, se entregar e se rasgar diante de um objetivo.

Vivemos na era mais confortável que a humanidade já conheceu. Temos acesso ao prazer, ao entretenimento, à novidade e às recompensas de forma muito imediata e fácil. Em poucos segundos conseguimos produzir estímulos que, há poucas décadas, exigiriam muito esforço, espera e até disciplina.

O cérebro aprende com isso. Acostumado a recompensas rápidas, torna-se menos disposto a permanecer naquilo que é lento e exigente. Então, será que temos perdido o interesse por tudo aquilo que exige muito sacrifício?

  • Gostamos da emoção, mas nos entediamos com qualquer coisa diferente disso. Queremos o resultado, mas evitamos e tentamos criar todo tipo de atalho para o caminho que leva a ele.

E toda grande obra humana foi construída justamente no caminho. Os grandes gênios, artistas e atletas eram obcecados por um ideal, assim como os grandes heróis. Nunca é só uma questão de talento.

É preciso ter vontade o bastante para desenvolver virtudes para sustentá-lo e elevá-lo à máxima potência.

Tudo o que a humanidade fez de grandioso foi construído por alguém que encontrou uma ideia grande o suficiente para organizar a própria vida em torno dela — e talvez seja exatamente isso que estejamos perdendo.

As grandes ideias parecem deixar de nos fascinar e já não falamos sobre honrar algo, cumprir com a palavra, dever, ter que encarar responsabilidades como qualquer pessoa digna e deixar um legado. Somos muito imediatistas, materialistas e individualistas para isso.

Hoje, quase tudo parece girar em torno do dinheiro, da fama, do prazer e do conforto. Não porque essas coisas sejam ruins, mas porque passaram a ocupar o lugar central de uma existência, quando elas são apenas consequências de trajetos e objetivos verdadeiramente virtuosos, capazes de satisfazer e dar sentido àquilo que o ser humano faz.

  • A maioria não tem algo pelo qual sinta que vale a pena acordar todos os dias. Pouquíssimas ainda estão dispostas a dedicar décadas a uma vocação ou aceitar sacrificar conforto para construir uma grande obra e são raros os casos de indivíduos que se dispõem a gastar a própria vida por algo que acreditam.

Os grandes homens e mulheres da história não foram grandes porque buscavam prazer, segurança e conforto. Foram grandes porque encontraram uma causa que julgavam maior do que eles mesmos e se dispunham a colocar os seus olhos nisso.

Homens e mulheres já fizeram mais questão de honrar a própria palavra e o nome — ou nação — que carregavam consigo. Muitos na história compreenderam, na prática, que uma vida vale por um bem que se escolhe servir.

  • E, na contramão do que muitos disseram nos últimos dois dias, ousaria dizer que a postura de Neymar diante dos jogadores rivais, que poderiam estar caçoando de seu talento e do legado da sua nação, tenha sido o que mais foi de encontro a isso na nossa seleção nesta Copa.

Porque o ponto de partida para que algo comece a perder sua grandeza pode ser deixar de honrar justamente aquilo que faz de melhor.

O Brasil já presenciou muitos honrarem com muita garra aquilo que fazemos bem — e talvez seja essa a causa de tanta saudade e decepção hoje.

Acredito que parte de uma verdadeira crise do nosso tempo não seja falta de talentos nem de oportunidades, mas de interesse genuíno.

Perdemos a vontade muito rápido e nos tornamos apáticos à maioria das coisas. Estamos apodrecendo mentalmente e tudo, em algum momento, começa a ficar muito entediante.

Já não sabemos por qual causa vale a pena gastar a vida e já não encontramos ideais grandes o suficiente para justificar o sacrifício. Na verdade, o sacrifício aparece, na maioria das vezes, como algo ruim.

  • E, sem nem perceber, vamos nos tornando uma geração profundamente competente para consumir, mas cada vez menos disposta a se doar e criar.

Assim, sempre fica um grande vazio no peito. Não sentimos falta apenas de um título. Sentimos falta de homens e mulheres profundamente comprometidos com algo maior do que eles mesmos.

