calma

08/01/2026

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calma

você corre contra o tempo para acumular mais tempo.

mas e o tempo que lhe sobra: você tem aproveitado?

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POV

Talvez você esteja muito acelerado

tradução: “essa é uma estrada lenta e cheia de paz.”

Temos andado com os dois pés no acelerador. Algumas pessoas, por natureza, são aceleradas e não conseguem ficar quietas ou caminhar em um passo mais lento, mas não é disso que estou falando.

Quero dizer que hoje temos muitas ferramentas que nos permitem realizar várias tarefas simultaneamente — e todas com grande rapidez.

Nesse cenário, a calma se tornou uma habilidade escassa e talvez mais necessária do que nunca. O motivo? A pressa — ou a ilusão de fazer tantas coisas ao mesmo tempo — pode estar te adoecendo. Você provavelmente já sentiu algum desses sintomas:

  • Cabeça pesada e dolorida no fim do dia;

  • Pescoço ou coluna travados;

  • Insônia, sonolência e fadiga, mesmo ainda no início do dia;

  • Memória ruim e esquecimento;

  • Gastrite, dermatite, herpes, acne ou algum tipo de inflamação;

  • Batimentos cardíacos acelerados;

  • Imunidade baixa;

  • Postura inadequada ou dificuldade de sustentar o próprio corpo;

  • Tristeza e sensação de vazio sem motivo;

  • Atenção dispersa;

  • Irritabilidade, agressividade ou falta de paciência;

  • Apatia, compulsão…

E aí te pergunto: quando foi a última vez que você prestou atenção ao que seu corpo estava te dizendo? Qual foi a última vez que se atentou de verdade a alguma coisa?

Vamos além:

Qual foi a última vez que você sentou e tomou uma xícara de café sem pressa e sem nenhum outro estímulo por perto para te manter ocupado?

Qual foi a última vez que você deu seu tempo a alguém? Conversou, escutou, olhou nos olhos, prestou ajuda ou simplesmente esteve presente na vida de alguém?

Eu ouso dizer que a maioria aqui não tem coragem — nem vontade — de conversar com um estranho em uma sala de espera ou de ser prestativo com alguém que precisa de ajuda.

Tudo isso por estarem muito centrados em suas ocupações e em sua vida “social” virtual, que serve como conteúdo infinito e frenético para os próprios pensamentos — e isso já exige tempo demais.

Temos muitos estímulos que geram demanda sem fim e, inconscientemente, muita pressa. Essa pressa tem nos deixado ansiosos, antissociais, dispersos e desesperados.

Corremos contra o relógio para acumular mais tempo livre. Mas, ao conseguirmos esse tempo, estamos cansados demais e, por vezes, não o aproveitamos da melhor forma: com experiências reais.

Porque a experiência não é uma vivência qualquer, mas aquilo que nos acontece e nos transforma. Não é um fato isolado, mas uma relação com o que está fora de nós — e acessar essa relação pressupõe reflexão, aprendizado ou impacto duradouro.

Um mal do nosso tempo é a perda de experiências profundas. Temos contato com um pouco de tudo de forma rasa. Com muito pouco nos conectamos de verdade, a ponto de permitir que aquilo nos toque. São muitos saberes, relações e vontades superficiais — mas um sofrimento profundo.

Não é à toa que, mesmo na era em que mais se fala sobre saúde mental, mais pessoas adoecem.

Porque até para cuidar da saúde mental se impõe uma certa urgência, uma ânsia que, em vez de acolher e acalmar, cobra, apressa e cria mais uma demanda a cumprir, mais uma meta a vencer, mais um item na eterna to-do list.

Talvez essa obsessão por ser produtivo em cada segundo pode ter roubado sua paz, tranquilidade e liberdade — exatamente o que você busca ao se cobrar demais.

E como diz a sabedoria antiga, lapidada ao longo de gerações: a pressa é inimiga da perfeição. Basta lembrar quantas escolhas apressadas foram realmente bem feitas, originais ou transformadoras.

Geralmente, é na calma, quando a mente tem espaço para refletir, observar ou simplesmente não correr, que surgem as boas ideias — livres da poluição da ansiedade, da sobrecarga e da tensão.

Então, pense com intenção: por que tanta pressa?

  • Que você saia um pouco mais cedo de casa para não se agitar no trânsito;

  • Que desligue o celular por um fim de semana para descansar;

  • Que deixe alguma tarefa pra amanhã, pois não fará tantas voltas sem chegar a algum lugar, se apenas der um tempo pra sua mente recarregar;

  • Que amadureça para entender que se tornar bom e bem-sucedido leva tempo — e que desacelerar pode, na verdade, ser favorável para você.

Faça o que achar melhor, mas, de algum jeito, tente se acalmar um pouco. Não é saudável viver nesse estado frenético.

DESAFIO DO DIA

68,28% de todos os votantes (145 pessoas) na enquete da edição anterior (06/01) disseram ter listado o que já estava dando certo em 2025 para sustentar este ano, sem culpa, sem pressa e sem a fantasia de recomeçar tudo do zero. Abaixo, alguns comentários:

📰 “Gosto do meu hábito matinal de ler as notícias enquanto tomo um café. Assim que acordo, bebo água e me alongo um pouco antes de fazer qualquer outra coisa. Sinto que não importa o que aconteça no meu dia, essa é uma etapa que não pode faltar.

