desarme-se

08/09/26

BOM DIA

desarme-se

já reparou como são legais as pessoas legais? interessante mesmo é ser interessado, chique é conseguir dedicar atenção às pessoas e às coisas, e descolado é ser uma pessoa boa e não inacessível.

….

  1. Este é um livro que vale muito a pena ler. 📚

  2. E esta é a próxima receita que irei testar. 🍰

  3. Quem gosta de música, história, clássicos e de entender um pouco mais sobre o que se passa na cabeça de alguém vai achar isso aqui um máximo. 🎶

  4. E, para quem curte produções nacionais, esta lista tem 10 documentários brasileiros premiados para assistir no streaming. 🎥🇧🇷

  5. Entender isso pode melhorar os seus relacionamentos. ❤️

  6. Este é exatamente o caderno que me acompanha em qualquer lugar. Uso como diário, agenda e também para todo tipo de esboço: ideias, desenhos e sentimentos. 📓

tradução: “sou antissocial”

Não sei você, mas ultimamente tenho visto muitos conteúdos por aí de pessoas falando sobre raiva, preguiça, antipatia e apatia por outras pessoas. Tanta gente falando que “odeia” tantas coisas. Mas será que medimos o peso disso?

Parece que virou cool ser malvado, mal-educado e egoísta, autossuficiente e antissocial. Mas onde isso leva alguém?

Tudo bem dar risada com um meme ou outro, não sejamos chatos. Mas e se chegar a ponto de começar a achar esse tipo de coisa normal?

Recentemente, li algo que me provocou profundamente e que me lembrou isso:

Não ter ninguém que choraria no seu velório é a maior prova de que sua vida foi “imprestável”.

Porque, a não ser que todos que você conheceu e com quem conviveu em algum ponto já tenham ido embora, quer mesmo dizer que você não dedicou amor a ninguém e nem fez algum esforço para ser uma pessoa amável.

A partir de um certo ponto da vida — provavelmente, quando você sai da primeira infância —, para ser amado é bom considerar ser uma pessoa amável. Por isso, inclusive, é importante educar os seus filhos para que sejam pessoas socialmente toleráveis e agradáveis.

Mas, pelo que tenho visto, isso tem parecido um sinal de fraqueza e cafonice. É só pensar com atenção — ou abrir alguma rede social e se deparar com um ou outro vídeo carregado de um humor trágico — para perceber.

É legal falar mal das pessoas e diminuir qualquer um que cause algum mínimo incômodo ao seu ego.

Mas a verdade é que, cafona mesmo, não seria ser uma pessoa incapaz de emprestar sorrisos e fazer alguém sorrir?

  • Não seria fraqueza não ser capaz de sair de si por alguns segundos e se dedicar a alguém?

  • Não seria fraqueza não ajudar alguém de alguma forma e ser uma boa companhia, capaz de escutar e enxergar alguém de verdade?

Convenhamos: isso, sim, é difícil.

Parece surreal a possibilidade de alguém não ter ninguém em seu velório, mas sabia que isso existe mesmo?

Há pessoas que são veladas apenas por freiras que se dedicam a fazer a caridade de rezar por aquela alma que, ao longo da vida, foi ficando solitária.

E se você parar para pensar no quanto é mais fácil se aprisionar nos seus juízos, no seu egoísmo e no conforto de se manter distante e intocável, até faz algum sentido.

Mas é verdade que algumas pessoas tiveram mais dificuldade do que outras para aprender a confiar.

Há quem tenha crescido em ambientes nos quais a gentileza não era uma linguagem familiar, em que o afeto vinha acompanhado de frustração ou em que os relacionamentos ensinaram mais sobre defesa do que sobre entrega. Isso merece compreensão.

  • Mas compreender a origem de um comportamento não significa condenar alguém a permanecer nele.

As circunstâncias que recebemos podem explicar muito sobre quem nos tornamos, mas não precisam determinar para sempre quem seremos.

Então, é claro que vai ser muito mais difícil para alguns aprender a confiar, se entregar e acreditar na gentileza, na bondade e na beleza — mas jamais será impossível. Porque existem, sim, muitas pessoas boas no mundo.

