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a nova riqueza
05/05/26

BOM DIA
a nova riqueza
a verdadeira riqueza se tornou uma mente calma, que seja capaz de se satisfazer sem precisar contar com múltiplos estímulos. as habilidades mais escassas e valorosas estarão naqueles que conseguirem resistir ao tédio por mais tempo.
….

Isso aqui também deve ser legal para quem quer algo para se distrair fora do celular. 🖌️
Comprei esse mini guarda-chuva e valeu muito a pena, pois cabe em todo lugar. 🌂
Meu bolo favorito é o de laranja. Já fiz essa receita e adorei. 🍊
Você quer mudar, de verdade? Então, escute isso com atenção. Pode fazer diferença. ✨
Crescemos ouvindo que desistir é fraqueza. Mas será que insistir em tudo é mesmo força… ou só medo de largar o que já não faz sentido? 🤔


Você ainda consegue enfrentar uma fila de espera? Recentemente, a sala de espera de um médico me rendeu uma boa reflexão.
Fui fazer minha consulta de rotina no oftalmologista e, na sala de espera, passei um tempo com outros dois jovens adultos e um senhor, que julgaria ter entre 70 e 80 anos.
Quando cheguei na sala, esse senhor, de cabelos completamente brancos e aparência tranquila, já estava lá, sentado com postura ereta.
No momento em que entrei, desviou o olhar da parede à sua frente e me cumprimentou com um grande sorriso no rosto. Em seguida, voltou a olhar para frente — para o nada —, com coluna e pescoço eretos e as mãos repousadas sobre as pernas, tão calmo quanto um monge a meditar.
Instantes depois, chegaram os dois jovens adultos… que não nos cumprimentaram; apenas se sentaram, ou melhor, se desmontaram nas cadeiras ao lado e, instantaneamente, tiraram o celular do bolso.
Como alguém que costuma observar, confesso que senti certa aflição ao ver aqueles pescoços curvados e os olhos imersos na tela.
Voltei minha atenção para aquele gentil e tranquilo senhor ao meu lado. Ele permanecia sentado — com boa postura, olhando para as coisas à sua frente —, sem demonstrar nenhum incômodo em relação ao tédio de uma sala de espera. Naquele momento, a cena começou a me provocar.
Ele estava tão tranquilo sem estímulos que isso, estranhamente, me pareceu muito estranho.
Então, resolvi acompanhá-lo: não pegar no celular e apenas esperar, sem fazer nada e com boa postura, enquanto ele estivesse ali, sustentando tudo isso, para experimentar aquela forma de presença e também testar minha resiliência ao tédio.
Afinal, o que sentia, no fundo do coração, que deveria mesmo me parecer estranho era o contrário. O resultado foi o seguinte:
Foi muito difícil ficar sem mexer no celular. Minha mente me dizia o tempo todo que havia alguma coisa que eu tinha para resolver, adiantar ou responder ali.
Não foi fácil sustentar minha postura sentada na cadeira e escutar o silêncio. Ao mesmo tempo, também percebi uma dificuldade gigantesca em interagir com o que tinha de real ali — pessoas — para passar o tempo; afinal, estava apenas curtindo o tédio.
No fim do exercício, quando o senhor foi chamado para sua consulta, me arrebatou tanto uma sensação de alívio por ter ficado alguns bons instantes longe das demandas virtuais, como uma preocupação com o que a experiência me mostrou.
Aquele senhor na fila, apenas esperando, me fez refletir muito sobre a minha fragilidade diante do incômodo.
Me dei conta de como, ao longo de sua vida, sem ter tantos recursos dopaminérgicos e ferramentas que facilitam absolutamente todo processo, ele provavelmente foi uma pessoa capaz de enfrentar grande parte das situações difíceis com muito mais naturalidade e leveza do que eu.
O simples motivo: viveu mais tempo acostumado a lidar com o incômodo, com a dificuldade, com a espera e, especialmente, com o tédio.
Estamos tão confortáveis que até os incômodos normais se tornaram insuportáveis — e essa se tornou nossa maior fraqueza. A cultura do consumo e do conforto, que vende “felicidade” em forma de produto e fórmulas, na verdade entrega vazio, fragilidade, impaciência e uma angústia profunda. Porque:
As maiores alegrias estão nas coisas que, em alguma medida, serão mais difíceis e exigirão certas renúncias, tempo, paciência e resiliência.
As melhores coisas são as que se estabelecem em solo firme — e esse solo, para existir, demanda entrega verdadeira, no que quer que seja.
Então, não estaríamos correndo o risco de cultivar uma vida triste e miserável tentando nos firmar no solo instável das coisas mais fáceis, rápidas e confortáveis?
Se a sua vida for guiada apenas pelo que gera prazeres momentâneos, você estará sempre patinando em solo inseguro; afinal, desejos, sentimentos e prazeres são coisas que mudam constantemente. Disso surge o vazio e a frustração.
Por isso, pode ser válido treinar o desconforto nas pequenas coisas. Para se acostumar com o difícil, entender que ele é parte de uma vida significativa.
Pequenos hábitos: um banho gelado, não escutar uma música e resistir ao silêncio, não comer um doce todos os dias depois do almoço… tudo isso pode treinar seu corpo e sua mente para lidar com incômodos e se tornar mais forte ao longo do tempo.
Porque a excelência nas coisas grandes começa no comprometimento com as pequenas. Uma alma fortalecida consegue não apenas suportar a vida, mas vivê-la em plenitude, levando ao ápice o potencial humano.
Esse é realmente um problema de dependência. Precisamos nos “desviciar” do conforto e do frenesi de estímulos, pelo bem da nossa própria natureza.
— @Sarinha

