- rising
- Posts
- é só um extra
é só um extra
13/10/26


BOM DIA
é só um extra
temos a tendência de procurar fora aquilo que, de alguma forma, percebemos que nos falta por dentro. mas, se existe uma pobreza na alma, como seria possível apreciar qualquer conquista? e, se existe riqueza, por que ela dependeria da próxima conquista, da próxima linha de chegada para se sentir bem?
….

Você provavelmente já escutou alguma parte de algum desses quatro concertos, mas sabia que eles representam as quatro estações do ano? É muito legal escutar com isso em mente. 💭
Tenho achado lindos os produtos dessa marca. 🕯️
Um filme nada extraordinário, mas que cumpriu o papel do suspense psicológico de capturar a atenção e gerar alguma tensão. 🎞️
E, por falar em vídeos, talvez o tema desse seja uma das suas fontes de ansiedade e possa te ajudar. ✨
Fora das telas, esse livro sobre uma história real, da década de 1990, é bem interessante para quem quer uma leitura que prende até a última página. 📖


“A renúncia é a libertação. Não querer é poder.”
Esse é um trecho do célebre Livro do Desassossego, atribuído ao semi-heterônimo Bernardo Soares (pseudônimo de Fernando Pessoa).
Que me pode dar a China que a minha alma me não tenha já dado? E, se a minha alma mo não pode dar, como mo dará a China, se é com a minha alma que verei a China, se a vir?
Fernando Pessoa está a dizer algo sobre a nossa tendência de procurar fora aquilo que, de alguma forma, percebemos que nos falta por dentro.
Se existe uma pobreza na alma, de que adiantaria a China?
E, se existe riqueza, por que ela dependeria da China?
Porque, veja bem: quem chega até “a China” é sempre você. A sua perspectiva, a sua visão de mundo e de homem.
Podemos mudar de cidade, de relacionamento, de profissão, conquistar mais dinheiro, conhecer lugares extraordinários, mas uma parte de nós é aquilo que permanece em cada uma dessas coisas experimentadas.
Por isso, se essa parte, de alguma forma, não entendeu algumas coisas — ou abriu mão de outras —, ela não se contentará com a China, nem com coisa alguma.
O poeta ainda escreve no mesmo texto:
Somos todos míopes, excepto para dentro. Só o sonho vê com (o) olhar.
Ou seja, não é apenas o que encontramos no mundo que determina aquilo que experimentamos, mas também aquilo que somos capazes de enxergar nele, que vem daquilo que somos.
Por isso, uma paisagem pode ser extraordinária e não tocar alguém em específico;
Por isso, uma vida pode parecer perfeita e, ainda assim, ser vivida por um sujeito vazio.
Às vezes, o que acreditávamos precisar encontrar fora estava apenas esperando que desenvolvêssemos dentro de nós a capacidade de reconhecê-lo.
A renúncia como libertação entra num lugar de não precisar, mesmo que se deseje algo, pois tudo o que há de essencial já se reconhece na riqueza que habita dentro de cada um de nós.
Então, veja como o problema não é desejar as coisas. Isso é natural e um motor para a vida. O problema começa quando transformamos a conquista dessas coisas em condições indispensáveis para estarmos bem.
Quando você pensa, por exemplo, que precisa de uma pessoa em específico para ser feliz e entrega a ela um poder sobre si e seu estado de espírito;
Ou quando se acredita que precisa daquela conquista para se sentir realizado e entrega a ela um poder sobre o seu presente.
Quando é a próxima experiência que finalmente fará a vida valer a pena, você passa a viver à espera dela e nunca no presente, com o que tem. Assim é impossível ser feliz.
A renúncia é a libertação exatamente dessa “prisão”. Porque, se aquilo que deveria apenas enriquecer a existência passa a carregar a responsabilidade de justificá-la, isso torna qualquer um refém dos seus desejos mais instáveis.
Ou seja, mais uma vez, a verdadeira liberdade está justamente em poder desejar sem depender desse objeto de desejo para se reconhecer como um Ser completo e viver plenamente cada dia.
Eu posso querer a China sem precisar que a China me dê alguma coisa que não exista em mim. Entende?
Posso amar sem exigir que alguém me complete, posso buscar sucesso sem precisar dele para provar o meu valor e posso apreciar uma vida bonita sem exigir que cada instante seja extraordinário.
Quando não precisamos que as coisas nos completem, finalmente podemos recebê-las pelo que elas são e contemplá-las por aquilo que são.
Não querer é “poder” e, de forma alguma, é querer ou fazer menos da vida. É reconhecer com mais clareza o infinito que já existe em você e na oportunidade que lhe foi dada de viver.
— @Sarinha

