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perdão
17/02/2026

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leveza
bom dia. às vezes, seguir em frente é só soltar aquilo que ainda nos segura para trás.
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NA GAVETA

Este chocolate nacional é uma obra de arte. 🍫
Esta música sempre nos levará às alturas. 🎵
E, por falar em música… Seria esta canção uma das mais sexies de todos os tempos? 🔥
Um recado para quem precisa daquele empurrãozinho. 🗣️
Prepare a pipoca. Este é um dos filmes mais criativos e sensíveis que já assistimos. 🍿
POV

Diante de qualquer acontecimento, temos a liberdade para escolher nossa reação. Quando somos feridos, ocorre o mesmo: podemos optar por perdoar ou agarrar essa “dívida” que alguém tem conosco como parte de quem somos.
Ao longo dos últimos meses, tenho sido muito questionada sobre o porquê de eu ter perdoado algo muito ruim que me aconteceu e que não só me machucou, mas historicamente machuca tantas pessoas. Antes de explicar esse motivo, eu gostaria de falar um pouco sobre o perdão.
Perdoar não é validar o ato, esquecer e tampouco dizer que não doeu. Não é reconciliação, nem permitir que a pessoa continue machucando.
Perdão é uma decisão; a escolha de libertar a pessoa que nos feriu de uma “dívida emocional”. É, conscientemente, deixar de lado o ressentimento, a raiva, o desejo de vingança. É abrir mão disso em prol da nossa própria paz.
Ao perdoar, escolhemos a nossa liberdade. Somos livres, portanto, para não sermos o que fazem conosco, mas para sermos o que fazemos quando fazem algo com a gente.
E é muito difícil perdoar. O primeiro impulso é endurecer o coração, vingar-se e fazer da dor o alicerce. O ego grita por reparação. Parece até injusto perdoar.
Mas o perdão verdadeiro é independente do merecimento, da compensação pela ação que nos feriu ou da possibilidade de repetição… Aliás, isso entra em outra esfera de decisão: a de reconciliar o laço — e, no meu caso, o relacionamento.
Reconciliação exige dois. Ambos os envolvidos precisam dela, mas o perdão é individual.
É importante não confundir isso, pois em diversas situações da vida será bom perdoar, mas não seguir necessariamente ao lado de quem nos feriu.
No final das contas, quem precisa do nosso perdão não é o outro: somos nós mesmos. A outra pessoa pode nem se arrepender, mas, ao liberar perdão, você também se liberta do mal que ela te fez.
Não há paz sincera onde não há perdão. Quem perdoa se retira da guerra interna que escolhe não viver. Mesmo que a vingança fosse feita, isso desfaria o mal que lhe foi causado? (Entendamos aqui vingança não como justiça, mas como compensação do mal com o mal.) Esse é o caminho do orgulho e do ego ferido.
Não controlamos o que fazem conosco, mas sim o que permanece a morar dentro de nós. É claro que ofensas mais graves são mais desafiadoras de perdoar, mas são também as mais libertadoras.
Enquanto continuarmos sem perdoar, estaremos assumindo para a nossa identidade o ressentimento, o sentimento de que somos vítimas e a tristeza de sermos injustiçados. Não por termos sido, mas porque escolhemos não continuar vivendo a partir disso.
Escolher não adotar a dor como parte da sua identidade é algo que só você pode fazer por si mesmo. E, de verdade, por que não escolher o bem em vez do mal que te fizeram?
Prometi explicar o motivo, mas não há nada específico neste episódio. Eu simplesmente quero ser alguém que perdoa.
A dor pode ter existido, mas não terá a palavra final na minha vida.
— @Manu
DESAFIO DO DIA
80,41% de todos os votantes (97 pessoas) na enquete da edição anterior (12/02) disseram ter conseguido escolher uma das histórias que tem repetido para evitar mudar e questionar-se: isso ainda é verdade ou só está me protegendo da transformação que eu sei que preciso? A seguir, alguns comentários:
🎓 “Terminei a faculdade e, crente de que a vida é 8 ou 80, decidi que abandonaria todas as oportunidades para buscar meu sonho. Fui surpreendido com uma oportunidade sem igual na área do meu curso e estou aceitando o fato de que o que é seu será construído — e que essa construção leva tempo. Estou me preparando para honrar a oportunidade, mas sem esquecer o objetivo maior.”
🎉 “Minha história repetida foi: ‘sou festeira e preciso de estímulos para aproveitar a vida’. Sempre usei isso quase como um escudo. Quando parei pra olhar com mais honestidade, percebi o quanto o álcool está no centro dessa narrativa, mesmo eu já sentindo na pele consequências que não me fazem bem. Existe uma parte minha que sabe que precisa mudar, mas outra ainda se agarra a essa identidade, pois mudar parece significar abrir mão de lugares, rotinas e até pessoas. Tenho medo de ficar sozinha, de não parecer mais interessante e de descobrir que talvez eu ache tudo sem graça. Ao mesmo tempo, tem algo dentro de mim que se sente cansado e que já não quer mais lidar com os efeitos que o álcool traz para minha vida. É estranho admitir que o que me dá medo também me chama. Ainda não tenho respostas e nem consegui mudar tudo, mas pela primeira vez estou conseguindo olhar para essa história sem fingir que ela só me protege. Talvez isso já seja o começo de alguma coisa mais verdadeira.”
💪 “Consegui emagrecer 35kg em 1 ano. Por muito tempo, repeti que dieta não funcionava pra mim. Quando questionei essa história, percebi que o que eu precisava era uma mudança de vida. Hoje, cuido da alimentação, me movimento e tenho acompanhamento médico como parte de quem eu sou.”
E sobre o desafio da última edição: se foi criticar a postura, atitude ou palavras de alguém, conseguiu repensar ou refletir sobre o que em você o torna digno de julgar e apontar algo no outro? |
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Vamos ao desafio de hoje…