Estamos todos julgando o trabalho dos jogadores da nossa seleção, mas talvez também faça sentido olhar para a própria vida e perceber se nós mesmos temos valores grandes o suficiente pelos quais lutar.

Você também pode estar carente de um coração capaz de se gastar por alguma coisa.

— @Sarinha

Things that make our mornings feel a little softer

Acordar sem olhar o celular por 15 minutos, fazer o skincare, tomar um copão de água, ler por alguns minutos e tomar um café que faz a manhã começar direito.

Se você também faz parte do clube das meninas que não funcionam sem cafeína, fica a dica: escolha um café que seja tão gostoso quanto o seu ritual.

Banoffee, caramelo, chocolate ou avelã... a parte mais difícil é escolher só um.

Ou melhor: nem precisa.

Na compra de um little bean, você leva outro de presente. A desculpa perfeita para experimentar dois sabores e descobrir qual é o seu favorito.

67,89% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram se lembrar de ser mais gentis com vocês mesmos, mesmo quando se pegaram cobrando-se muito, regulando-se e resistindo a alguma coisa. A seguir, alguns comentários:

👏 “Eu tenho persistido neste hábito há bastante tempo. Tenho tido sucesso discreto. Isso tem me estimulado, porque sei que são processos de aplicação contínua, por toda a vida. A vida tem essa metodologia de construção.”

🎶 “Errei a nota de entrada de uma música na igreja em que canto e quis me desesperar. Mas logo em seguida lembrei que, assim como eu, quem estava ali ouvindo também é humano e erra o tempo todo, então me acalmei e entreguei meu melhor solo com o coração leve!

🧑‍⚕️ “Sou fisioterapeuta e comecei a atender em domicílio, porém esqueci de pedir o sinal de 50% para, caso a sessão fosse cancelada, eu não tivesse prejuízo. Mandei mensagem de confirmação para a mãe da criança e a mensagem nem chegou, porém fui mesmo assim, pois ela havia confirmado e eu tenho compromisso com a minha palavra. 15 minutos antes da sessão, ela cancelou comigo, mas eu já tinha pegado o Uber e estava perto da casa dela. Ela sumiu e eu fiquei com um baita prejuízo, pois estou desempregada. Fiquei chateada, mas não fiquei me cobrando. Imprevistos acontecem, erros também, e isso virou um aprendizado: preciso cobrar um sinal antes ou vou me lascar novamente. Kkk

Talvez o último texto tenha te feito refletir. Se sim, esse desafio é para você:

Tente perceber e nomear alguns interesses genuínos que você tem na sua vida e coisas que você entende como as mais valiosas na sua existência.

Não é uma tarefa fácil, mas pode parecer muito mais abstrata do que realmente é. Por exemplo: a família e a área de trabalho são interesses genuínos que você tem, enquanto o amor, a lealdade, a beleza ou a alegria são coisas muito valiosas para você.

Tente visualizar algumas dessas coisas e depois, escreva, para cada uma delas, uma frase que possa servir como um princípio que você gostaria que fosse incorruptível no seu dia a dia. Por exemplo:

  • Para quem eu amo sempre haverá tempo.

  • Palavra dada é palavra cumprida.

  • Defenderei quem está do meu lado com minhas palavras e minha postura.

  • "A pressa é inimiga da perfeição."

Sabe aquelas coisas que você sempre escutou seus pais ou seus avós dizerem? Sabe aqueles princípios que eles jamais transgrediam?

É disso que estou falando. O desafio dessa semana — e um grande desafio para sua vida, considerando o nosso contexto — é criar alguns desses princípios para a sua própria vida também.

Nessas coisas, você pode começar a enxergar aquilo que orienta a sua vida, algo pelo que estaria disposto a se doar.

A verdade é que, mesmo quando encontramos algo pelo que estamos dispostos a nos entregar ao máximo, ganhamos também um sentido pelo qual viver.

tradução: “viciado.”

Muitos homens pensam que estão comprando prazer, quando na verdade estão vendendo a si mesmos para ele.