70,37% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram pesquisar em qualquer plataforma sobre algum tema que lhes desperta curiosidade e/ou se arriscar em algum primeiro passo em algo novo e que achem interessante e belo. A seguir, alguns comentários:
🇫🇮 “Estudar finlandês.”
🧘 “Tenho me arriscado a experimentar aulas em diferentes academias, mesmo sem ter uma companhia. Dá uma ansiedade ir a um lugar novo e encontrar pessoas que não conhece, mas tenho feito muitos colegas assim. Já experimentei fitdance, pole dance, pilates e pretendo conhecer mais lugares e aulas.”
🪴 “Sempre quis ter algum hobby artesanal (apesar de não ter talento kk), porém comecei a me permitir mexer com cerâmica. Comecei a assistir a vídeos, ver tutoriais, comprei o básico do material e finalmente está saindo alguma coisa. Tenho como meta produzir de 2 a 3 peças por mês.”

Ao longo da semana, tente observar como cada desejo que surge em você geralmente está ligado a algo muito anterior e interior — de uma peça de roupa até o seu desejo de amar alguém ou de realizar seus maiores sonhos materiais.
Se esse objeto de desejo ganha o poder de te controlar, agitar e até prejudicar de alguma forma, vale pensar em qual falta esse excesso está buscando esconder.
Todo excesso esconde uma falta.


tradução: “almas sensíveis enxergam além.”
Não são as coisas que perturbam os homens, mas os juízos que fazem sobre elas.
É preciso desconfiar da primeira narrativa que a mente constrói.
Porque raramente reagimos aos fatos em si. Reagimos antes à interpretação que fazemos deles. Por mais convincente que pareça, essa interpretação não é sinônimo de realidade — e aí está a raiz da maioria das nossas neuroses.
Um processo importante de amadurecimento é aprender — e criar realmente um hábito — de interromper esse processo automático.
Se perguntar “será que foi exatamente isso que aconteceu ou essa é apenas a maneira como minha mente organizou os fatos?” pode te ajudar a fincar os dois pés na realidade e, assim, agir de forma mais prudente.
Porque agir com prudência implica enxergar a realidade da forma mais próxima possível da verdade.
Isso não resolve todos os problemas e muito menos impede o sofrimento, mas evita que acrescentemos a ele algo que não pertence à realidade.
Sanidade é nada mais, nada menos que manter-se em coerência com a realidade.
É importante aprender a acreditar um pouco menos na primeira versão que a nossa própria mente nos apresenta. Às vezes, isso é até mais importante do que pensar mais sobre a coisa em questão.
💌 Querida vovó,
Eu descobri uma coisa: sabe aquele fim de tarde em que a senhora ia pra cozinha e, de repente, a casa inteira começava a cheirar a bolinho de chuva?
Eu lembro do prato cheio em cima da mesa, do açúcar com canela por cima, de pegar um ainda quente e queimar a ponta dos dedos. Lembro também da senhora falando que era para esperar esfriar…
A receita continua sendo só sua. Mas eu descobri um jeito de levar aquele gosto para o café.
O novo sabor de Cinnamon Roll do Little Bean tem aquele gostinho doce e aconchegante de canela que me lembra você na cozinha quentinha.
Não é a sua receita. Mas acho que a senhora aprovaria.
Só não conta para ninguém que ele está com 40% OFF + frete grátis clicando aqui. Vai que todo mundo resolve matar a saudade de uma vez…


