confiança cega

29/01/2026

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confiança cega

bom dia. quando foi que você parou de pensar por conta própria? sem perceber, você talvez esteja buscando fora o que só se constrói dentro: discernimento.

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NA GAVETA
  1. Um filme para quem gosta de histórias reais — e da realeza. 🎞️

  2. Para inspirar o seu dia.

  3. Um lanche fácil e saudável. 😋

  4. 5 coisas que me dão dopamina sem ser o meu celular. ⚡️

  5. Esse canal no YouTube explora, de forma curiosa e com forte apelo estético, novas maneiras de morar e viver. 🛻

  6. Desejo e amor podem coexistir? Este podcast explora bem o assunto.

POV

Seria a inteligência artificial o novo Deus?

Existe algo curioso acontecendo: as pessoas já não perguntam para pensar, mas para obedecer. Buscam respostas prontas, não reflexão. Não querem atravessar a dúvida, mas alguém que diga o que fazer, o que escolher e o que sentir.

Antes, essa terceirização ia para Deus, para a fé e a uma autoridade espiritual. Agora, vai para a inteligência artificial.

É como se o céu tivesse descido à terra em forma de algoritmo — onisciente, rápido e sempre disponível.

  • Você pergunta; ela responde.

  • Você hesita; ela decide.

  • Você sente confusão; ela organiza.

O problema não está na ferramenta, mas na relação, nessa fé cega que faz parecer que essa tecnologia está sempre certa e sabe o que é melhor para você.

Quando tudo vira pergunta externa, algo interno atrofia. O discernimento não se desenvolve se é constantemente substituído; a intuição não amadurece se nunca é escutada; a responsabilidade não existe para quem prefere a segurança de “alguém sabe melhor do que eu”.

Em 2023, um culto experimental chamado Way of the Future — fundado por um ex-engenheiro do Google — chamou atenção por propor a criação de uma divindade baseada em inteligência artificial.

A proposta era desenvolver uma tecnologia tão poderosa que se tornasse objeto de adoração, com princípios próprios e “ensinamentos”. Embora tenha sido encerrado oficialmente, tal culto simboliza algo maior: a substituição simbólica da fé pela máquina.

Em outras partes do mundo, iniciativas mais discretas têm crescido.

  • 🇻🇦 No Vaticano, já se discute como algoritmos podem ajudar em decisões morais ou em atendimentos pastorais.

  • 🇺🇸 Nos Estados Unidos, pesquisadores testaram o uso de IA para simular sessões de confissão — com chatbots capazes de “ouvir” pecados e oferecer respostas baseadas na doutrina católica.

Tudo isso revela uma tendência: estamos transferindo para a inteligência artificial funções antes atribuídas à religião — dar direção, sentido e consolo. A tecnologia torna-se guia, conselheira, juíza.

A IA pode tudo, menos sentir. Ela responde, mas não acolhe. Calcula, mas não compreende a alma humana.

O risco pode não estar em a tecnologia ser poderosa, mas em nós ficarmos fracos. Porque pensar dá trabalho, decidir gera consequência e assumir escolhas exige maturidade.

É muito mais confortável entregar a alguém — ou a algo — a tarefa de dizer o que é certo. Mas, toda vez que você terceiriza o pensamento, terceiriza também a autoria da própria vida.

Deus, para muitos, é menos sobre respostas e mais sobre sentido. A inteligência artificial não oferece significado.

@Gabi

APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION

Você sabe qual tipo de medo você sente?

Nem todo medo é ruim. Se você vai pular de paraquedas e sente medo, ótimo: é o cérebro reconhecendo um risco real e te colocando em alerta para agir com consciência. Esse é o medo que protege, ele não te impede de viver a experiência, só de ser imprudente.

  • O problema começa quando o medo passa a responder a cenários que só existem na sua cabeça: o medo de não dar conta, não se adaptar, se arrepender antes mesmo de tentar. Esse não protege, paralisa.

Poucos desejos deixam isso tão claro quanto o de medo morar fora. Pode ser um desafio, mas é aquela experiência que, no final, vale a pena.

A D4U ajuda a transformar o desejo de morar fora em realidade, com planejamento e direção, para que o medo que sobre seja só o saudável. 👉 Saiba mais aqui.

DESAFIO DO DIA

68,88% de todos os votantes (196 pessoas) na enquete da edição anterior (27/01) disseram ter respirado, esperado, guardado e refletido mais antes de verbalizar uma resposta, especialmente se ela surgiu rápido à sua cabeça. Abaixo, alguns comentários:

🤔 “Na maior parte das respostas rápidas que minha mente elabora, antes de decidir tomar essa decisão, eu reflito mais sobre e uma das perguntas que me faço é: ‘Tá, é mais fácil, rápido e prático, mas será que vale a pena comparado com todo o processo suportável que eu passaria fazendo algo mais demorado e com o resultado mil vezes melhor que o caminho fácil? Será mesmo que vale a pena?’

