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está no que fazes
18/08/26

BOM DIA
está no que fazes
“Faz o que deves e está no que fazes.” Uma coisa de cada vez; um dia de cada vez. A presença é o ingrediente indispensável na receita da excelência.
….

Algumas dicas para se comunicar melhor, evitar conflitos e más interpretações. Achei muito relevante. 💡
Um livro que li há alguns anos e realmente mudou algumas coisas na minha vida. 📚
Simples, porém importante de se lembrar. ✨
Gosto muito das dicas dessa cozinheira — e adorei essa receita de brigadeiro dela. 🍫

Faça o que deves e está no que fazes

tradução: “A beleza da presença - Estar presente é o maior presente que podemos dar a nós mesmos. É nesse momento que há calma, conexão e clareza.”
Um dos três heterônimos de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, certa vez disse:
“Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.”
A excelência nos pede uma coisa antes de todas as outras: presença.
É colocando tudo o que há de si em cada coisa — mesmo que seja responsável por muitas coisas diferentes — que fazemos bem o que é preciso. E é assim também que construímos uma biografia que podemos chamar de nossa.
Que a hora do trabalho seja dedicada plenamente ao trabalho, com aquilo que lhe é requisitado ali;
Que a hora do descanso seja respeitada;
Que, nos seus momentos em família, toda a sua atenção seja dedicada aos que ama;
Que, quando precisar aprender algo novo, tudo em você que precisa disso esteja focado nisso por alguns instantes.
É assim que se consegue cumprir — e cumprir bem — tudo e tanto que é preciso.
A sua presença é o que constrói tudo aquilo que você pode deixar nesse mundo e que poderá ficar mesmo quando ela não for mais uma possibilidade física/material.
Ser grande, seja em gestos, transformações, algum sucesso material, mas, principalmente, em algum impacto na vida dos que cruzam seu caminho, exige que você seja inteiro no que fizer. Exige presença.
Por isso, a antiga máxima, digna de um lugar cravado na mente de todos nós, é: “Faz o que deves e está no que fazes.”
Das pequenas às maiores tarefas, é dar o tempo devido a cada coisa e estar presente nesse limite de tempo que faz tudo caminhar. Tente se lembrar disso sempre que se sentir sobrecarregado, ansioso e cansado.
Tente colocar tempo e lugar delimitados para cada coisa — no trabalho, no descanso, no não fazer nada, na hora de conversar ou observar — e se comprometa a estar completamente devotado àquilo no limite de tempo que é devido a isso.
Dificilmente o seu desempenho não irá melhorar. E, principalmente, dificilmente você não se tornará uma pessoa mais leve de consciência e, portanto, mais pronta para amar, escolher e agir melhor.
— @Sarinha

85,15% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que, em algumas conversas, conseguiram ouvir de verdade, esforçando-se para prestar verdadeira e plena atenção ao que estava sendo falado. A seguir, alguns comentários:
👂 “Sou diagnosticada com TDAH e isso sempre foi desafiador para mim hahaha. Porém, estou fazendo esse exercício e consegui atingir meu objetivo. Confesso que não em todas as conversas, mas me policiei, principalmente em conversas com pessoas importantes para mim.”
👶 “Muitas vezes, após pegar meu filho na escola, chego em casa cansada do meu dia de trabalho e ainda com coisas por fazer. Muitas vezes, ele ficava andando atrás de mim para contar as coisas do dia dele, e eu, precisando providenciar o jantar, juntar as coisas espalhadas pela casa etc., não parava para ouvi-lo. Nessa semana, fiz diferente: sentei e ouvi de verdade, olhando os olhinhos dele. Senti nossa conexão maior e uma necessidade dele menor de estar comigo o tempo todo. Me senti bem também por não estar ouvindo e pensando em outras coisas ao mesmo tempo. Vou priorizar essas conversas do final do dia!”
🤫 “Consegui realizar o exercício, mesmo quase explodindo para sempre responder assim que a pessoa terminava de falar cada frase kkk. Foi bem complicado, mas senti muito mais intenção em cada frase falada após pensar antes de falar.”

Antes de começar cada pequena tarefa que tiver que cumprir na sua lista de afazeres ao longo da semana, lembre-se mentalmente disso, como um mantra:
Faz o que deves e está no que fazes.
Tente fazer o exercício de dar tudo de si e preocupar-se plenamente apenas com o que lhe cabe em cada devido momento. Isso pode mudar o jogo por completo.