92,31% de vocês votaram Sim na enquete da última semana, dizendo que conseguiram refletir que, na hora de tomar uma decisão, qualquer uma das opções tem vantagens e desvantagens — e o risco de dar certo ou não é mesmo incontrolável. A seguir, alguns comentários:
😮💨 “Tinha o costume de fechar minha mente a poucas opções que me pareciam"estáveis". Porém, tenho percebido que isso não me deu paz ou tranquilidade, mas na verdade angustia, pois ficava paralisada mesmo quando aquela opção já não era sustentável. Agora, tento tomar minhas decisões tendo em mente que posso mudar de ideia e que algo que talvez era vantajoso no passado, pode não ser mais, e que talvez seja hora de mudar de escolha.”
💕 “Toda e qualquer decisão te faz abrir mão de outras possibilidades. Acho que o que pesa mais é sair da zona de conforto. Quanto mais medo tivermos da mudança, nosso mundo vai encolhendo e vamos perdendo a tal zona de conforto. Precisamos buscar coragem, sempre!!”
🎓 “Eu acho que tudo na vida tem os dois lados da moeda. Às vezes, por medo de tentar algo, desistimos e ficamos na dúvida ‘e se…’ E quando tomamos a decisão de algo repentinamente e o risco é o não, na maioria das vezes criamos um bloqueio de não tentamos novamente.”
Vamos ao desafio desta semana…

tradução: “o objetivo final.”
Quero te convidar a dois exercícios.
1) Assim como eu fiz naquela fila de espera, faça questão de criar alguma oportunidade ao longo do dia para apenas estar presente.
De preferência, tente interagir com alguém ou contemplar algo na natureza. O objetivo é não pensar em nada além daquele momento e, é claro, ficar longe do celular, do computador ou de fone de ouvido.
Você pode simplesmente passar alguns minutos olhando para o céu. Já teve essa experiência? É profunda e, em alguns casos, até assustadora.
Pode observar uma formiga caminhando por alguma superfície. Já parou para pensar na forma de ser daquele inseto tão pequeno — e que também carrega uma complexidade gigante?
Pode puxar uma conversa com um estranho em uma fila em vez de pegar o celular ou conversar com algum colega de trabalho ou de classe sobre algo não relacionado a alguma tarefa. Será que você consegue?
2) Encare essa verdade fundamental sobre a realidade: desafios irão acontecer, e algumas dores e sofrimentos ao longo da existência serão simplesmente inevitáveis.
Sendo assim, pergunte-se:
Qual seria a melhor forma de lidar com isso?
Qual versão de você precisa ser desenvolvida para conseguir suportar essas coisas com dignidade ou até mesmo certa leveza?
Tendo em vista que as dificuldades são mesmo parte da vida, não seria maravilhoso conseguir alcançar isso?
Acredito que todos esses exercícios podem te levar à mesma conclusão inevitável, que foi, inclusive, o que aquela sala de espera me provocou:
Só uma mente mais forte pode me proporcionar uma vida mais leve.


