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força de vontade
30/06/26

BOM DIA
força de vontade
querer não é o suficiente para conseguir. é preciso construir ambientes e hábitos favoráveis aos seus objetivos, pois seu cérebro é preguiçoso e sempre vai querer levá-lo de volta ao que é mais fácil. e o mais fácil costuma ser aquilo que já é habitual e está ao alcance mais rápido. então, facilite o acesso às coisas que você quer e precisa tornar habituais.
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É importante saber dar nome ao que se sente para que isso possa ser trabalhado. Mas será que você sabe nomear suas emoções? Essa tabela pode te surpreender. ❤️
O motivo de você andar sempre com pressa. 💡
Essa música é sempre tão boa! 🎶
Eu não sabia que isso existia — e achei muito interessante. 📚
Cinco conselhos que muitos teriam gostado de ouvir quando mais novos — e que, quem sabe, possam fazer sentido para você também. ✍️


Hoje, eu gostaria de te provar por que, ao contrário do que muitos dizem, querer muito alguma coisa não é o suficiente para conquistá-la.
A força de vontade não é suficiente. Na verdade, ela pode jogar contra os resultados efetivos em direção a um objetivo.
Isso porque, fisicamente, ao resistir por muito tempo a algo, o seu cérebro acaba se cansando muito, e isso prejudica atividades importantes relacionadas ao seu objetivo, nas quais ele precisaria depositar energia.
O psicólogo social Roy Baumeister ficou conhecido por popularizar esse conceito por meio da teoria do Ego Depletion ("Esgotamento do Ego")..
Os experimentos mostravam algo curioso: pessoas que precisavam resistir a uma tentação, controlar emoções, manter foco intenso ou tomar muitas decisões posteriormente apresentavam pior desempenho em tarefas completamente diferentes.
Um dos estudos mais famosos colocava participantes diante de cookies recém-assados. Alguns podiam comer os cookies se quisessem, e outros tinham que resistir e poderiam comer apenas rabanetes, que também eram disponibilizados.
Depois disso, todos recebiam um problema difícil para resolver… e foi aí que aconteceu algo muito interessante: os que precisaram resistir aos cookies recém-assados desistiam muito antes dos outros participantes.
Ou seja, o que chamou atenção da ciência nesse sentido foi que o desgaste não parecia específico da tarefa, mas um desgaste geral da capacidade de autorregulação mental e da performance.
Hoje, existem debates sobre até que ponto essa teoria do Ego Depletion explica tudo, mas o núcleo da ideia continua muito relevante e é sustentado por vários campos da neurociência, especialmente pelo seguinte ponto:
O autocontrole exige um custo biológico, e o cérebro é extremamente econômico.
Ele trabalha sempre tentando economizar energia, pois "sabe" que todo o corpo precisa sobreviver e, mesmo representando uma parte pequena do peso corporal, sozinho já consome cerca de 20% de toda a energia do organismo.
Além disso, o córtex pré-frontal, que é a área do cérebro ligada ao planejamento, à tomada de decisão, à inibição de impulsos e à manutenção de objetivos de longo prazo — ou seja, ligada à "força de vontade" —, é uma das regiões metabolicamente mais caras para o cérebro usar.
Sendo assim, após gastar muita energia resistindo a algo, o cérebro não tem mais tanta energia disponível para gastar com outras tarefas importantes.
É por isso que, geralmente, períodos prolongados de restrição podem resultar em episódios de compulsão, por exemplo. O cérebro gastou muita energia por muito tempo tentando resistir a algo e, assim, com o tempo, se tornou menos capaz de resistir ou simplesmente de equilibrar um impulso quando a restrição for interrompida.
Se você precisa lutar conscientemente contra um impulso dezenas de vezes por dia, cria um gasto contínuo de energia cognitiva que envolve processos como inibição da vontade, redirecionamento da atenção e sustentação de esforço fisiológico.
Isso começa a roubar capacidade de outras atividades, como concentração, paciência, produtividade, estabilidade emocional e tomada de decisão.
Por isso, pessoas cansadas tendem mais a procrastinar, comer pior, perder a paciência, voltar a hábitos antigos e agir no automático. O cérebro entra em "modo economia".
Nesse sentido, o que é habitual é aquilo que exige pouca energia, enquanto a resistência é algo que exige muita.
O cérebro prefere, então, automatizar, pois a automação economiza recursos. E aqui vem a parte mais importante disso tudo:
Adisciplina não foi feita para funcionar 24 horas por dia contra um ambiente mal configurado. Portanto, quanto mais o seu ambiente for favorável aos hábitos que você deseja manter, mais fácil será substituir os hábitos que você deseja excluir por eles.
Mudar o ambiente para torná-lo favorável aos hábitos que você deseja implementar — deixar a roupa de treino separada antes de dormir, fazer um caminho para casa diferente daquele que passa pela padaria que tem um quitute ao qual você não consegue resistir, deixar o celular carregando longe da cama — costuma funcionar melhor do que depender exclusivamente da força de vontade.
Um hábito bem estruturado reduz a necessidade de ficar lutando para resistir a algo, e isso deixa o seu cérebro menos cansado e, consequentemente, mais disposto a agir de acordo com os seus maiores objetivos.
Porque você para de gastar tanta energia e preserva sua capacidade de autocontrole, que é um recurso limitado e se esgota com o uso.
Vale, portanto, lembrar que, para contribuir com os seus planos e com o seu próprio corpo, a melhor coisa a fazer talvez não seja se cobrar por ter muita disciplina ou força de vontade, mas, sim, estratégia.
Uma estratégia inteligente que se resume em elaborar e estruturar novos hábitos e ambientes que possam substituir aquilo que não é bom na sua rotina, mas já está automatizado e, assim, favorecer a construção do que você mais quer.
— @Sarinha