Tenho 31 anos e, por mais que tenha uma carreira, ainda não sei qual é a minha praia. Queria muito uma mudança de ares, área, perspectivas… mas sinto que não gosto de nada.
Recentemente, escutei uma frase que mexeu muito comigo — e ainda estou refletindo sobre ela. Talvez ela possa te ajudar a refletir também:
“Profissão não é pra ‘dar prazer’. É dominar uma habilidade e dispô-la a serviço dos demais.”
Ao longo dos últimos anos, desenvolvemos uma ideia sobre trabalho muito diferente do que existiu ao longo de toda a humanidade.
Talvez, depois de ver uma geração inteira se desgastando emocionalmente e fisicamente por conta do trabalho, fosse preciso repensar. Mas também não podemos ir para o outro extremo, pois a melhor parte sempre está no equilíbrio.
Será que trabalho precisa sempre dar prazer?
Será que ele é a única fonte de propósito para a vida?
Será que também não deve preencher o coração se tornar bom em algo e dispor isso de forma útil para o mundo, mesmo sabendo que nem sempre será prazeroso?
Digo tudo isso porque ultimamente vemos muitas pessoas focadas — talvez além da conta — nessa ideia de encontrar “sua praia” e “seu propósito” no trabalho, e arriscando coisas muito boas com essa postura.
E, no seu caso, que pode estar considerando isso porque tem visto algumas pessoas dizerem que é preciso, já que, como você mesmo disse, nada lhe desperta muito interesse, pode ser especialmente importante ter cautela.
A verdade é que somente algumas pessoas realmente terão grandes talentos. Algo muito fora da curva ou um dom para algo que pode ser rentável costuma ser evidente e já aparecer, de alguma forma, muito cedo na vida. Se bem trabalhadas, essas pessoas terão um potencial de se destacar muito mais que a maioria.
Só que, para essa maioria, não vai existir um chamado ou uma super-habilidade. A realidade, em regra, será ter que trabalhar duro para conseguir fazer alguma coisa bem e ser útil com isso. Mas perceba: isso já é grandioso, muito significativo e dá prazer e sentido profundos para a vida.
O que quero dizer não é que você não tenha algo de melhor a fazer, que você não tenha potencial nem que não deva ir atrás dos seus sonhos.
O que quero é te fazer pensar se a “sua praia” precisa mesmo colocar em risco um trabalho bom que você já tem e que não parece, até então, lhe causar grandes prejuízos em termos materiais e emocionais.
Talvez não seja preciso largar o seu trabalho nem trocar a área em que já construiu algo sólido para viver algo de que curta. Talvez um hobby já fosse ótimo para contemplar isso, por exemplo.
Por mais que a gente gaste muito tempo da vida no trabalho, a vida não se resume a ele. Além disso, nenhum trabalho vai ser 100% a nossa praia. Se fosse assim, literalmente não seria trabalho. Pense nisso.
Na verdade, pense e reflita sobre várias coisas antes de tomar qualquer decisão.
Por que sentimos ciúmes? Às vezes não tem motivo aparente e parece até algo irracional. Mas, mesmo assim, sentimos o bendito ciúme!
Se você ainda quiser responder ao desabafo acima, enviado por um dos nossos leitores, é só clicar aqui e deixar sua resposta no post. A melhor resposta será destacada na próxima edição.
🦋 Para enviar um desabafo, clique aqui. Queremos te ajudar em uma próxima edição :)

As pessoas querem vencer sem nunca perder, mas até o paraíso exige a morte.

Obrigado por ler até aqui! Quão satisfeito você ficou com essa edição? Deixe seu comentário após o voto.
O que você achou da edição de hoje? |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |

🆘 Precisa de ajuda com algum problema? Clique para falar com o nosso suporte.
❌ Se não quiser mais receber nossas edições, é só clicar aqui.
🎟️ Quer anunciar conosco? É só clicar aqui.
cc: @sarah.ferrreira
Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? Toda terça e quinta, na hora que o sol nasce, direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito.
Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia :)