tradução: “Você vai chegar lá. Mas agora, você está aqui!”
A natureza não se apressa, e mesmo assim tudo se realiza.
O Sol não se apressa em nascer mais rápido e mais brilhante porque viu a Lua chegando cheia na noite passada;
A flor do campo não corre para trocar de cor porque viu uma rosa vermelha desabrochar ao seu lado;
As conchas do mar dependem da vida de moluscos para se formar e precisam esperar para se tornarem lindamente independentes e únicas — e assim sobreviverem por milhares de anos;
As pedras preciosas e cristais levam milhares de anos para se formar — e é exatamente por isso que são tão preciosas;
Os animais não se apressam para procriar só porque todos os outros do bando já têm filhotes.
A natureza não se apressa em cumprir as finalidades para as quais cada coisa foi criada. É por isso que, no fim, tudo se cumpre em perfeita harmonia.
Se lembra que você faz parte da natureza? Independentemente da sua vontade, algumas coisas têm o tempo delas, precisam maturar e fluir no seu ritmo. Tentar lutar contra isso é ferir a perfeição de algumas ordens que são naturais.
O sentido de uma vida é algo que precisa ser autêntico. Quando você abraça a sua autenticidade, percebe que não há por que se afobar para correr no mesmo ritmo que todos. É no seu ritmo que cumprirá aquilo que faz sentido para você.


Eu preciso aprender a ter paciência e a esperar a pessoa certa. Parece que todo mundo tem um amor e só eu estou para trás.
Talvez você tenha essa sensação porque não vai mesmo encontrar a pessoa certa só esperando.
Em primeiro lugar, a pessoa da sua vida não vai mesmo chegar para te resgatar na sua torre e resolver todos os seus problemas. Para conhecer alguém e construir uma relação, é preciso se dispor, fazer movimentos e não ficar apenas esperando.
Esse movimento, na verdade, é uma questão de entender o que você quer — ou seja, um relacionamento — e colocar isso para o mundo. Logo, tente perceber como a mentalidade te coloca em uma posição ativa e não passiva diante do outro.
Sabe aquela coisa de ficar esperando o ficante decidir o que quer da vida? Ela não existe quando se assume esse movimento de ir em busca do que já entendeu que quer.
E aí vem o segundo ponto, em que a maioria das pessoas erra: pode até aparecer alguém legal no seu caminho, com ou sem você procurar, mas pode ter certeza de que essa ideia de buscar nela a “pessoa certa” vai arruinar qualquer chance de dar certo.
Colocaram na cabeça das pessoas essa ideia equivocada de pessoa certa quando, na verdade, as “pessoas certas” só podem surgir ao longo do tempo, com combinados, entrega e disposição em uma relação.
As pessoas certas são construídas na convivência e na vontade dos dois de permanecerem juntos.
Cultivar essa idealização de que chegará alguém pronto, reflexo de todas as suas qualidades e sem nenhum defeito com o qual você não esteja acostumado a lidar e, ainda, que é preciso apenas esperar, é o que faz muita gente abrir mão de vínculos que poderiam ser incríveis, ou, então, viver apenas da espera e da delícia que é ficar idealizando.
E aí, conseguiu entender por que essa espera está tão longa?
Você pode estar esperando se relacionar com um reflexo de si mesmo — porque é justamente isso que cria o seu ideal de pessoa certa — e não com um outro indivíduo complexo, único e que irá ter valores, qualidades e defeitos, em alguma medida, diferentes dos seus.
E, por isso, será difícil de lidar, demandar atitudes e movimentos de ajuste e, com certeza, não apenas uma espera passiva.
Sinto minha vida totalmente estagnada. Uma sensação de que todos ao meu redor estão vivendo seus propósitos e eu aqui, sozinha. Não consigo lidar com a solidão de forma “boa”, mas percebo que os outros conseguem.
Será que os outros conseguem lidar com a solidão ou fingem bem?
Se basear por postagens alheias pode ser uma armadilha (em que eu também caio). É sempre a ideia da grama mais verde do vizinho, aí a gente acha que nem grama nós temos ou, pior, por que não merecemos ter uma graminha tão verde quanto a de “todo mundo”. Mas, quando olhamos de perto, a grama deles não é real.
Estamos todos com nossas lutas e precisamos respeitar nosso próprio tempo. ❤️
— Resposta da nossa leitora, Francislene Barbosa

Evolução no lugar de perfeição.

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cc: @sarah.ferrreira
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