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cura
09/06/26

BOM DIA
cura
curar-se pode exigir abrir mĂŁo da personalidade que foi construĂda em volta da sua dor. VocĂȘ estĂĄ disposto?
âŠ.

Recentemente, vi algumas pessoas fazendo um piquenique e achei muito legal. Por curiosidade, descobri que existem kits de piquenique. đ
Um filme que diz muito sobre o amor para curtir na semana dos namorados. đż
Ainda pensando nos namorados (ou quase isso), mas tambĂ©m em quem nĂŁo estĂĄ nem perto disso: existe trilha sonora melhor que essa? đ¶
JĂĄ te disseram que ciĂșmes Ă© sinal de amor? Talvez seja importante desromantizar essa ideia de uma vez por todas. đȘ
Alguns POVs atrĂĄs sobre relacionamentos. đ
Essa pesquisa aqui, que te ajuda a concorrer a um ingresso VIP para o evento do the news. đ
E, sĂł para fechar, seguimos monotemĂĄticos tambĂ©m na indicação de leitura. â€ïž


tradução: âque a Terra inteira possa conhecer o amor, fim.â
VocĂȘ sente que, antes de se relacionar novamente, precisa estar curado?
Com o Dia dos Namorados chegando, eu gostaria de falar sobre a grande aventura humana: os relacionamentos.
Desta vez, queria refletir sobre uma ideia equivocada que circula muito hoje em dia:
âVocĂȘ precisa estar curado dos seus traumas antes de se relacionar.â
Ou entĂŁo: âVocĂȘ precisa se amar primeiro para conseguir amar alguĂ©m.â
Mas serå que é isso mesmo? Muitas vezes, é diante do outro que entendemos muitos dos nossos padrÔes e crenças que não são funcionais e, até mesmo, curamos traumas.
Porque sĂŁo os relacionamentos dos quais participamos que nos convocam a olhar para nossas sombras, lidar com a falta e com as nossas faltas, considerar perspectivas diferentes e, assim, desenvolver aquilo de que precisamos para ser melhores e ter uma vida mais plena.
SĂŁo os bons relacionamentos que nos dĂŁo vontade de trazer Ă luz o que temos de melhor â talvez justamente porque alguĂ©m finalmente nos fez entender que nĂŁo precisamos ser perfeitos para sermos suficientes.
Afinal, as nossas vulnerabilidades encontraram um lugar em que hĂĄ acolhimento â e isso nos dĂĄ confiança para sermos verdadeiros.
Relacionamentos ruins podem nos destruir, mas os bons podem nos mostrar que, sozinhos, somos, sim, completos. Contudo, quando bem acompanhados, nos tornamos mais plenos.
Algumas pessoas que dedicaram a vida ao estudo e Ă observação da mente, dos comportamentos, da satisfação e das relaçÔes humanas concluĂram algumas coisas no mesmo sentido: nĂŁo Ă© fora dos vĂnculos que nos transformamos, mas por meio deles.
John Bowlby, psicĂłlogo e psiquiatra, ao desenvolver a Teoria do Apego, demonstrou que vĂnculos seguros sĂŁo fundamentais para o desenvolvimento emocional saudĂĄvel, sendo o relacionamento um elemento central â e nĂŁo posterior â ao processo de organização psĂquica.
Para Sigmund Freud, o âpai da psicanĂĄliseâ, Ă© nas relaçÔes que conteĂșdos inconscientes emergem, especialmente por meio da transferĂȘncia, permitindo que conflitos psĂquicos sejam reconhecidos e elaborados.
Carl Jung, psicĂłlogo que desenvolveu sua prĂłpria teoria dentro da Psicologia, compreende o outro como um espelho da psique, indicando que aspectos inconscientes da personalidade se revelam no encontro com o outro.
Os estudos de Mary Ainsworth, psicĂłloga do desenvolvimento, reforçam que a segurança emocional se constrĂłi em relaçÔes consistentes e responsivas, sendo essas experiĂȘncias fundamentais para a regulação afetiva.
Carl Rogers, psicólogo fundador da abordagem humanista, destaca que a aceitação incondicional é uma das principais condiçÔes que favorecem o crescimento psicológico e a mudança.
JĂĄ Donald Winnicott, outro dos grandes psicĂłlogos do desenvolvimento, propĂ”e a noção de âambiente suficientemente bomâ, no qual o indivĂduo pode existir de forma autĂȘntica e, a partir disso, se desenvolver emocionalmente.
Ă quando amamos alguĂ©m por inteiro que aprendemos a amar. E Ă© quando somos verdadeiramente amados que nos âcuramosâ.
Quando temos um ambiente em que podemos nos expressar como somos, até mesmo na nossa pior versão, algo dentro de nós desperta uma vontade de nos tornarmos a nossa melhor versão.
Encarar a grande aventura que sĂŁo os relacionamentos humanos e o amor exige coragem. Mas Ă© com eles que a vida ganha sentido pleno.
â @Sarinha