  • Já parou para pensar em como são mais legais essas que são felizes e de bem com a vida? Que sabem ser gentis e que não reclamam de ajudar nem de ter que fazer algum movimento que não seja só em sua função?

Eu tenho certeza que você também, em algum momento, já encontrou alguém assim e pensou no quanto ela era bacana e que isso lhe inspirou alguma coisa boa, de alguma forma.

Tente se recordar dessas pessoas que em algum ponto cruzaram o seu caminho. Tente pegar o exemplo delas como uma referência para que, ao longo da sua jornada, possa ser como elas para outros.

Veja bem, isso pode ser muito mais legal e descolado do que ser frio, distante, intocável e indiferente a tudo e todos.

— @Sarinha

66,67% de vocês votaram “Sim” na enquete da última semana, dizendo que conseguiram seguir refletindo sobre a dádiva de estar simplesmente “se tornando” e pensar sobre uma única pequena coisa que você repetiu sobre a sua personalidade e que acabou virando um “charminho de estimação”. A seguir, o melhor comentário:

🤔 “Quem sou eu? Tenho pensado muito sobre quem sou. Tenho olhado para mim e percebido uma distância entre aquilo que digo que sou e aquilo que, às vezes, tenho sido. Sempre me enxerguei como alguém calmo, paciente e compreensivo, mas ultimamente tenho me visto estressado, impaciente e reagindo de maneiras que não reconheço como minhas. E isso me confronta. Se sou paciente, por que tenho sido tão impaciente? Se sou calmo, por que tenho me irritado tanto? Talvez eu tenha confundido a imagem que construí de mim com quem realmente sou. Não quero fingir que essas partes não existem, mas também não quero deixar que elas me definam. Quero entender de onde vêm, por que estão aparecendo e o que dizem sobre mim. Talvez eu esteja passando por uma fase de reconstrução. Não para criar uma nova imagem de mim, mas para finalmente conhecer aquilo que existe por trás dela. Ainda não sei responder “quem sou eu?” Mas talvez, pela primeira vez, eu esteja realmente disposto a descobrir.

tradução: “eu tentando ser um membro funcional na sociedade, mas todo mundo é tão irritante.”

Ao longo dessa semana, tente prestar mais atenção às pessoas sorridentes, de bem com a vida e que reclamam menos.

Se não achar na sua convivência, tente encontrá-las em um novo lugar, seja essa pessoa quem for te atender em algum estabelecimento ou algum cliente novo.

Tente trocar pelo menos algumas palavras com essas pessoas. Se interesse por elas, e talvez isso te faça sair desse encontro recarregado e inspirado a ser um pouco mais como essa pessoa, uma luz na vida daqueles ao seu redor que, nesse momento, pode não estar tão iluminada assim.

tradução: “ele é capaz de entender.”

A verdadeira genialidade nasce da obsessão.

Isaac Newton

É muito difícil dedicar anos de esforço consistente àquilo que não desperta genuíno interesse.

Quando olhamos para grandes realizações humanas, costumamos enxergar antes a disciplina, o talento ou os resultados. Mas, frequentemente, esquecemos de um ingrediente fundamental: a curiosidade.

O fascínio e o desejo quase inesgotável de continuar explorando um mesmo assunto quando a maioria das pessoas já teria perdido o interesse.

Isso não significa que tudo precise ser prazeroso o tempo todo. Nenhum trabalho sério está livre de dificuldades, frustrações ou tédio. Mas existe uma diferença importante entre enfrentar essas dificuldades em algo que realmente te interessa e tentar sustentá-las indefinidamente em algo que pouco te mobiliza.

  • Especialmente no nosso mundo em que temos infinitos conteúdos imperativos nos dizendo o que fazer e consumir, talvez o interesse genuíno seja uma força subestimada.

Quando ele se encontra com o tempo e a dedicação, deixa de ser apenas entusiasmo passageiro e se transforma em uma capacidade de seguir investigando e, muitas vezes, é justamente essa permanência que produz os resultados mais extraordinários.

Mas o mais legal de tudo é que, mesmo que aquilo que você faça por obrigação e para o seu sustento não seja tão interessante aos seus olhos, dá para relacionar isso de alguma forma àquilo que faz esses olhos brilharem ou incluir isso de alguma forma no jogo.

