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a linha é tênue
09/04/26

BOM DIA
a linha é tênue
é preciso estar confortável o bastante para conseguir se mover, mas nunca tão confortável a ponto de não querer mais se mover.
….

Concorda com isso? 🧐
Este livro me ajudou. 📚
Todo mundo que me vê com este copo pergunta de onde ele é. Vale o investimento. 🥤
O filme perfeito para assistir no fim de semana é este aqui. Simplesmente fantástico. 🍿
Será que estamos normalizando um nível de ansiedade que nunca deveria ser normal? Este podcast reflete sobre por que parece que estamos todos mais angustiados.


tradução: “eu relaxo; eu deixo ir; minha vida segue em perfeito fluxo.”
A dúvida não é uma condição agradável, mas a certeza é absurda.
Desde que existimos como espécie, buscamos formas de tentar compreender e explicar o que somos e o porquê de estarmos aqui e o porquê das coisas, sentimentos e pensamentos que nos rodeiam.
Isso porque, do ponto de vista neurocientífico, a dúvida é literalmente um estado metabolicamente mais caro e emocionalmente instável.
Quando sentimos dúvida, há ativação de partes do córtex, responsáveis por monitoramento de conflito, e da amígdala, que é relacionada à ansiedade. Assim, quando o corpo se depara com a ausência de respostas, vive uma sensação generalizada de tensão.
Nesse sentido, “certezas” organizam o nosso mundo. O cérebro prefere a estabilidade a uma resposta mais apurada — que pode levar mais tempo. Psicologicamente, resoluções rápidas, categorias fechadas e conclusões definitivas diminuem a ambiguidade, a dúvida e, consequentemente, a nossa ansiedade.
Ou seja, a sua mente se preocupa mais em conseguir isso o mais rápido possível do que seguir questionando e enfrentando uma realidade em aberto… E isso nem sempre é bom.
Pense na sua experiência pessoal: quantas vezes você já errou por acreditar precipitadamente em alguma ideia ou julgar a realidade com base em um ponto enviesado? Provavelmente muitas.
Mas podemos ir além: quantas vezes você só conseguiu encarar algum desafio, pois tinha alguns conceitos aos quais se agarrar?
Ou seja, para se viver bem, não seria interessante um equilíbrio entre a fé — no sentido literal da palavra — e questionamentos que se renovam e lhe permitem seguir evoluindo?
Porque, mesmo constantemente buscando certezas às quais nos agarrar, capazes de reduzir o nosso fardo de ser, ainda não compreendemos nem somos capazes de explicar por completo o nosso mundo, a nossa existência e o que nos cerca.
Ao nos confrontarmos com essa grande impotência e pequenez, poderia mesmo ser ridículo acreditar alcançar a certeza sobre alguma coisa. Mas talvez ainda mais ridícula seria a certeza de que é possível seguir caminhando sem nenhuma “verdade” para se agarrar.
Ter aquilo pelo que viver — ou melhor, verdades pelas quais você estaria disposto até a morrer — é tão lógico quanto absurdo, pois, sem isso, a existência fica vazia.
A certeza sobre qualquer coisa pode até ser equivocada, mas é também, em certa medida, necessária, justamente pela necessidade fisiológica do cérebro de não viver em constante alerta.
Para que haja o desejo e a possibilidade de se mover, é preciso ter algo pelo que lutar, pelo que viver.
Nem que seja a certeza da eterna ignorância. Ela pode fazer alguém viver buscando novas respostas e experiências que possam lhe ensinar, por exemplo. Consegue perceber?
Precisamos de uma certa abertura para novas descobertas e para o desenvolvimento. Por isso, é essencial ter coragem de se aventurar no desconhecido e perceber que o desconhecido sempre será parte da natureza que nos cerca. Só assim a evolução é possível.
Mas também pode ser um tanto inteligente e necessário escolher agarrar-se a conceitos e princípios que possam guiar essa aventura. Isso é existencial, psicológica, física e emocionalmente importante para caminhar.
É válido sim — e não tão absurdo quanto constatou o grande Voltaire — buscar o mínimo de estabilidade para conseguir sair do lugar e ter no que confiar quando a realidade é por essência incerta.
A dúvida é, portanto, um sinal de pensamento vivo e intelectual, mas a fé é sinal de maturidade emocional e sabedoria.
Porque viver com consciência passa por suportar o incômodo e as implicações de que não é possível prever coisa alguma, uma vez que a vida é, de fato, um caminhar sobre o risco de dar certo ou não, de conseguir ou não suportar e superar e, apesar de tudo, ainda ser capaz de seguir em frente.
— @Sarinha
A era do unboxing está de volta