61,64% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram elencar 3 pontos fortes seus que não fossem atrelados à sua capacidade de ser produtivo. A seguir, alguns comentários:
🤗 “Foi tão bom me notar como uma pessoa "pessoa", sabe? Sou empática, positiva e fiel ao cultivo dos meus relacionamentos. Isso vale ouro!”
👏 “No domingo, fui trabalhar durante o dia e, à noite, me peguei desabafando com meu marido sobre estar sentindo que eu não tinha mais identidade, pois eu só ficava na faculdade o tempo todo, no laboratório, em reuniões, montando experimentos e plotando dados. Mas e eu? Eu não sei mais quem eu sou além do meu doutorado. Ler sobre produtividade na terça foi o estalo que eu precisava para voltar a pensar em mim como pessoa, em quem eu realmente sou.”
😃 “Acredito que, de todos os pontos que consegui levantar, o mais importante e o de maior foco é APENAS VIVER. Sem me preocupar com metas, dados, entregas. Saber produzir, mas também saber a hora de aproveitar tudo o que estou vivendo e está sendo oferecido.”

Lembre-se de ser um pouco mais gentil com você quando se pegar cobrando-se muito, regulando-se e resistindo a alguma coisa.
Não é uma questão de desleixo ou acomodação. É uma questão de respeitar aquilo que está para além do seu controle, como a forma pela qual a sua biologia funciona.
Em vez de tentar trabalhar com a disciplina, trabalhe com a lógica e pense em um hábito simples que você possa começar a implementar hoje ou amanhã e que possa, com o tempo, substituir um hábito que você sabe que o atrapalha e precisa excluir da sua rotina.


Talvez você seja escravo da sua própria ideia de si mesmo.
Desde que chegamos a este mundo, começamos a nos questionar: “Quem eu sou?”, “Como devo agir?”, “O que esperam de mim?”.
Precisamos disso para sobreviver em sociedade, é inevitável. Precisamos entender do que gostamos e buscamos para construir uma personalidade, mas também precisamos entender como essas coisas se encaixam no mundo e o que os outros também gostam e buscam para que possamos ser “funcionais”.
O problema não está em se adaptar ao mundo ao redor, mas em quando isso deixa de ser uma referência que tenha certa flexibilidade e passa a ser uma exigência sem nenhuma ponderação.
Porque, em um ideal, tudo cabe. Mas, na realidade, as coisas são testadas, e a nossa vulnerabilidade será revelada. Todos vão errar em algum momento desse teste.
A ideia que criou para si mesmo e passou a viver para sustentar pode se tornar uma prisão. Você ficará muito limitado no que pode ou não fazer, pois sempre existirão ameaças a essa imagem irretocável que gostaria de manter.
Por isso, surge o medo excessivo de errar e a dificuldade de decidir: toda decisão ameaça a imagem. Assim, aparece a culpa desproporcional quando você não corresponde ao próprio ideal.
O pior dessa prisão não é apenas limitar o que se pode fazer, mas limitar quem você se permite ser e quem poderia se tornar se trabalhasse com a realidade sobre si.
Se você se apega demais à ideia que construiu sobre si, pode deixar de crescer, pois crescer exige, inevitavelmente, olhar para as suas faltas, vícios e defeitos.
Isso pode implicar ferir e contrariar as suas máscaras, a sua idealização de si mesmo.
Mas ser bom não é uma questão de ser alguém irretocável. Muitas vezes, é uma questão de ser alguém disposto a abrir mão de quem você achava que precisava ser para se tornar o que descobriu ser melhor.
Talvez não seja o mundo que está o limitando, mas, sim, a forma como você se definiu.