63,38% de vocĂȘs votaram âSimâ na enquete da Ășltima semana, dizendo que conseguiram se perguntar o porquĂȘ do trabalho que tĂȘm, o porquĂȘ de querer comprar mais algum item, como um relĂłgio, o porquĂȘ de se sentirem pressionados a fazer e querer o mesmo que todos e o porquĂȘ de conviver com as pessoas. A seguir, alguns comentĂĄrios:
đœïž âDepois que li a edição passada, nĂŁo consigo mais comprar nada ou tomar decisĂ”es sem pensar no porquĂȘ de eu querer aquilo, se eu realmente quero ou qual motivo Ă© importante para mim. Obrigada por me ajudar a perceber que nem tudo que queremos Ă©, de fato, aquilo de que precisamos.â
đ± âNa semana passada, passei por uma loja de iPhones e um vendedor me chamou a atenção. Ele disse o seguinte: âPegamos o seu celular antigo como entrada para um novoâ. Achei interessante e fui saber mais. Meu telefone tem seis meses de uso e o valor dele jĂĄ caiu pela metade do que paguei quando o comprei. O vendedor ainda acrescentou: âĂ melhor trocar logo antes que ele perca ainda mais valorâ. Foi quando percebi que somos bombardeados por estĂmulos o tempo todo e que Ă© necessĂĄrio se manter blindada, porque, no meu caso, eu nĂŁo preciso trocar de celular. Ele Ă© novo e me serve muito bem. Um fato Ă©: sempre existirĂĄ um modelo mais novo, recĂ©m-lançado e mais atualizado. Mas isso nĂŁo quer dizer que eu precise dele.â
đŻ âAlguns âporquĂȘsâ foram respondidos, como o porquĂȘ do trabalho e o porquĂȘ de conviver com as pessoas. O porquĂȘ de me sentir pressionado a fazer o mesmo todos os dias (e nĂŁo o mesmo que todos), ainda nĂŁo. NĂŁo quis comprar nada durante o desafio.â

Reflita sobre as relaçÔes mais importantes da sua vida atualmente:
Como elas fizeram de vocĂȘ uma pessoa melhor?
E o que, nelas, te convoca Ă mudança ou desperta uma consciĂȘncia maior sobre seus gatilhos e inseguranças?
Tome seu tempo para pensar. Perceba como os bons vĂnculos que vocĂȘ tem ao seu redor â nĂŁo apenas os romĂąnticos â podem, justamente por isso, potencializar a sua evolução. E tambĂ©m como pode ser difĂcil admitir e acolher aquilo que exige de nĂłs uma postura ativa e disposta a sair do lugar.
Com isso em mente, tente enumerar e escrever alguns pontos â ou o principal deles â da sua forma de agir e responder que tĂȘm perpetuado algum ciclo ruim dentro de vocĂȘ ou dos seus relacionamentos.
Depois, faça o principal: proponha-se uma pequena mudança que interrompa esse ciclo.
Não espere mudar tudo da noite para o dia ou se tornar uma pessoa diferente instantaneamente. Entenda que padrÔes levam tempo para serem transformados, mas que uma pequena mudança pode desencadear muitas outras.