Se você viveu o auge do YouTube, lembra dos unboxings e dos press kits que davam vontade de abrir só de assistir. Eles ficaram menos frequentes… mas dá pra trazer essa sensação de volta.
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Conheci uma pessoa que tem valores muito parecidos aos meus. É bondoso, caridoso, educado e sempre está disposto a ajudar o próximo. Vi nele muito do que há em mim e, pela admiração, comecei a pensar mais vezes nele, mas não deveria, pois sou casada. O que faço?
Dificilmente, eu ou qualquer outra pessoa deveríamos te dizer o que fazer. É você quem precisa decidir. Eu venho aqui apenas para te ajudar a pensar.
Nos sentimos atraídos por aquilo que confirma quem somos ou aquilo que aspiramos ser. Isso é uma tendência natural. Somos profundamente sociais, e a aceitação do grupo, em algum nível, ainda carrega um valor de sobrevivência.
Muitas vezes, porém, nós mesmos não estamos seguros em relação ao que compõe a nossa própria personalidade:
“Será que isso é bom? Admirável? Desejável?”
Ver essas qualidades no outro funciona como um espelho: traz aconchego, validação e senso de pertencimento. Reconhecer isso como algo bonito no outro é especialmente prazeroso, pois, de certa forma, também nos afirma.
Talvez o que tem feito você pensar tanto nessa pessoa seja menos sobre ela em si e mais sobre uma confirmação de aspectos bons em você que foram deixados em segundo plano pela rotina do relacionamento.
Ou podem ser coisas que não aparecem tanto no seu marido — o que não é tão ruim —, pois, primeiramente, não dá para se relacionar com alguém que seja inteiramente um reflexo de si mesmo. Até se fosse possível, não seria saudável. Se lembra da história de Narciso?
Em segundo lugar, seu marido não ter todos os valores que você tem não invalida as qualidades dele que certamente existem. Afinal, sem elas, você não teria escolhido se casar.
Com o tempo e a convivência, é comum que essas qualidades se tornem menos visíveis e que as diferenças — que podem ser muito construtivas em uma relação — passem a criar distância.
Enquanto isso, o novo, ainda mais quando parece uma síntese daqueles seus valores, entra facilmente no campo da idealização. A sua mente vai inflar aquilo que não foi testado pela realidade e, assim, isso pode parecer melhor.
E é justamente aqui que mora o ponto mais importante: o que fazer com isso? O risco não está no que você sentiu, mas no que você faz com isso.
Na imaginação, tudo pode parecer mais pleno, mais coerente e mais “certo”. Mas é justamente por não ser confrontado pela realidade que isso se sustenta. Por isso, talvez o caminho não seja tentar não pensar — pois isso não é possível — mas, sim, não alimentar, nem dar credibilidade a tudo o que pensa.
Você pode nomear o que está acontecendo, dar o devido lugar a isso e, principalmente, buscar entender que não precisa transformar uma identificação em um envolvimento. Você tem um compromisso que é maior do que alguns sentimentos — que, como vieram, podem ir embora também, se você não alimentá-los.
Sentir não é o problema; é incontrolável. Contudo, sustentar a sua lucidez diante disso é o que pode te ajudar a não jogar fora no impulso algo que, no mínimo, merece respeito.
Tempo ou dinheiro?
No seu caso, acho que a pergunta que deveria estar se fazendo não é essa, mas “o que eu gostaria de fazer com o tempo e o dinheiro?”
Você precisa entender o que quer. Eu entendo o que você quer dizer e, por isso, compreendo onde quer chegar — e essa resposta não está na pergunta que fez. Perceba:
Quem vê sentido no próprio trabalho — que é de onde vem o dinheiro — não sente que o tempo gasto ali é tempo perdido. É tempo investido e usado para crescer, e não estou falando só de conta bancária.
Quem entende o porquê de fazer o que se faz tem vontade de fazer. Sendo assim, te pergunto: o que será que você realmente quer?
Se encontrar essa resposta, talvez entenda que não precisa escolher entre uma coisa ou outra. Na verdade, nenhuma das duas é fim, mas meios de conseguir aquilo que busca.
É por essa falta de clareza que há pessoas que dizem que querem tempo, mas vivem como se quisessem dinheiro, e pessoas que dizem que querem dinheiro, mas não sustentam o preço disso.
Em ambos os casos, vivem um vazio angustiante, porque não entenderam os fins que ordenam a própria existência e para os quais meios como o tempo e o dinheiro são articulados.
Por isso, a resposta que você realmente procura está em outra pergunta: o que você quer?
As perguntas certas são metade do caminho para as respostas de que mais precisa.
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cc: @sarah.ferrreira
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