Aquilo que amamos será sempre uma parte de nós.
Nos tornamos, em certa medida, aquilo que amamos. Porque o amor é uma força que orienta a alma. Ele é aquilo que nos conduz na direção de algo.
Por isso, talvez o que há de mais importante na visão de mundo de alguém venha da seguinte pergunta: "o que você ama?"
Quando amamos uma pessoa, ela passa a habitar nossa memória, nossos hábitos e nossa forma de enxergar o mundo. Da mesma forma, quando amamos uma ideia ou qualquer outra coisa, isso molda nossas escolhas.
Aquilo que amamos passa a orientar nossas vidas — e, por isso, realmente se torna parte de nós.
Perder algo que era amado causa muita dor porque não sofremos apenas pela ausência do objeto, mas também porque uma parte da nossa própria história, do nosso eixo, da nossa identidade e da nossa maneira de estar no mundo veio do que foi perdido.
Sendo assim, não deixamos para trás aquilo que amamos de verdade. Nós o carregamos conosco, de alguma forma transformado, mas sempre integrado à nossa história.
O amor é a base da nossa existência, pois é ele que nos faz escolher alguma direção e, assim, estamos sempre nos tornando um pouco daquilo que escolhemos amar.


Sinto que odeio minha rotina e vida atual. Já tentei tanto mudar que nem sei mais quem sou ou para onde ir. Já fiz terapia e sei que o processo é constante, mas estou de saco cheio.
Sinto muito que esteja se sentindo assim. Talvez seja importante um ajuste de perspectiva e também de linguagem, antes mesmo de qualquer outro ajuste concreto na sua rotina. Primeiramente, pergunte-se:
O que eu odeio na minha rotina e vida atual? O que, especificamente?
Será que absolutamente tudo ao meu redor hoje é realmente ruim? Não há nada bom?
Se não vier à sua mente nenhum motivo de alegria ou nada que lhe preencha de alguma forma, antes de tudo, preciso lhe dizer que recomendo uma ajuda profissional.
Descartando essa possibilidade, que é real e costuma aparecer em condições fisicamente disfuncionais — ou seja, uma patologia —, sigamos para um cenário em que consegue perceber que não é toda a sua vida e todas as coisas da sua rotina que não são boas, mas algumas coisas:
Você realmente “odeia” ou está cansada, sobrecarregada, triste e perdida?
É importante dar o nome certo às coisas para conseguir chegar à raiz certa da questão.
Odiar, por exemplo, é uma palavra muito forte. Então, podemos começar a reajustar as coisas por aí: dê o nome certo às coisas e aos sentimentos, pois não é possível consertar o que você não sabe que está quebrado.
Em seguida, se você conseguiu pensar em coisas que são pelo menos um pouco boas na sua vida, que lhe despertam algum tipo de interesse, lhe energizam e lhe dão vontade de dedicar tempo de alguma forma, preste muita atenção nelas nesse momento.
Nessas coisas, que lhe interessam com uma certa naturalidade, lhe tomam a atenção e lhe despertam vontade de fazer, pode estar a sua salvação.
Vou tentar te mostrar como, mas de uma forma breve, porque quero que você, sozinha, siga pensando em formas de usar a mesma lógica.
Se você percebe, por exemplo, que gosta de estar com seus amigos, amigos ou pessoas importantes para você são algo de bom que existe na sua vida, mesmo em meio ao caos.
Pense agora em como aquilo que você faz na sua rotina, mesmo que não goste disso, pode ser um meio para te proporcionar fazer aquilo que gosta. Por exemplo: um trabalho, mesmo que você não goste dele, te rende uma remuneração que te permite sair com seus amigos no fim de semana.
O que quero dizer com isso? Você precisa começar a procurar o sentido das coisas que faz.
Por que você faz o que faz?
Como isso pode ser, de alguma forma, significativo e nutrir aquilo que mais importa para você?
O que mais importa para você?
O que você poderia começar a implementar na sua rotina, que não está boa, para deixá-la mais coerente com essas coisas que importam?
Essas são as perguntas que você precisa começar a se fazer. Porque uma rotina e uma vida se tornam mais significativas e satisfatórias quando aquilo que se faz está alinhado com aquilo que é importante para o sujeito, que tem relevância na sua hierarquia de valores.
Então, talvez um ponto de partida para você seja entender a sua hierarquia de valores: o que mais importa e você mais deseja na sua vida?
Responda sem medo do que alguém poderia pensar. Responda como se não tivesse ninguém avaliando isso — porque não tem mesmo.
Essa é uma pergunta para você. Você é quem precisa saber disso, porque é isso que vai te dar mais entendimento sobre “quem você é”.
Da mesma forma que você deu um nome mais certeiro para o que estava sentindo, vai precisar dar uma forma melhor, mais delineada, para isso que te interessa e faz sentido para você. Aí pode estar o começo da clareza de por onde seguir e sobre o que mudar.
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O jeito mais confiável de se prever o futuro é criando ele.

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cc: @sarah.ferrreira
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