As palavras que vocĂȘ diz se tornam a casa onde vocĂȘ habita.
NĂŁo sĂł as palavras que usamos, mas tambĂ©m a forma como as usamos tĂȘm impacto sobre aquilo em que acreditamos e, consequentemente, sobre a maneira como nos movemos pelo mundo.
Afinal, a palavra tem uma função simbólica: ela não apenas representa a realidade, mas também a organiza em nossa mente. à por meio da linguagem que damos forma ao que sentimos, ao que vivemos e ao que lembramos.
Sem nome, a experiĂȘncia fica difusa, sem sentido e sem conexĂ”es.
Mas, com as palavras, podemos elaborar uma narrativa â e isso cria um contorno para tudo aquilo que Ă© vivido. Esse contorno se transforma na forma como enxergamos o mundo. Consegue perceber?
Ă por meio das palavras que a nossa biografia Ă© tecida. Ă por meio da linguagem que falamos sobre quem somos e o que buscamos, e Ă© em torno disso que nossos pensamentos e comportamentos sĂŁo organizados.
Ou seja, as palavras que vocĂȘ usa com frequĂȘncia sĂŁo importantes, pois vĂŁo moldando a forma como vocĂȘ interpreta o mundo, como se percebe e como se posiciona diante das experiĂȘncias.
Pense na diferença profunda que pode existir entre a motivação para agir de pessoas que dizem:
âNĂŁo consigoâ, âĂ© impossĂvelâ e âsempre dĂĄ erradoâ; ou
âIsso Ă© difĂcil, mas posso tentarâ, âainda nĂŁo seiâ e âestou aprendendoâ.
O seu cĂ©rebro acredita naquilo que vocĂȘ conta para ele. VocĂȘ nĂŁo precisa acreditar em tudo o que ele te diz. VocĂȘ pode assumir o controle e dizer a ele o que prefere pensar e cultivar. Essa Ă© uma grande virada de chave.


Jå tive diversas decepçÔes amorosas. Recentemente, passei por mais uma, marcada por mentiras e mågoas. Estou cansada desse ciclo de as coisas não darem certo com ninguém, enquanto as pessoas ao meu redor namoram. Não quero sentir inveja, mas também gostaria de viver isso.
Uma coisa que pode ser difĂcil de entender Ă© que talvez nĂłs sejamos os responsĂĄveis por esses ciclos que se instauram em nossa vida. Pense comigo:
O que se mantém nessas decepçÔes amorosas, mesmo com pessoas diferentes?
Talvez seja preciso entender que exista algum padrĂŁo de crença e comportamento seu â e nĂŁo do outro. Porque isso vai possibilitar uma mudança verdadeira. Quando nĂłs mudamos, o outro e o mundo tambĂ©m mudam.
Por isso, encontre uma forma de refletir sobre quais partes de vocĂȘ â quais pensamentos, sentimentos, falas e, principalmente, comportamentos â contribuem para que esses ciclos de ânĂŁo dar certo com ninguĂ©mâ, mentiras e mĂĄgoas continuem acontecendo.
VocĂȘ precisa tentar identificar os seus padrĂ”es â e talvez nĂŁo consiga fazer isso sozinha. Um bom psicĂłlogo, por exemplo, pode te ajudar nesse processo e a planejar formas de começar a mudar.
Esse exercĂcio de olhar para quais partes de vocĂȘ atuam na forma como se relaciona com o outro e com o mundo, mantendo exatamente esse padrĂŁo, pode ser muito incĂŽmodo, doloroso e nada fĂĄcil. Mas eu acredito que vocĂȘ consegue e que, quando conseguir, vai transformar aquilo que hoje tem te causado tanta dor.
VocĂȘ precisa entender o que quer para ser capaz de comunicar isso ao outro e nĂŁo permanecer em lugares que nĂŁo sĂŁo coerentes com os seus desejos e valores.
Mudar algumas crenças pode te ajudar a ajustar essa postura e te aproximar daquilo que vocĂȘ mais deseja.
Voltei a me aproximar de alguĂ©m que foi muito importante para mim, mas ainda tenho dĂșvidas sobre querer um relacionamento agora, porque sinto vontade de viver outras experiĂȘncias e manter minha liberdade. Ao mesmo tempo, tenho medo de perder alguĂ©m com quem talvez pudesse dar certo no futuro.
Como muitos se empenharam em responder aos desabafos das Ășltimas vezes que fizemos esse exercĂcio, vamos repetir a dose nesta semana com o desabafo acima.
Clique aqui e comente a sua resposta nesse post. A melhor resposta vai figurar em uma das nossas ediçÔes da próxima semana.
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Assim como o jardim cresce, o jardineiro também precisa crescer.

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cc: @sarah.ferrreira
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