Talvez seja o seu trabalho que te permita a oportunidade de desprender recursos a um hobby, a alguma habilidade ou a algo que faça sentido pra você, por exemplo.

Ou então, alguma parte, mesmo que pequena, das suas obrigações deve lhe parecer mais interessante, e se der mais atenção a essa parte, talvez possa acabar dominando-a como ninguém. Consegue perceber?

Eu me sinto tão triste. Sinto que não sei viver, como se não tivesse o manual da vida.

Sinto muito que se sinta assim! Realmente desejo que consiga, aos poucos, enxergar a vida com mais cor e alegria.

Tenho poucas informações que possam me ajudar a entender um pouco mais sobre esse seu sentimento — e talvez você também esteja confuso. Então, vou trazer algumas perguntas para que você possa refletir e, quem sabe, conseguir encontrar algum feixe de luz nos seus dias:

  • De onde vem essa ideia de que existe um manual para se viver? Será que faria mesmo sentido um manual, se pensar na variedade de contextos e personalidades diferentes que existem?

  • Do que você mais sente falta hoje? Um trabalho que te preencha? Companhias que te fazem bem? Algo que faça por prazer? Experiências novas?

  • Quando essa tristeza começou?

Veja bem, talvez o manual da sua vida seja você quem deva construir.

  • Quais os valores e princípios que entrariam nesse manual?

  • O que você gosta, quer e é inegociável fazer parte dele?

Tente refletir com seriedade para entender como essas coisas soam para você. É a sua vida! Você não pode fazer questão de construí-la a partir do que tem visto outras pessoas compartilharem na internet, pois elas estão vivendo de acordo com as escolhas delas e o que é importante para elas.

Me pergunto ainda se você não tem se cobrado viver algo só porque vê outras pessoas vivendo ou gostar de algo só porque ficou bonito no post de alguém, por exemplo.

Pode lhe ser muito útil olhar mais para o que é importante para você, para o que você realmente gosta, te desperta interesse… Não há problema se isso for diferente do que você vê a maioria das pessoas fazendo. E, caso não seja diferente, também não há problema.

Entender o que você quer da sua vida e que faz sentido considerando o seu contexto e alguns traços da sua personalidade, que são muito seus, é o que irá te levar por um caminho diferente.

  • O que te interessa de verdade?

  • O que te dá prazer?

  • O que você acha bonito e importante?

Se conseguir e se permitir implementar, pouco a pouco, algumas coisas coerentes com isso na sua rotina, acredito que possa começar a ver a vida por outra perspectiva.

E, especialmente, se conseguir encontrar formas de incluir pessoas que são importantes e legais para você nesses interesses e na sua rotina, acredito que possa encontrar ainda mais motivos pra sorrir.

Por exemplo, chame alguém para uma caminhada ou para tomar café com você na sua cafeteria preferida.

Eu realmente espero que você encontre algumas dessas respostas e consiga implementar algumas das coisas que realmente aprecia nos seus dias para assim poder construir um manual só seu, que seja satisfatório para você, porque contempla o que é importante para você.

Como faço para parar de depender da opinião do outro para ser feliz?

Se você ainda quiser responder ao desabafo acima, enviado por um dos nossos leitores, é só clicar aqui e deixar sua resposta no post. A melhor resposta será destacada na próxima edição.

🦋 Para enviar um desabafo, clique aqui. Queremos te ajudar em uma próxima edição :)

“Andar para frente, porque atrás vem gente.”

Obrigado por ler até aqui! Quão satisfeito você ficou com essa edição? Deixe seu comentário após o voto.

O que você achou da edição de hoje?

Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas.

🆘 Precisa de ajuda com algum problema? Clique para falar com o nosso suporte.

❌ Se não quiser mais receber nossas edições, é só clicar aqui.

🎟️ Quer anunciar conosco? É só clicar aqui.

cc: @sarah.ferrreira

Despertando sua melhor versão. Afinal, se tudo na vida é ponto de vista, por que não aprender um melhor jeito de enxergar? Toda terça e quinta, na hora que o sol nasce, direto na sua caixa de entrada do e-mail favorito.

Dúvidas, feedbacks ou sugestões? Responda esse e-mail ou envie um direct pra gente. Adoramos sua companhia :)

até quinta!