Benjamin Franklin

Eu escolho, eu pago, eu consumo e depois vou embora. Muitos acreditam estarem comprando e lidando com o prazer dessa forma. E o problema não é sentir prazer, ou escolhê-lo. Na verdade, o problema surge quando ele passa a ser aquilo que conduz alguém.

O motivo é simples: a repetição entra aqui como uma tentativa de preencher algo que nunca se resolve totalmente, afinal, o prazer é algo externo ao indivíduo e muito instável.

O sujeito volta, paga de novo na tentativa de encontrar aquilo que faz sentido, mas nunca encontra, já que o que lhe causa uma sensação boa agora pode não fazer o mesmo amanhã.

Portanto, se é essa a força motora de uma vida, o resultado pode ser caótico, pode ser aquele vazio insaciável e que deixa alguém completamente perdido sobre qual caminho seguir.

Sempre que algo externo vira uma condição para que você se sinta inteiro, surge esse risco de inversão de poder.

Se o prazer se torna o eixo organizador da sua vida, pode ser difícil delimitar um caminho sólido para se seguir, pois você nunca sabe ao certo onde encontrá-lo, quanto tempo irá durar dessa vez, muito menos o quão dependente pode se tornar desse ciclo insaciável.

Ultimamente, tenho tido muitas tristezas no meu relacionamento. Parece que eu amo mais o meu parceiro do que ele me ama. Eu fico mal, e parece que minha vida fica sem sentido ou que eu fico perdida.

Você coloca o amor como algo condicionado àquilo que você não tem controle nenhum sobre: os pensamentos, as reações e as disposições do outro.

  • Só faço se o outro fizer.

  • Amo apenas na medida em que o outro me ama.

Isso te coloca em um estado de tensão constante, afinal, você está tentando controlar algo que não está ao seu alcance. Além disso, pode estar fazendo exatamente o contrário do que o amor convoca: medindo esforços e cobrando.

Amar exige entrega. Por isso, um relacionamento não vive na proporção “50/50” o tempo todo — esse, inclusive, nem deveria ser um critério. Na verdade, esse tipo de medida, de peso e condição, é o que pode fazer muitas relações fracassarem.

Porque todos nós passamos por dias e fases boas ou ruins e a pessoa que você escolhe como parceiro de vida justamente entra te ajudando a segurar a barra. Por vezes, não é mesmo 50/50, mas sim “60/40”, “70/30”, “80/20”

A parceria muitas vezes vai implicar em se doar um pouco mais e segurar a barra quando o outro não dá conta, sem medo e até com alegria, simplesmente porque ama.

Isso é a entrega do amor. Então talvez, algumas perguntas para você sejam:

  • Sou eu que sempre seguro a barra? Ou, em diferentes momentos, a pessoa do meu lado já se mostrou disposta e interessada em se doar e se entregar também?

  • O quanto essa pessoa engaja na minha felicidade e o quanto eu estou disposta a engajar para fazer ela sorrir também?

Você parece não sentir conforto em se entregar pela pessoa do seu lado e isso, sim, pode ser um sinal importante Por que será que você sente que só pode se doar se o outro fizer isso na mesma medida?

Talvez você esteja perdida e mal porque a sua relação não está mesmo firmada na essência do amor, mas em uma tentativa de controle e na insegurança: “e se eu me entregar demais?”; “E se a pessoa do meu lado não der valor nisso?”; E se me passarem a perna e eu acabar sofrendo ou sozinho?

Entenda: amar é mesmo sempre um risco, porque é dar acesso às suas vulnerabilidades para alguém. Mas o maior medo de quem ama é deixar que os riscos de ferir essa vulnerabilidade de quem ama se tornem uma realidade. Consegue perceber?

Não seria legal estar com alguém que acolhe e protege essas vulnerabilidades em vez de colocá-las em alerta?

Eu sei que preciso me exercitar. Tempo até existe; o que falta é vencer as desculpas que eu mesmo invento. Sempre começo… e sempre paro.

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