Tenho dificuldade para saber qual é o meu sonho. Na terapia, muitas vezes, essa é uma pauta e, simplesmente, parece que não consigo definir. Temo que seja falta de ambição e comodismo.
Em vez de tratar o “sonho” como algo escondido dentro de você, algo esperando ser revelado, pode ser mais efetivo começar a tratar isso como algo que se constrói e que se esclarece depois que você começa a agir com alguma ordem.
E o que seria agir com ordem? Agir dentro de um caminho estabelecido, como se tornar bom, ou excelente em algo específico.
Isso pode ser mais importante do que elaborar uma grande visão. Porque ficar tentando definir um grande sonho, algo que “represente quem você é”, em muitos casos, acaba se tornando uma forma mais sofisticada de inércia.
Porque, enquanto você não define perfeitamente aquilo que deve fazer, não se comprometerá de verdade em começar a fazer nada — o que seria a única forma de construir qualquer coisa.
Nem todos terão um grande chamado evidente. E, mesmo quem o tem, normalmente só reconhece isso após anos de prática em algo concreto. Porque a nossa vontade não se move no vazio; ela precisa de bens concretos para ir se moldando.
Ou seja, você não descobre o que quer olhando para dentro de forma isolada, mas se envolvendo com a realidade: testando, assumindo responsabilidades e permanecendo nelas tempo suficiente para que algo amadureça.
Não saber “qual é o seu sonho” não é, por si só, um problema. O problema só existe se você não estiver seriamente engajada em algo que exija de você constância e esforço. Porque é na permanência — e não na busca abstrata — que o seu desejo irá se organizando.
Talvez o comodismo que você cita não seja uma ausência de um sonho, mas uma recusa a um esforço mais prolongado.
Se você está estudando, trabalhando, assumindo tarefas difíceis e sustentando isso, mesmo sem clareza ainda, por exemplo, isso já não é comodismo. Agora, se você está sempre esperando clareza para começar, aí, sim, pode haver mais uma fuga e uma desculpa do que um objetivo a esperar para poder começar.
Em vez de perguntar “qual é o meu sonho?”, tente se perguntar:
O que, na minha realidade atual, vale a pena ser feito?
O que está ao meu alcance assumir com seriedade agora?
Em que eu posso me tornar melhor, mesmo sem ter certeza absoluta?
Mais uma vez, em fazer algo com o objetivo claro de se desenvolver mora um agir ordenado, e isso é poderoso. Porque é a prática que vai formar em você algumas habilidades que lhe permitirão, então, desejar algo ainda maior.
Eu sei que preciso me exercitar. Tempo até existe; o que falta é vencer as desculpas que eu mesmo invento. Sempre começo… e sempre paro.
Como muitos se empenharam em responder aos desabafos das últimas vezes que fizemos esse exercício, chegou a vez de vocês novamente.
Clique aqui e comente a sua resposta neste post sobre o desabafo acima. A melhor resposta vai figurar em uma das nossas edições.
🦋 Para enviar um desabafo, clique aqui. Queremos te ajudar em uma próxima edição :)
Para as girl bosses (e para as que querem ser uma)
Em um mercado onde ainda faltam grandes referências femininas em posições de liderança, Marcela Rezende é uma delas. Depois de uma carreira internacional por empresas como L’Oréal, Estée Lauder, Bacardi e Alpargatas, hoje ela é CMO e sócia do Stark Bank.
No seis&seis, ela vai compartilhar os bastidores, aprendizados e decisões que a levaram até lá. Garanta seu ingresso.

Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia, por si só, é uma vida.

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cc: @sarah.ferrreira
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