👯 “Ano passado, rompi uma amizade, porém não teve conversa: só paramos de conversar. Até que mandei uma foto de lembrança nossa e começamos a conversar. Nisso, ele perguntou se eu tinha algo para resolver com ele e do meu lado está tudo bem, mas ele tinha coisas para falar comigo, eu li, entendi, pontuei algumas coisas, outras deixei quieto e nos resolvemos. Se fosse antigamente, eu tentaria me defender sem nem pensar.

😶 “Tenho me mantido quieta na maioria dos assuntos que não são pertinentes. Acho que a maturidade me fez pensar mais no que vale a pena gastar minha energia. Então, minha opinião é emitida na mente e depois jogada no lixo das memórias, só pelo prazer de ter o que dizer, mas não precisar hahaha. É um exercício pra mente e uma reserva à insignificância.

E sobre o desafio da última edição: você guardou o texto da edição em algum lugar para que, em momentos de ansiedade e falta de paciência com o processo das coisas, possa lembrar-se do que é o “normal”.

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Vamos ao desafio de hoje…

Antes de perguntar algo externamente, pergunte internamente. Tente sustentar uma dúvida em vez de correr para resolver.

  • Respire nela;

  • Ouça seu próprio pensamento.

O que você precisa pode não ser uma resposta imediata, mas um silêncio maior para escutar a Deus e a si mesmo.

FILOSOFANDO

tradução: “o pensador / o executor.”

O sentido do conhecimento é a ação, não o conhecimento.

Aristóteles

Aristóteles disse certa vez: “estude com moderação.” Isso porque dificilmente alguém que ainda não seja muito experiente e tenha certa inclinação para uma vida intelectual conseguirá ficar quatro ou cinco horas estudando.

  • E, até mesmo para os experientes, o tempo raramente passa muito disso. Justamente porque o sentido do conhecimento é a ação, e não o acúmulo abstrato de saber.

Então, você pode perguntar: o que deve fazer alguém que ainda não é experiente na vida intelectual, mas quer e precisa aprender?

Trabalhar bem. Executar o trabalho atual da melhor forma possível, com a consciência de que se está cumprindo um dever moral importante e altamente eficaz no que tange ao aprendizado real.

Assim, com essa entrega, ganham-se energia, experiência e um aprendizado que ajuda a dar sentido àquilo que, no tempo que resta — e com os limites das próprias habilidades — se consegue estudar.

DESABAFO

Já fazem quase 10 anos que meu pai partiu. Foi na adolescência e, ainda hoje, já adulta, me pego sentindo uma falta absurda, vontade de ter vivido com ele momentos que não tive a oportunidade. Às vezes me culpo, pois, poxa, já fazem quase 10 anos… eu não deveria ter superado? Mas vou seguindo. A maioria dos dias vivo bem; são muito poucos os dias que fico mal por conta disso — porém, esses dias me derrubam.

Primeiramente, sinto muito pela sua perda. Nenhum pai ou mãe deveria partir enquanto seus filhos ainda são crianças ou adolescentes. Essa dor realmente só não deve ser maior do que a de perder um filho.

Agora, talvez esse “superar” que você esteja esperando nunca venha a existir. Pode ser que a sua mente esteja idealizando um cenário em que a dor e a saudade partirão por completo, mas isso não vai acontecer.

E mais: será que você quer que isso aconteça? Para esses sentimentos desaparecerem, provavelmente seria preciso apagar da sua vida todas as memórias e ensinamentos que você colecionou no tempo que teve com o seu pai. Será que é isso mesmo que você quer?

O que seu pai foi para você — assim como a forma como ele partiu — faz parte da sua história e de quem você se tornou.

Enquanto você caminha nessa vida, talvez perceba que pode levar essa parte dele com você — uma parte viva, que existe aí dentro — e que acompanha justamente esses momentos em que você gostaria de tê-lo aqui também fisicamente.

  • Enquanto você viver, de alguma forma, ele vive aqui também, através do legado que deixou, das lembranças e do amor que permanecem em você.

O preço de seguir com isso é mesmo a saudade, a falta, um certo vazio. E espero que você consiga, aos poucos, não se sentir mais culpada por honrar esse amor e essa história.

Por isso, te pergunto: será que isso que você sente hoje já não é superação? Será que você realmente não superou?

Porque, quando você me diz que “esses dias me derrubam”, o importante, tratando-se de luto, é entender se isso afeta profundamente a sua vida — se esse sentimento é intenso a ponto de te prejudicar e te paralisar nas coisas que precisa fazer.

Se for o caso, talvez um profissional possa te ajudar — e muito. Procure um psicólogo em quem confie. Existem, inclusive, aqueles com mais experiência em questões de luto.

Mas se esse sentimento vem, dói, mas não te paralisa, talvez isso já seja um sinal de que você superou, sim, da melhor forma possível. Porque superar não significa esquecer — e esquecer, talvez, não seja mesmo o que você queira.

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LAST BUT NOT LEAST

As correntes que te prendem são mais mentais do que físicas.

OPiNIÃO DO LEITOR

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RODAPÉ

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