Escreva uma carta de perdão. Não para entregá-la, mas para libertar alguém que nos magoou.
FILOSOFANDO

tradução: “ninguém liga. trabalhe duro.”
O trabalho poupa-nos de três grandes males: tédio, vício e necessidade.
O trabalho, quando vivido com sentido e entrega, é uma escola de virtudes. Por isso, pode também se tornar muito apreciado.
Não me refiro a um trabalho glamuroso, multimilionário e repleto de holofotes, como alguns ultimamente têm acreditado ser o único formato válido, mesmo sendo bastante idealizado — afinal, todo trabalho é, em certa medida, maçante.
Estou falando do trabalho verdadeiro e real para todos — comum, repetitivo, silencioso — aquele que continua sendo realizado mesmo sem que ninguém veja e sem performance.
Estou dizendo do trabalho que surge de uma intenção de melhorar algo, servir e ter utilidade. Pois é ali que a pessoa de alguém se forma.
Não é uma questão de apenas produzir mais, mas se tornar melhor.
Disciplina, ordem, pontualidade, força, atenção a detalhes, paciência, ponderação... tudo isso que qualquer TRABALHO verdadeiro exige molda caráter e treina virtudes, muito antes de qualquer resultado aparecer.
Por isso, você pode aprender a amar verdadeiramente o seu trabalho caso você se dedique minimamente a ele. Isso está, de alguma forma, te formando e transformando em um ser humano melhor — e isso é um grande motivo para agradecer.
Trabalhar bem é uma forma de se governar e ordenar a mente, evitando que ela se torne terreno fértil para o excesso, o descontrole ou o vazio.
O trabalho nos puxa para a realidade e nos tira, ainda que por alguns instantes, do centro de nosso ser. É nesse estado que construímos os frutos mais saborosos da vida: o amor, bons relacionamentos, serviços úteis e bem feitos.
O trabalho amadurece o indivíduo, fazendo-o aprender que o que é bom não surge de grandes intenções, mas de uma fidelidade diária a algo.
— @Sarinha
DESABAFO

Estou enfrentando um momento muito difícil na minha vida. Me endividei, fiz vários empréstimos e nem me lembro no que gastei o dinheiro. Tenho problema com bebidas, colocando minha vida em risco e de outras pessoas em risco ao dirigir bêbado. Não tive uma paixão correspondida pela primeira pessoa que tentei realmente viver.
Obrigado por confiar em nós ao compartilhar algo tão sensível. O que você está vivendo é muito sério, mas pode ser transformado — como tudo na vida, acredito eu.
O mais importante é que você já deu o primeiro passo: reconhecer isso. Isso exige coragem.
Quando as coisas saem do controle em várias áreas da vida — dinheiro, saúde, afetos — a tendência é sentir-se perdido e achar que não há saída. Mas há, e ela começa devagar, passo a passo.
Você não precisa resolver tudo de uma vez, mas precisa escolher o primeiro movimento.
Buscar ajuda profissional (financeira, emocional, médica) pode ser o primeiro passo.
E se você está colocando a própria vida em risco com o álcool e a direção, isso precisa ser interrompido imediatamente. Por você e por todos ao seu redor. Para isso, você sabe o que deve fazer.
Sobre a decepção amorosa: é fundamental focar em você antes de qualquer coisa. Cuide de si e se ame antes que alguém possa fazê-lo. Por mais clichê que isso soe, os clichês existem por um motivo. Pense nisso.
Foque no futuro. Você não é o que fez, mas é o que escolhe fazer a partir de agora — e ainda dá tempo. Sempre dá.
— @Gabi
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LAST BUT NOT LEAST
Perdoar é recusar transformar ferida em identidade.
OPINIÃO DO LEITOR
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RODAPÉ
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