📖 Manter o hábito da minha prática de atividade física diariamente. Leitura diária. E algo novo, toda semana.

💵 “Sim, antes de listar minhas metas pra 2026, voltei para revisar as de 2025 — e uma delas, que reconheci ter dado certo, foi a de economizar dinheiro. Foi um objetivo que defini e consegui cumprir em 2025 e que levei mais uma vez para 2026, pois em vez de pensar em recomeçar, quero apenas continuar o progresso que já venho fazendo!

💪 “Um hábito que comecei ano passado — e me fez muito bem — foi o de ter uma rotina de exercícios. Meu corpo mudou e me senti mais confiante, além de ter aprendido errando bastante, o que me torna melhor agora. Também quero continuar saindo aos sábados com meus amigos, atualizando nossas vidas e aproveitando cada vez mais a companhia deles. ❤”

E sobre o desafio da última edição: você conseguiu separar o fato da interpretação? Conseguiu pausar antes de reagir e perguntar a si mesmo: “O que aconteceu de fato?”

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Vamos ao desafio de hoje…

Você pode exercitar, gradualmente, a sua calma e a sua presença. Comece evitando realizar mais de uma tarefa simultaneamente — ou tentar ficar mais em silêncio:

  • Se estiver no trânsito, observe o percurso, mesmo que o faça todos os dias, e não mexa no celular;

  • Na hora do treino ou de uma refeição, não coloque música, nem fique assistindo vídeos e respondendo mensagens; apenas tente prestar atenção no seu corpo.

De pouco em pouco, esse tipo de escolha pode te ajudar.

FILOSOFANDO

Não é a falta de tempo que nos limita, é a forma como o desperdiçamos.

Sêneca

Hoje, o tempo escorre pelo celular, entre discussões inúteis, em brigas que não levam a lugar nenhum, comparações, preguiça…

O tédio, que antes impulsionava as pessoas para fora de si — para conversar, criar, observar, inventar —, tornou-se algo intolerável. Qualquer segundo de tempo livre precisa ser preenchido.

O problema é que, sem esses espaços de tempo, também perdemos profundidade. Perdem-se conversas longas, a presença e a capacidade de sustentar uma ideia, um incômodo ou uma pergunta sem resposta imediata.

Talvez o cansaço que muita gente sente não vem da falta de tempo, mas do excesso de estímulos — de viver reagindo o dia todo, sem escolher onde colocar a atenção.

Porque o tempo que você entrega ao automático não volta em forma de vida, mas como exaustão.

@Gabi

DESABAFO

tradução: “mais importante ainda, você deve sempre ter fé em si mesmo.”

Eu entrei em crise no ano novo. Crise de que irei fazer 29; nunca mais terei os "20 e tantos anos" e sinto que não fiz nada e nem conquistei nada.

Essa crise não é sobre fazer 29; é sobre comparação. A ideia de que há um “pacote” de conquistas que deveria ter sido entregue até os vinte e poucos e, se não foi, algo deu errado. Mas isso não é verdade.

Os vinte e poucos anos não são uma fase de colheita, mas de formação. Confusão, tentativa, erro, recomeço e insegurança fazem parte. O problema é que classificamos isso como fracasso quando, na verdade, é construção.

Você não “não fez nada”. Viveu, aprendeu, errou e se ajustou, por mais que essas coisas não sejam um marco claro.

Há também uma armadilha perigosa nessa crise: medir valor pessoal por conquistas visíveis. Como se a vida contasse apenas com título, cargo, casamento, dinheiro e status. Se fosse isso, por que tanta gente que “conquistou tudo” cedo passa os 30 tentando entender por que continua vazia?

E vou te contar algo do futuro, dos meus 31 anos: os 30 trazem algo mágico chamado maturidade. Neste momento, o “não” ganha poder e o “sim” adquire propósito. É a fase de escolher com sabedoria o que entra na sua vida e o que você deixa para trás — pessoas, hábitos e medos.

Os 30 são uma dança entre liberdade e responsabilidade, sonhos antigos que se realizam e novos que começam a nascer. É a década de praticar generosidade consigo mesma e manter firmeza com o mundo. Nós nos tornamos muito mais seguras — é impressionante.

Não tenha medo. Você está exatamente onde deveria estar, pronta para florescer de um jeito que só os 30 permitem.

@Gabi

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APRESENTADO POR D4U IMMIGRATION

Você não construiu tudo isso à toa

Existe um mito de que imigrar é começar do zero… mas não é. Para mulheres que já investiram anos em formação e carreira, a mudança pode ser continuidade. O mercado americano valoriza a especialização e, em áreas como saúde, tecnologia, educação e negócios, suas trajetórias profissionais podem viabilizar o Green Card via EB-2 NIW.

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LAST BUT NOT LEAST

Quem é feliz, facilita.

OPINIÃO DO LEITOR

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